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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O EU separado de tudo




Poucos dias atrás eu vi um vídeo com um pequeno trecho de uma palestra de Thich Nhât Hanh. Vou reproduzir as idéias que ele expôs. É um vídeo bem curto.

Naquela pequena aula ele disse: “Minha mão direita escreve poemas. Minha mão esquerda não escreve poemas. No entanto, minha mão direita não menospreza nem diminui a mão esquerda dizendo: “Eu sou melhor que você”. Ela não tem complexo de superioridade com relação à mão esquerda. Nem a mão esquerda tem complexo de inferioridade com relação a minha mão direita. Há algum tempo eu estava pregando um prego na parede, e bati com o martelo no dedo da mão esquerda. Imediatamente, as duas largaram o que estavam fazendo e a mão direita segurou a mão esquerda para cuidar dela carinhosamente. Minha mão direita não disse: “Estou cuidando de você agora que você esta machucada, lembre-se, no futuro se acontecer alguma coisa você cuida de mim, não seja mal agradecida”. Minha mão esquerda não disse: “Você me feriu, dê-me o martelo, eu quero vingança”. Porque minha mão direita e minha mão esquerda, se sentem unas. Sentem-se em uma unidade. Sentem-se uma junto à outra em tudo. Não sentem inveja, nem sentimentos de cobrança, nem sentimentos de vingança, nem superioridade nem inferioridade.”

Nós somos, na verdade, mãos da grande unidade de todos os seres. E quando nos sentimos melhores ou piores, ou queremos justiça, ou compensações, é porque nós não vemos isso, porque começamos a ver a noção de eu dentro da mão. Se a mão direita sentisse “eu sou”, ela teria esses sentimentos. O mesmo ocorreria se a mão esquerda tivesse esse sentimento de “Eu sou, eu sou separada” – elas são separadas, não são? Fisicamente são separadas, mas não existe o sentimento “eu sou separada”. Por isso uma cuida da outra, não pedem compensação, por isso uma não pede vingança à outra. O que existe nas nossas duas mãos, é uma noção dentro da nossa mente de unidade; ambas se referem à mesma mente, ambas se comunicam com a mesma mente e por isso não se sentem separadas, embora o estejam fisicamente.

 Mas nós aqui nos sentimos realmente separados. Não sentimos que pertencemos a uma grande unidade. Sentimo-nos sós. Quantas vezes vocês já ouviram a frase “é possível estar sozinho dentro de uma multidão”? Na verdade, a iluminação significa o abandono de todo eu, então é impossível estar só daí em diante. É impossível sentir solidão. É impossível ter quaisquer desses sentimentos de que estávamos falando antes - superioridade, inferioridade, vingança, justiça. Qualquer coisa assim é impossível se houver percepção da nossa verdadeira natureza. Numa palestra, há algum tempo, eu disse que o eu possui ganchos, ganchos nos quais nós penduramos coisas - conceitos, nomes, cargos, títulos, noções de superioridade, inferioridade, raça, espécie. Eu sou homem, os outros seres não são homens. Aqueles que não são homens eu posso matar, não tem importância, eles não são da minha espécie.
(continua)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O momento presente


A civilização ocidental empresta tanta ênfase à idéia da esperança que acabamos sacrificando o momento presente. A esperança é para o futuro. Ela não pode nos ajudar a descobrir a alegria, a paz e a luz no momento presente. Muitas religiões se baseiam no conceito de esperança, e essa recomendação no sentido de evitá-la pode provocar uma forte reação. Esse choque pode, no entanto, produzir algo importante. Não estou dizendo que não devemos ter esperança, mas que a esperança não basta. Ela pode criar um obstáculo pra você e, se estiver imerso na energia da esperança, não conseguirá voltar por inteiro para o momento presente. O que seria uma lástima. Se você canalizar esta energia para uma conscientização do que está ocorrendo, no momento presente, será capaz de romper com tudo e descobrir a alegria e a paz exatamente no momento presente, dentro de si mesmo e em tudo à sua volta.


THICH NHAT HANH (mestre zen vitnamita)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Lavando Louça


Na minha cabeça, a idéia de que lavar a louça é desagradável só pode ocorre quando você não está fazendo isso. Depois que você está diante da pia com suas mangas arregaçadas e suas mãos na água morna, não é tão ruim assim. Eu gosto de levar tempo com cada peça de louça, estando plenamente consciente em cada peça, na água e em cada movimento de minhas mãos. Eu sei que se eu me apressar pra sair e ir tomar uma xícara de chá, o tempo não será agradável e não terá valido a pena de ser vivido. Isso seria uma pena, pois cada minuto, cada segundo da vida é um milagre. As louças em si e o fato de eu estar aqui as lavando são milagres! Cada tigela que eu lavo, cada poema que eu componho, cada vez que eu convido um sino a tocar é um milagre, cada um tem exatamente o mesmo valor. Um dia, enquanto lavando uma tigela, senti que meus movimentos eram tão sagrados e respeitosos como os de banhar um Buddha recém-nascido. Se ele estivesse lendo isso, aquele Buddha recém-nascido certamente estaria
feliz por mim, e não teria se sentido nada ofendido de ser comparado com uma tigela.

Cada pensamento, cada ação à luz da atenção plena se torna sagrada. Sob essa luz, não existe fronteiras entre o sagrado e o profano. Devo confessar que leva um pouco mais de tempo para terminar de lavar a louça, mas vivo plenamente cada momento, e sou feliz. Lavar a louça é ao mesmo tempo um meio e um fim, isto é, não lavamos a louça apenas para termos as louças limpas, mas também lavamos a louça simplesmente para lavar a louça, para viver plenamente em cada momento enquanto estamos lavando.

Se eu for incapaz de lavar as louças alegremente, se eu quiser terminar logo para que eu possa ir tomar uma xícara de chá, serei igualmente incapaz de beber o chá alegremente. Com a xícara de chá em minhas mãos eu estarei pensando o que farei a seguir, e a fragrância e o sabor do chá, juntamente com o prazer de bebê-lo, serão perdidos. Estarei sempre atraído pelo futuro, nunca sendo capaz de viver no momento presente.

Banhando um Buddha recém-nascido
de Thich Nhat Hanh

segunda-feira, 30 de maio de 2011

PALESTRA COM O PROFESSOR DO DHARMA SHANTUM SETH



PALESTRA ABERTA COM O PROFESSOR DO DHARMA SHANTUM SETH

Shantum Seth tem contribuído em alguns livros do mestre zen Thay, incluindo "Caminhar com o Buda”, “Eu cheguei, estou em casa" e "Voluntários contra o conflito”. Ele também foi consultor em filmes como "A vida do Buda”, produzido pela BBC e Discovery, "A História da Índia” produzido pela BBC e PBS, e está atualmente está trabalhando em uma produção de Hollywood, intitulada "Buddha".

Shantum é graduado em Estudos de Desenvolvimento, com a sua tese em A Economia de Gandhi. Shantum trabalha no setor de Desenvolvimento Social e há quinze anos faz parte do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas e da UNESCO, gestão de programas de promoção de voluntariado, educação para a paz, patrimônio da humanidade e programas de subsistência sustentáveis​​.

Ele vive com sua esposa, duas filhas e os pais em Noida, próximo a Nova Delhi na Índia.

Leia mais aqui: www.buddhapath.com

Confirme sua presença através do email centrozenfloripa@gmail.com ou (48) 9982.1969

Comunidade Zen Budista de Florianópolis
www.daissen.org.br

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Banhando um Buddha recém-nascido


Na minha cabeça, a idéia de que lavar a louça é desagradável só pode ocorre quando você não está fazendo isso. Depois que você está diante da pia com suas mangas arregaçadas e suas mãos na água morna, não é tão ruim assim. Eu gosto de levar tempo com cada peça de louça, estando plenamente consciente em cada peça, na água e em cada movimento de minhas mãos. Eu sei que se eu me apressar pra sair e ir tomar uma xícara de chá, o tempo não será agradável e não terá valido a pena de ser vivido. Isso seria uma pena, pois cada minuto, cada segundo da vida é um milagre. As louças em si e o fato de eu estar aqui as lavando são milagres! Cada tigela que eu lavo, cada poema que eu componho, cada vez que eu convido um sino a tocar é um milagre, cada um tem exatamente o mesmo valor. Um dia, enquanto lavando uma tigela, senti que meus movimentos eram tão sagrados e respeitosos como os de banhar um Buddha recém-nascido. Se ele estivesse lendo isso, aquele Buddha recém-nascido certamente estaria
feliz por mim, e não teria se sentido nada ofendido de ser comparado com uma tigela.

Cada pensamento, cada ação à luz da atenção plena se torna sagrada. Sob essa luz, não existe fronteiras entre o sagrado e o profano. Devo confessar que leva um pouco mais de tempo para terminar de lavar a louça, mas vivo plenamente cada momento, e sou feliz. Lavar a louça é ao mesmo tempo um meio e um fim, isto é, não lavamos a louça apenas para termos as louças limpas, mas também lavamos a louça simplesmente para lavar a louça, para viver plenamente em cada momento enquanto estamos lavando.

Se eu for incapaz de lavar as louças alegremente, se eu quiser terminar logo para que eu possa ir tomar uma xícara de chá, serei igualmente incapaz de beber o chá alegremente. Com a xícara de chá em minhas mãos eu estarei pensando o que farei a seguir, e a fragrância e o sabor do chá, juntamente com o prazer de bebê-lo, serão perdidos. Estarei sempre atraído pelo futuro, nunca sendo capaz de viver no momento presente.


Banhando um Buddha recém-nascido
de Thich Nhat Hanh

domingo, 19 de julho de 2009

A paz a cada passo



A paz a cada passo.
O sol brilhante e vermelho é meu coração.
Todas as flores sorriem comigo.
Como é verde e viçoso tudo o que cresce.
Como é fresco o vento.
A paz a cada passo.
Ela transforma em alegrias o caminho sem
fim.

Thich Nhat Hanh - Paz a cada passo.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Olhando a estátua de Buddha



A esquerda o Prof. Tam Huyen Van (Claudio Miklos) da escola Thien do budismo vietnamita, seguidor de TNH (Thay) e à direita Flavius, responsável pelo templo Nyingma, do budismo tibetano, localizado em Garopaba, próximo à sede do Centro de Yoga da Montanha Encantada. Todos observam encantados a estátua, em argila, em fase final de acabamento, realizada por um artista butanês que reside na cidade.
A visita ocorreu durante a realização da conferência budista do CBB em associação com o centro de yoga, durante o fim de semana passado.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Odete Lara




Quem quiser conhecer a nova Odete Lara, aos 77 anos, tem que aquietar o coração, silenciar a mente, esquecer a atriz que apareceu nua nas telas dos cinemas e dirigir-se ao distrito de Coelhos, em Ouro Preto, a 95 quilômetros de Belo Horizonte, no Templo To Guetsu, da monja zen-budista Simone Kei Sen. Por indicação de outra adepta do budismo, a alemã Rita Bön, mestra de sumi-ê, (uma pintura japonesa que funciona como meditação), ela saiu do Rio de Janeiro de ônibus para passar alguns dias em Minas, na companhia da monja Simone.

Entre montanhas azuis, jardins e o repicar de sinos, Odete e Simone acordam cedo, às 5h da manhã, para a cerimônia de meditação. Simone acaba de vestir o manto sagrado para dar início ao ritual que vai até as 6h30, quando as duas tomam o café da manhã ao ar livre, entre cortinas de voal esvoaçantes, enormes almofadas coloridas no chão e um vento que varre as folhas de um inverno muito seco, sem chuvas.

Ordenada monja pela segunda vez, Simone é a anfitriã de Odete Lara e diz que está aprendendo muito com a ex-atriz. Depois de viver uma separação conjugal e de alguns outros percalços na vida, ela ouviu de Odete Lara que deveria "atravessar a dor e seguir em frente". Simone tem recebido "ótimos conselhos dela".

Apesar de nunca ter se preocupado em ser monja, Odete Lara é a própria imagem zen. Amiga do mestre Ryotan Tokuda, hoje um missionário europeu, ela ajudou a construir o Mosteiro Pico dos Raios em Ouro Preto. "Fui uma das obreiras com o mestre Tokuda, a primeira pessoa a falar em ecologia no fim dos anos 70, quando o conheci." Mas Odete não visitava Ouro Preto há 20 anos, o que fez desta vez com Simone, para matar a saudade. "O mosteiro continua lindo, com o painel de Inimá de Paula e o Buda negro que o mestre mandou pôr dentro da mina para reverenciar os negros que morreram lá dentro retirando ouro."

Para Odete Lara, o que importa atualmente é viajar, conhecer outras culturas, paisagens novas, fazer amigos e dizer coisas do tipo: "Beleza é uma expressão da alma. Vem de dentro da pessoa e transparece nos olhos e no rosto. Ilumina tudo".

É por isso que ela continua mais bonita do que quando era símbolo sexual do cinema e do teatro brasileiro nos anos 1960. Indagada sobre as antigas amizades, ela diz que ainda encontra com um ou outro, mas já fez novos amigos. Apesar de morar numa casa de campo em Nova Friburgo, Odete Lara tem um apartamento pequeno, no Bairro do Flamengo, no Rio, em frente à Baía de Guanabara. "Quando está muito frio em Friburgo vou para o Rio, onde faço caminhadas e encontro antigos amigos do meio artístico, troco acenos, conversas, mas estou em outra direção."

Tradutora

Longe do sucesso há 28 anos, Odete Lara não tem celular, telefone sem fio ou TV a cabo e resistiu às tentações do computador o quanto pôde, mas "não tive outro jeito. Uso o computador para redigir as traduções de livros budistas e para enviar e-mail". Afinal, ela já abriu outras janelas na vida. "É muito pisca-pisca e mais de mil janelas que se abrem oferecendo tudo o que você menos deseja." Reconhece, porém, os méritos da tecnologia. "Antes, tinha que despachar tudo pelo Correio e hoje, com um simples clicar do mouse, minhas traduções chegam a qualquer lugar do mundo."

Odete Lara já traduziu oito dos 18 livros do mestre vietnamita, o monge budista Thich Nhat Hanh. "Ele fala direto ao coração das pessoas e mostra que é possível viver em paz, construtiva e eticamente." Odete conviveu com o mestre durante quatro anos no mosteiro da Califórnia, Estados Unidos."

As viagens em busca de um novo sentido para a vida duraram quase 20 anos, desde o primeiro encontro com Tokuda, em 1979. No livro Meus passos em busca da paz, da extinta Editora Rosa dos Tempos e já esgotado, Odete Lara conta toda a sua peregrinação interior e sua passagem pelas várias escolas de meditação oriental, na Índia, Japão, Tibete e San Francisco. Com prefácio do teólogo Leonardo Boff, que diz: "Já se disse que a viagem mais longa e tormentosa não é para a Índia ou o Oriente, nem para a Lua ou para qualquer planeta da esfera exterior. Mas para o seu interior, rumo ao próprio coração".

A ex-atriz é a comprovação de que esse caminho é possível. "Hoje, sou mais observadora, aprendi a dar valor ao que é essencial na vida, a cultivar as sementes boas que cada um tem dentro de si." Perplexa com o mundo em que vive, Odete Lara, porém, faz a sua parte. "É muito consumismo e desrespeito ao próximo. Compreendi que não era feliz, que esse mundo não me satisfazia, pois só pensava em mim, em ganhar dinheiro, me divertir e ter sucesso."

Apesar da turbulência do mundo, onde o dinheiro "é o atual Deus, o único valor considerado, mas o menos importante", ela garante que não quer ter mais do que precisa. E cita Gandhi: "O mundo tem capacidade de produzir para todos, mas não suportará a ganância de poucos".

Sem nostalgia, Odete Lara vive o momento presente. "O melhor é não ficar com a mente no passado nem pensando no que vai acontecer no futuro. Agindo da melhor forma agora, o futuro já está sendo garantido", ensina.

Velhice? Ela afirma que é uma conseqüência natural da vida e que não tem medo da morte. "Para quem viveu a maravilha dos anos 1960 e 1970, já me dou por satisfeita. Já é o suficiente", completa, para se despedir, pois é hora do almoço, com peixe ao molho de manga, batatas cozidas com sálvia, arroz integral, suco de maracujá e a sobremesa elogiada por ela muitas vezes: doce de laranja da terra e queijo-de-Minas, ofertados pela monja Simone.

Déa Januzzi

Fonte: http://www.saudeplena.com.br/noticias/index_html?retranca=06-2708-01a&NN=06-2708-01

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Concentração Correta (Samma Samadhi)

Concentração Correta (Samma Samadhi)


" A palavra sânscrita para concentração correta é samadhi. As noções de impermanência e não-eu são úteis, mas não são suficientes para libertá-lo, para dar a você uma visão correta. Assim a concentração é necessária. Samadhi prajna é a visão correta, o insight que está na base de todo pensamento correto, fala correta e ação correta. Mas para cultivar o prajna temos de praticar a concentração. Temos de viver em concentração para tocar profundamente as coisas em todos os momentos. Nós viveremos profundamente quando pudermos ver a natureza da impermanência, do não-eu e do interser na flor, e podemos fazer isso graças à prática da concentração. Sem samadhi, não há prajna, não há insight. A concentração é a porta que se abre para a realidade última. Ela nos dá a visão correta."

TNH

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Após décadas de proibição TNH pode voltar ao Vietnam

Repassando convite de grupo ligado ao Mestre Zen Thich Nhat Hanh:

--- Sangha Plena Consciência - São Paulo
escreveu:

O tradicional retiro de 21 dias com nosso querido
mestre, que anualmente ocorre em junho na França, em
2008 será realizado em Hanoi - Vietnam, país de origem
do Thây.

O retiro ocorrerá de 4 a 20 de maio (durante o Vesak)
e terá como um dos principais temas para discussão do
dharma, "como a prática do budismo pode ser aplicada
na conservação do planeta"

Mais informações podem ser obtidas em
http://www.plumvillage.org/HTML/news/Joyfulgathering2008.html

Inspirando, expirando, estamos todos juntos, sempre.
Com um sorriso e um lótus para você, um grande abraço.

Paz, Amor e Alegria

Sangha Plena Consciência - São Paulo
Tradição Venerável Mestre Zen Thich Nhat Hanh (Thây)