Mostrando postagens com marcador feitiço. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador feitiço. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 30 de julho de 2013

Feitiço do tempo



Mas se você puder alcançar um esclarecimento perfeito e iluminado, não precisará retornar. Retornar para cá e repetir sem parar sempre a mesma coisa é um castigo. Parece bom, não é? Mas pense. Não escapar, estar preso a repetir sem fim sempre o mesmo tipo de vida, morrer, nascer e recomeçar tudo novamente. Existe um filme muito interessante chamado “O Feitiço do Tempo”, onde o personagem se vê obrigado a repetir todos os dias sempre o mesmo dia, ou seja, todos os dias são iguais, acontecem as mesmas coisas. Após alguns dias o que é que ele mais deseja? Morrer. Ele tenta várias vezes se matar e acorda sempre repetindo o mesmo dia. É a mesma coisa que acontece conosco. Acordamos e repetimos, morremos e repetimos. Não é que a vida tenha só sofrimentos, ela tem também coisas boas e alegres, mas termina muito mal. Todos nessa sala iremos morrer, sou um condenado à morte falando para condenados à morte.

Todos os dias quando me olho no espelho posso perceber o trabalho da morte, os cabelos e os dentes caindo, a pele enrugando e a fisionomia se transformando. Outro dia mostrei minha foto com vinte anos de idade para uma amiga e ela deixou escapar, “Mas o senhor era bonito”. Cada dia que passa estamos mais perto da morte. Cada um de nós está caindo de um precipício com uma corda amarrada ao pescoço, só não sabemos o comprimento da corda. Por isso o que devemos fazer com nossa mente, ou seja, transformá-la, exige certa urgência. O personagem do filme depois de mudar sua mente é que consegue escapar. 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Não existe efeito sem causa





Pergunta – Se o “eu” de fato não existe e a gente deve buscar eliminar o sofrimento, por que toda essa prática e não, simplesmente, acabar com a vida?

Monge Genshô – Acabar com a vida não resolve nenhum problema. O seu “eu” é provocado pelo carma, uma onda de energia no universo. Você surge porque existe carma atrás de você. Por isso essa manifestação, “você”. Não existiria você se não houvesse carma anterior, se não houvesse movimento anterior no universo. Houve movimento e esse movimento redunda em você, pois não existe efeito sem causa. Se você se mata nesta condição em que está agora, tudo o que vai conseguir é uma nova manifestação, com os mesmos problemas e alguns anexados, porque você cumpre um ato bastante egoísta se matando, pois seus pais, amigos, parentes serão impactados pelo seu ato e sofrerão. Além disso, tal atitude não soluciona nada; você só consegue repetir tudo. Existe a possibilidade do suicídio altruísta, para salvar outros por exemplo em situações limite, mas não é o caso que estamos examinando.

Existe um filme bem interessante, "O feitiço do tempo". O personagem central se vê preso ao mesmo dia, que se repete incessantemente. Todos os dias ele acorda e vive o mesmo dia com os mesmos acontecimentos, porém, só ele sabe disso. Depois de alguns dias, cansado, ele resolve se matar, e todas as vezes que ele se mata acorda novamente no mesmo dia. É um filme bem interessante que reflete a experiência humana. Nós repetimos vidas. A cada vida, há um novo “eu”. O pior de tudo, é que ninguém se lembra de suas vidas passadas. É como alguém que corta um dedo quando criança: apesar de ter feito isso de forma ignorante e inocente, a conseqüência fica com ele. Você não tem o dedo quando adulto porque uma vez, na infância, mesmo que sem querer, mesmo que não se lembre de como aconteceu, você cortou o dedo. O quer que você faça, o carma gerado gravará e manifestará em novas vidas, mesmo que você não lembre o porque de seus méritos ou deméritos.