Existem
muitas formas de prática e existem muitos métodos que podem levar à iluminação,
talvez o que seja mais efetivo e universal seja a meditação, por ser o método
que Buda praticou e ser o que tantas pessoas do mundo praticam. Mas pode
acontecer, se uma pessoa tiver suficiente carma para isso, da iluminação ser
atingida através de uma arte.
Mostrando postagens com marcador universal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador universal. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Como um grande espelho
5) O que fazer com os sentimentos de raiva e medo?
Saikawa Roshi – Sente-se calmamente e em silêncio. Faça zazen e, quando eles surgirem, tente pega-los. Quando surgir uma má memória, não a empurre, apenas deixe que surja. Essa é a maneira de ser uno. Se você se recusa ou tenta guardar, o self aparece. Não tente recusá-los nem tente ficar com eles, essa é a maneira de ser uno. Dessa forma sua mente vai se acalmar.
6) Eu tinha milhares de perguntas, mas é difícil até fazer uma pergunta quando se tem uma mente condicionada.
Saikawa Roshi - Todos estamos condicionados, todos temos mentes condicionadas. Se Saddhan Hussein tivesse criado Bush desde criança, Bush seria da religião Islâmica. Se Bush tivesse criado Saddhan desde criança, ele seria um cristão. Isso é condicionamento, porque somos vazios, podemos ser qualquer coisa, como um espelho que não tem self. Qualquer coisa que surja, o espelho não tem preferência, não gosta nem desgosta, ele apenas é uno com aquilo que ele reflete. Imaginem um espelho gigante e todo o universo está nele, assim, da cabeça aos pés você é um espelho gigante que reflete todo o universo. O Sutra do Coração da Sabedoria diz que não há ouvidos e olhos, isso significa que você é isso, a vida universal. O espelho do universo ou um espelho pequeno que reflete uma bola, todo o universo está nele e em você. Você é essa vida eterna. Todo o universo está nesse espelho, em cada momento, nem uma parte está vazia, isso é vacuidade. Isso significa que o espelho é sempre vazio, então, todo o universo está nele a cada momento. Qualquer coisa que surge existe no espelho, dos pés à cabeça e tudo está vazio ao mesmo tempo. Zero é igual a infinito. Você é zero e ao mesmo tempo infinito e uma enorme vida eterna está em você, parabéns. (2005)
Muito obrigado
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
As coisas como elas são
Venerável Dhammadipa continua: Os sutras de Bodhidharma ensinam que há quatro tipos de Samadhi (concentração meditativa) - o primeiro seria o Samadhi do “não saber”. Esse tipo de Samadhi eu aprendi na Birmânia e no Sri Lanka e são muito enfatizados na Escola Theravada e na Yogacara. A Escola Yogacara se baseia no estudo do Samadhi dessa mesma forma. O segundo Samadhi seria o da “busca das coisas como elas são” e esse é o Samadhi que vocês estão praticando agora. Quando você realiza as coisas como elas realmente são você se torna nobre, ou seja, quando pode realmente compreender o objeto da liberação. Nos primórdios do Budismo, quando você realmente realizava o objeto da liberação, não podia continuar no Samsara (mundo da perambulação) por muito tempo. Como vocês sabem, a Escola Mahayana enfatiza a unidade do Samsara e do Nirvana. As escrituras do Mahayana ensinam que tanto o Samsara quanto o Nirvana não têm natureza própria, portanto não podem ser diferenciados. Por isso não é de costume usar o termo “Nirvana” mas sim “as coisas como elas são”. Nas “coisas como elas são”, de fato, bem e mal não têm qualquer diferença, ambos são como eles são. Esses são os meios hábeis para a prática do Bodhisattva e, sem entender isso, vocês não poderão entender a prática do Bodhisattva. Isso é também a base da experiência Zen - as coisas são como são e nesse âmbito todos os fenômenos são iguais.
Porque nesse âmbito todos os fenômenos são iguais? A Escola Yogacara enfatiza que a mente é esse âmbito de “as coisas como elas são”. A principal prática de meditação na Escola Yogacara é quanto à natureza da mente e ela não tem diferenciação, por isso que a mente tem a capacidade de captar todos os objetos, pois, se ela tivesse diferenciação, como poderia ser capaz de captar todos os objetos? A mente é para ser contemplada como o próprio espaço e, tal como o espaço tem lugar para tudo, com a natureza da mente é a mesma coisa. A transformação da mente é que será capaz de ver sujeito e objeto. Isso é muito importante de ser compreendido. A transformação ocorre de fato na mente em si e em nenhum outro lugar.
A mente no Yogacara pode ser compreendida em três aspectos: o primeiro é o sinal do objeto, por exemplo, supondo que alguém esteja lá fora, para que ele seja real, eu preciso de uma referência e, a partir dessa referência, eu passo a entender esse objeto como real. Nos apegarmos a essas referências dos objetos, é estar de fato no Samsara, é através desse apego que continuamos no Samsara. Isso implica de fato na base e na transformação da consciência em si. Quando experenciamos um objeto como real, temos essas referências de “sinal do objeto” e temos, então, o aspecto subjetivo da mente que entende essa realidade como essas referências do objeto. Após isso temos o aspecto do testemunho, esse aspecto do testemunho é denominado Alayavijnana (consciência depósito universal), que é onde se encontram todas as consciências. Esse conceito não é estranho à filosofia ocidental, Sócrates já dizia que para entender alguma coisa você precisa de suas experiências pregressas, ou seja, de suas lembranças.
Comentário de Genshô Sensei: a idéia de Alayavijnana é a de que não somente minhas lembranças ou consciência estão contidas nesse depósito, mas todas as experiências do universo inteiro, todo conhecimento, tudo que acontece no universo está contido em Alayavijnana, a questão é se posso ou não acessar esse depósito.
(continua)
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Alaya Vijnana
Aluno: É impossível lembrar?
Monge Genshô – Diz-se que existe um depósito de
consciência universal chamado “Alaya Vijnana” onde tudo está registrado,
e isso faz algum sentido, porque o universo não tem como esquecer.
Tudo que acontece, de alguma forma fica registrado, os sons, as imagens,
tudo, mesmo os traços do big bang permanecem como radiação de fundo. Teoricamente seria possível acessar essa consciência e saber tudo
que aconteceu.
Quando Buda iluminou-se, diz-se que lembrou-se de suas
quinhentas vidas passadas. Mas isso não é relevante, o interessante
para nós é que tudo que amamos e fazemos de bom não está de certa forma
perdido. Por outro lado, tudo que fazemos de mal também está gravado.
Do ponto de vista Budista não existe ninguém lá fora para nos julgar,
toda a ética Budista está construída em cima de ação e consequência.
Você terá que arcar com as consequências de cada ato seu. Não existe
nenhum salvador para livrar você. A melhor maneira de obter melhores
resultados é fazer coisas boas que redundam em coisas boas e que
retornarão para você como coisas boas. A única maneira de apagar o mal
feito é praticar mais o bem, de maneira que todo o mal seja finalmente
superado pelo bem praticado. Mas de forma absoluta, para o universo, bem
e mal não existem, é uma questão de perspectiva. Ontem eu respondi uma
pergunta sobre bem e mal da seguinte maneira: “um jacaré come um pato na
lagoa, isso é bom ou ruim”? Para o jacaré foi um almoço, para o pato um
tragédia. Onde está o bem e o mal? Você não consegue responder.
Marcadores:
ação,
alaya vijnana,
bem,
big bang,
budismo,
budista,
consciência,
consequência,
ética,
mal,
memória,
Salvador,
universal,
zen
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Ido até a outra margem
Todos os Budas, dos três mundos, devido à sabedoria completa, obtém a Correção: "anuttara-samyak-sambodhi" que quer dizer “a iluminação completa, perfeita e universal”. Nessa situação desapareceram todos os ventos das paixões e entrou-se no Nirvana ou atravessou-se o rio e chegou-se à outra margem, a margem da sabedoria.
"Saiba que a sabedoria completa, expressão de grande divindade, grande claridade, expressão insuperável, inigualável, com capacidade de remover todo o sofrimento. Isso determina, invoque e repita: GATE GATE, PARAGATE, PARASAMGATE (em japonês GYATE GYATE HARA GYATE HARA SO GYATE BODHI SOWA KA)" e repete-se o nome do sutra – sutra da sabedoria completa.
GYATE GYATE HARA GYATE HARA SO GYATE BODHI SOWA KA – o que ele quer dizer? Chegados ou idos, todos juntos, para a outra margem, à iluminação, salve. É isso que quer dizer. É por causa disso que no meu livro, dei o nome ao personagem de “IDO”. Quem conheceu o mantra, e souber o significado do mantra, pode chegar à outra margem.
Este é o Sutra do Coração. Mas a essência mesmo é: vazio é forma, forma é vazio. Se você conseguir entender isso, resolveu o verdadeiro KOAN que é o sutra do coração.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
O Mudra Universal
Sentados em zazen colocamos nossas mãos neste mudra, é como se segurassemos uma grande jóia, sem deixa-la cair. Os polegares mal se tocam. As mãos formam um círculo, ele não tem início nem fim. Não há dentro nem fora, tudo está contido ali, nós somos o centro do universo e o centro está em toda parte dele.
Assinar:
Postagens (Atom)




