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terça-feira, 10 de abril de 2012

Ver a ilusão


P. Fazendo uma analogia se botássemos uma pessoa para assistir um filme, ela ficasse vendo este filme, depois entrasse neste filme e diante da tela branca para forçar a...

Monge Genshô: Forçar a ver a ilusão toda que está dentro, porque você fica virado para a parede e aí o que aparece? Todos os pensamentos que acontecem são o que? Sua vida. O que eles são, que substância, que peso eles tem? São ilusórios. Então se você acorda você acorda do sonho, então acordar realmente é acordar do sonho, quando você está lá dormindo e sonhando pode ser um sonho mau e você sofre, você se angustia e aí se um amigo acorda você, você vê que era um sonho e quando você vê que era um sonho aquele sofrimento desaparece, ainda fica alguns instantes, que bom “que você me acordou” e aquela sensação começa a passar porque você vê que era um sonho, então o nosso processo de treinamento é um processo que visa acordar das ilusões e não é colocar outras ilusões. No treinamento religioso fora do Budismo o que se faz? Se faz colocar mais umas fantasias maravilhosas quaisquer, magníficas, um paraíso cheio de esperança ou um Deus que vai socorrer você ou santos ou qualquer coisa assim e aqui no Budismo o que é que nós estamos fazendo, aqui no Zen? Nós estamos dizendo não, acorde, não tem ninguém para ajudar você e não existe nada fora, mas se você acordar se livrará de tudo isto e há uma coisa magnífica, maravilhosa para ver e esta coisa já está aqui todo tempo, emocionante, feliz, fantástica, é muito feliz este despertar das ilusões, muito, mas alguns pensam que o Budismo tem algo de negação, niilismo, vai quebrando as ilusões, você me tirou tudo, o que sobra? Uma coisa maravilhosa, maravilhosa, mais maravilhosa do que tudo porque não é baseada em nenhuma outra ilusão. Trata-se apenas de acordar e ver que você já está num mundo perfeito, não é um mundo de pesadelos, você já está é só acordar.