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sexta-feira, 21 de julho de 2017

Zen: Retorno à Origem



O Zen que é uma reforma radical dentro do budismo, porque ele foi, com o tempo, tornando-se cada vez mais e mais religioso. O Zen surgiu, então, como um movimento, dentro do budismo, de retorno à origem, retorno a estes conceitos de que estou falando, sempre de certa forma desprezando, ironizando os aspectos religiosos. Por isso há a história, no Zen, do monge que pegou uma estátua de Buda que era de madeira, partiu em pedaços, fez uma fogueira e aqueceu-se porque a noite estava muito fria. Em dado momento, os outros monges chegam e dizem: "mas como? Você queimou Buda?". E ele responde: "era Buda? onde estão as shariras?". Shariras são joias que mitologicamente surgem quando você crema o corpo de um ser iluminado, pequenas joias. 

Quando cremarem o meu corpo, vai sobrar implante de titânio. Na verdade já tem três. Ao menos gera recursos para fazer alguma coisa, uma espécie de milagre...

segunda-feira, 6 de julho de 2015

MONGE GENSHÔ VOLTA DO TREINAMENTO NO JAPÃO

Pergunta: O senhor podia explicar mais o ponto de vista budista sobre o carma?

Monge Genshô: "karma" literalmente quer dizer “ação” em sânscrito, e "karma vipaka" quer dizer “frutos da ação”. Todo tempo você está produzindo carma quando está agindo. Você pensa, fala, age, produz carma. E consequências advirão daí. Então, toda moral budista é construída em cima da ideia de quais são as consequências, do que vai acontecer a partir desta sua ação. É isto. Claro que nós podemos falar horas sobre o carma, mas em essência é isso. O que nós estamos falando é: não tem um deus castigando, nem premiando. Não tem ninguém vigiando você, não tem um anjo da guarda protegendo você, não tem demônios tentando você, mas tem a sua mente e as suas ações. Você caminha sob o chão que você constrói com suas ações. Isto é muito maior do que a gente pensa. Muito!

Eu fico sempre espantado com o que pode acontecer com pequenos atos. Porque eu estava viajando com Saikawa Roshi, mostrando as sanghas pra ele, ele olhou pra mim e disse assim: “você devia ser monge!”, e eu: “ah mas eu não estou tão interessado nessas coisas, eu não gosto de rituais...” E ele disse: “você está enganado. Rituais e cerimônias criam energia pras sanghas e as pessoas vêm e se solidificam por causa disso. Você está enganado, você devia ser monge.” 

Aí eu, cheio de respeito por ele, pensando, “bom agora começa aquele processo todo, vai levar uns dois anos até ele realmente me confirmar, nós nos conhecemos a uma semana...etc.

E então eu perguntei: “e quando seria isso”? E ele disse: “Hoje de noite! Quando nós chegarmos em Florianópolis você reúne a sangha e eu vou ordenar você. Instant decision!” (decisão instantânea).

E porque ele disse “essa frase”, vocês estão aqui. Teve gente viajando desde Goiânia, Uberlândia, Guaratinguetá, e estão aqui. Vocês estão aqui porque ele disse "aquela frase". Então uma frase, uma palavra, pode criar MUITO carma, muitas consequências. As consequências estão aí. Nós temos vinte grupos Zen no Brasil. Isso já é um sangha significativa. E aonde vai terminar isso? Como será isso daqui a cinquenta anos? Eu não sei, nem vou estar aqui pra ver, mas alguns vão estar. Nós muitas  vezes subestimamos uma frase que a gente diz, por isso nós deveríamos ser muito cuidados com o que nós fazemos, com o que nós desencadeamos. Porque uma frase, uma atitude, uma ação pode mudar o mundo inteiro. Então quando você olha o Mestre pequenino lá, a frase dele tem muito poder e pode fazer muita mudança.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Aspectos da retribuição cármica


Pergunta –  O carma é uma ação, quando eu morro só a ação meus impulsos e desejos é que sobrevivem, certo? O que não consigo ver é uma pessoa como Hitler renascer uma criança desnutrida e passando necessidades de todos os tipos, só consigo imaginá-lo renascendo perto do poder e da política, pois esses são seus impulsos e desejos.

Monge Genshô – Pode ser realmente isso, mas inevitavelmente as ações dele provocarão grandes resultados cármicos e isso levará muito tempo para resolver.  As sementes do carma têm tempo para amadurecer. Às vezes uma pessoa comete um mau ato e aos nossos olhos parece viver muito feliz apesar disso. Existem três tipos de retribuição cármica: a imediata, que vem junto com a ação, isso acontece muitas vezes nas relações humanas, eu grito com alguém e sua resposta é imediata - outro grito ou mesmo uma agressão física. Também existe a retribuição nessa vida, não é imediata, mas virá nesta vida. No exemplo de Hitler, ele sofria com horríveis dores de estômago a ponto de seu médico proibi-lo de comer comidas pesadas e carnes. Ele sentava-se para comer um prato de saladas e reclamava que todas as pessoas comiam carne e ele era obrigado a comer salada. Esse é um tipo de retribuição nesta vida, doenças, angústias e dores. Você pode imaginar ainda as próximas manifestações de uma pessoa com esse tipo de mente. Mas qual a retribuição em outras vidas, não podemos precisar, não há como saber o quanto de bom e de mau havia, qual era sua mente. Uma coisa é dar ordens para matar, outra é executar diretamente essas ordens.

É muito difícil julgar outras pessoas, na realidade é impossível, pois você não está dentro da mente da pessoa e não sabe o que está acontecendo. Mas ao olhar a vida que Hitler tinha, ou mesmo outros renascimentos numa roda de poder, não me parece que seja uma vida feliz. Existem outros aspectos das ações carmicas. Um deles é a intenção. Qual a intenção do ato? Você pode ter um mau resultado, mas a intenção ter sido boa. Quem era o objeto do ato? É diferente você matar um mosquito e matar um ser humano e, mesmo entre seres humanos, há diferenças. Há diferença entre matar um criminoso e um médico que salva vidas.  Qual o resultado? Se você tenta realizar um mau ato e não consegue é uma coisa, mas se você obtém sucesso os resultados serão piores.

Pergunta – Em algumas destas ações poderia haver um componente coletivo?  Usando ainda Hitler, quando ele discursava influenciava muitas pessoas...

Monge Genshô – Nesse sentido podemos fazer muitos raciocínios, por exemplo, quem viveu na Alemanha nesse período é porque tinha carma para isso. Você nasce no Brasil e reclama do país, mas se nascemos aqui é porque nos sentimos atraídos pelos aspectos do país e de seu povo. Mas mesmo dentro de um país com essas características acontecem reuniões do tipo da nossa. Nunca vi aqui dentro alguém gritar com outra pessoa, xingamentos, palavrões etc., as pessoas que aqui se encontram não buscam esse tipo de atitude. Mesmo tendo carma para nascer no Brasil, também possuem um carma diferente por sentirem-se atraídos pela sangha budista.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Causalidade, história, carma.


3) O senhor poderia explicar a diferença entre causalidade história e carma?

Monge Genshô – Literalmente carma significa ação, ação intencional que produz efeitos e que retornam para você. A ação não intencional não causa um efeito que você incorpore. Aquilo que você elabora, planeja, age ou fala é que causa retorno. Os outros acontecimentos no mundo são causalidades que ocorrem porque você é um ser humano. Porque você manifestou-se nesse mundo, em um país onde tem terremoto, você está sujeito ao tremor, mas isso não é causado por seu carma. Essa é a diferença entre causalidade e carma.

Acontecem coisas boas ou ruins conosco dependendo do que semeamos, mas isso pode levar muito tempo para frutificar, pode até mesmo não frutificar agora, mas como você pertence ao universo e isso irá  frutificar no universo, como você faz parte dele, será atingido por aqueles resultados.

Somos atingidos por resultados culturais, econômicos etc., causados por nossos antepassados. Muita coisa do que acontece faz parte do nosso “carma coletivo” e não necessariamente daquele que eu causei pessoalmente. Podemos pensar - “eu não mereço” - no entanto, esse “eu” é ilusório e como eu pertenço ao todo e como o todo reage aos acontecimentos, então o que acontece comigo eu mereço, pois sou ser humano e estou aqui. Não adianta dizer “não fui eu quem fez”. Um bom exemplo é o de quando se é criança e se faz um travessura e perde-se um dedo com quatro anos. Agora, já adulto, olho para minha mão e não me lembro do que fiz nem de como perdi o dedo. Porque o “eu” adulto está pagando pela criança que fez a travessura e perdeu o dedo? Mesmo que você não lembre, você tem as consequências. Isso acontece vida após vida.

Pertencemos a um grande universo, não era meu “eu” na vida anterior, era outro indivíduo que fez coisas que provocaram um carma que se manifesta nessa vida e que tem determinadas marcas. Como sou herdeiro disso, sofro as consequências boas ou ruins. Temos consequências de doenças em nossas vidas de que pensamos: “por que mereço isso”? Você não está ausente de todo o mal do mundo, nem de todo o bem; você pertence ao universo e por isso acontecem essas coisas com você. Você participa de tudo que é bom ou ruim, mesmo que você pense que não tem nada a ver com isso.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Bodhisatvas, Arahants, Budas


5) Já que o senhor falou em voltar, poderia falar sobre o Bodhisattva?

Monge Genshô – “Satva” significa “Ser” e “Bodhi’ é “Mente Compassiva”. Em todo o Budismo Mahayana o Bodhisattva é um ideal de prática, pois é aquele que renuncia sair desse mundo para ajudar todos os seres que aqui sofrem. A idéia de Bodhisattva se contrapõe a de “Arahant ou Arhat”, que é aquele que aprendendo o Budismo trata de iluminar-se e não mais retornar. A idéia do Bodhisattva torna-se predominante após o primeiro século depois de Cristo.

Aluno - Existe nessa idéia alguma mistura cultural, porque entre os gregos havia a cultura do herói.

Monge Genshô – A interligação cultural começa três séculos antes de Cristo, porém o herói não é alguém compassivo na mitologia grega. O herói mais conhecido, Hércules, era vingativo e cometeu vários crimes. O conceito de Bodhisattva é completamente o oposto, embora haja algo de heróico nesse comportamento de renunciar ao seu privilégio para ajudar outros a escapar do sofrimento. O Bodhisattva está mais para o santo Cristão do que para o herói grego, porém, o santo procura uma salvação para si mesmo, ele deseja sair desse mundo e entrar no paraíso. Outro aspecto muito importante no Zen é que não procuramos santos, não estamos empenhados em produzir santos. Você não faz coisas erradas não porque é um santo, mas porque sabe das conseqüências para todos.

Aluno - O Bodhisattva então renuncia a ser um Buda? Ou seja, se libertou de todos os sofrimentos e não mais será atingido pelo sofrimento dos outros e dele mesmo?

Monge Genshô – Não. O estado de Buda é um estado em que não há mais o retorno. Buda está extinto como ser humano, não mais se manifestará. O Bodhisatva retorna porque deseja, existe dentro dele um impulso para retornar e num Buda esse impulso foi perdido, pois ele entende que já cumpriu todas as tarefas que poderia realizar e não vê mais separação entre si e os outros seres.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Feitiço do tempo



Mas se você puder alcançar um esclarecimento perfeito e iluminado, não precisará retornar. Retornar para cá e repetir sem parar sempre a mesma coisa é um castigo. Parece bom, não é? Mas pense. Não escapar, estar preso a repetir sem fim sempre o mesmo tipo de vida, morrer, nascer e recomeçar tudo novamente. Existe um filme muito interessante chamado “O Feitiço do Tempo”, onde o personagem se vê obrigado a repetir todos os dias sempre o mesmo dia, ou seja, todos os dias são iguais, acontecem as mesmas coisas. Após alguns dias o que é que ele mais deseja? Morrer. Ele tenta várias vezes se matar e acorda sempre repetindo o mesmo dia. É a mesma coisa que acontece conosco. Acordamos e repetimos, morremos e repetimos. Não é que a vida tenha só sofrimentos, ela tem também coisas boas e alegres, mas termina muito mal. Todos nessa sala iremos morrer, sou um condenado à morte falando para condenados à morte.

Todos os dias quando me olho no espelho posso perceber o trabalho da morte, os cabelos e os dentes caindo, a pele enrugando e a fisionomia se transformando. Outro dia mostrei minha foto com vinte anos de idade para uma amiga e ela deixou escapar, “Mas o senhor era bonito”. Cada dia que passa estamos mais perto da morte. Cada um de nós está caindo de um precipício com uma corda amarrada ao pescoço, só não sabemos o comprimento da corda. Por isso o que devemos fazer com nossa mente, ou seja, transformá-la, exige certa urgência. O personagem do filme depois de mudar sua mente é que consegue escapar. 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Samadhi



Devemos confiar nos sons dos instrumentos. Cada som significa que algo irá ocorrer, não espere, dirija-se rapidamente para o local. Nos horários de zazen, sempre temos dois sinais, o primeiro é para chamar, “atenção, haverá zazen!” o segundo é para que todos entrem no zendô. Devemos entrar, sentar, ajeitar-nos na posição, respirar e nos propormos a fazer um zazen verdadeiro. O sesshin é sofrido e cansativo, é assim de propósito. O sesshin é uma crise. Sem comunicação, pouca comida, pouco sono e sozinhos. Mas o sesshin está longe de ser uma lavagem cerebral, ninguém lhe dirá o que você deve sentir e pensar. As instruções são, observe sua mente, traga-a de volta para cá. Essa é sua prática, seu treinamento. É um método. O professor não é um Deus, um profeta, um ser perfeito e nem tem nenhuma comunicação direta com algo superior. Ele simplesmente é mais antigo na prática.

Em japonês, sensei , professor, significa aquele que veio antes. Mas não é necessário aceitar irrestritamente o que o professor diz. O budismo ou zen, não são doutrinas baseadas na fé ou crença, é necessário apenas experimentar, treinar, vivenciar. Quando conseguimos a vivência, podemos experimentar algo. O que seria a experiência? A primeira experiência que estamos procurando é samadhi. Samadhi é um estado de profunda concentração em que você está além do pensar e não pensar e está realmente aqui. Se você mergulhar apenas nesse sentimento, estou sentado e ouço os sons, não estou longe por um fio de cabelo, não penso em ontem nem amanhã, só em agora. Se conseguir ficar nesse agora completamente, é samadhi, é isso que temos que cultivar no zazen. Não caiam na tentação de sentar e dizer, “estou cansado e por isso irei criar uma fantasia e rodar um filme na minha mente”. Isso seria um completo desperdício desse sacrifício no sesshin, cada vez que você se vir viajando, volte para cá. Retorne simplesmente, retorne para esse momento. Não se culpe, não se julgue, não pense que esta fazendo um zazen horrível, volte mil vezes. Acalme-se. Se você conseguir não viajar para passado ou futuro e conseguir ficar somente no agora, isso é profundamente sereno. Não existe nenhuma ameaça, nada. No máximo você sentirá cansaço, sono, dor, aproveite, é o cansaço do agora, o sono do agora, a dor do agora, apenas aproveite, o sino irá tocar, vai terminar.

Embora pensemos, “o jikidô deve estar dormindo, esqueceu de tocar o sino”, isso deve ocorrer na cabeça de todos. A função dele é ser responsável por cuidar do tempo do zazen, isso é um sacrifico enorme, pois atrapalha o seu zazen. Apesar de estar de frente para vocês e poder observar e saber que ele já olhou no relógio, também penso, “deve ter passado, ele esqueceu”. Mas também já penso em outro momento, “o que aconteceu, faz só dez minutos que sentamos e o sino já tocou!” . Isso mostra como foi o zazen. O melhor zazen é assim, você sentou e plim...acabou. Guarde esse zazen, esse foi precioso. O tempo não existe. Quando acontece isso você percebe como o tempo pode ser relativo, elástico, como os quarenta minutos podem ser muito longos e sofridos, mas também podem ser muito curtos.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Presos a repetição







Pergunta – Sobre a necessidade de dissolver o eu para que não retornarmos, mesmo persistindo alguma ignorância, seria possível não voltar?


Monge Gensho – Porque você, ao ter essa noção de um eu e ao manter a coesão de todas as coisas que estão agregadas a um eu (seus desejos e impulsos), por causa disso, por causa de seu apego ao seu eu, você não consegue evitar querer manifestá-lo, e o instrumento de nascer, ter um corpo e viver, é muito atraente. Já que você gosta das coisas da vida - comer, fazer amor, ter filhos, possuir coisas -, naturalmente você se encaminha para um nascimento. Por estar muito apegado a essas coisas, você não consegue evitar tudo isso.

Assim, é muito difícil sair daqui. As pessoas que pensam que podem sair daqui através da morte, por exemplo, aquelas que pensam que a vida é muito difícil e sofrida e se suicidam, tudo o que elas conseguem é repetir outra vida exatamente igual e ainda com um impulso suicida. Não existe nenhuma saída fácil. Uma vez li um livro, (Shantaram) sobre um homem, que metido num grande problema de sofrimento, na Índia, vai para uma casa onde lhe injetam drogas na veia. Ele vive, então, mergulhado num sonho, anestesiado pelas drogas, porém, isso não é solução, pois ele continua nesse mundo e dele não consegue sair. Mesmo que pareça, durante o momento em que está drogado, que ele saiu dos problemas, está sempre retornando. De certa maneira, é como se estivéssemos prisioneiros dessa repetição. Aliás, examinem suas vidas, vejam se não cometeram os mesmos erros, repetidas vezes, também.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Alguem para retornar



P: Qual é a prova de que o Nirvana é eterno, de que existe este estado último, quando inúmeros agregados nascem e renascem constantemente formando a cadeia de samsara?

R: Eternidade não é um atributo de coisa alguma em um universo cíclico, Nirvana não é um lugar portanto nem podemos dizer que " existe" trata-se de um estado de esgotamento de energias cármicas, impulsos que levam a novas manifestações.

P: Pode-se ter a certeza do eterno, mas como se pode ter certeza absoluta de que não haverá mais enredamento nenhum, de nenhum nível, em samsara mesmo após o Nirvana?

R: Por definição Nirvana seria um estado sem enredamento, portanto se os há não se tem um Nirvana.

P: Por que mesmo um ser que alcançou o Nirvana não pode ser tomado de um estado súbito de inconsciência e 'esquecimento' e retornar ao samsara, sem se dar conta de nada?

R: Porque não existe isto de um ser, uma individualidade, só existem os impulsos cármicos, se um ser dissolveu-se no Nirvana ele está extinto, exatamente o caso tradicionalmente atribuído a Buda Shakyamuni.

P: O que refuta esta idéia? O que refuta a idéia de que estivemos alcançando a liberação e retornando a samsara eternamente, sem perceber nada? Neste caso, o Nirvana seria apenas um breve momento, que nenhum iluminado saberia identificar até onde iria.

R:Se alcançamos a liberação, a alcançamos simultaneamente de todo o conceito de ser um ser separado, um indivíduo, portanto não há ninguém para retornar.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Zazenkai de retorno



Parte dos praticantes de Florianópolis que vieram ouvir sobre o angô oficial de Certificação de Professores na sede da Comunidade Zen de Florianópolis.

Abaixo foto oficial de seu início na escada de acesso ao sodô (sala de meditação) do mosteiro de Yokoji. Cinco Roshis estão na primeira fila, atrás instrutores e vestidos de negro os alunos.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Buddha retornará algum dia? Uma pessoa pode se tornar um Buddha?


Um Buddha é totalmente iluminado no sentido de que não retornará porque tem tão bem extinto seu carma que não resta energia suficiente para gerar uma nova manifestação. Se é assim, esta iluminação, perfeita e completa, se atingida , torna a pessoa que chegou a tanto, idêntica a Buddha, e portanto um Buddha.