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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O mestre é um guia



Pergunta – O mestre pode ser um amigo?
Monge Genshô – Não, o mestre não pode ser um mero amigo. O mestre é alguém que tem uma realização espiritual e pode apontar o caminho para você. Um caminho que ele testou e experimentou. Talvez ele tenha feito um pedaço do caminho e possa ajudar você neste pedaço do caminho. Você tem que encontrar um mestre e aceitar sem discutir, porque seu julgamento não pode ser melhor que o dele. Encontrar um mestre é entrega, você não discute com o mestre, se você não concorda ele não é seu mestre, vá embora. Procure um em quem você confia e então não discuta.
Mas é necessário para o praticante fazer sesshin, viajar, ir para onde for possível, fazer retiros, praticar sozinho, conscientemente, aprender com o corpo, não dá para dizer o que ele tem que aprender. No meu relacionamento com um de meus professores não me lembro de ele dizer, “pratique assim, dessa ou de outra forma”, nada. Só sentar do meu lado e ficar ali praticando. Nenhuma instrução especial. E também não sinto que deva pedir nenhuma instrução especial.
 
Pergunta – (...) a gente fica em dúvida de como agir, se agir, como não agir (...)poderia ter feito de outra forma (...) aquela responsabilidade de agir naquele momento(...)queria saber como lidar com isso?

Monge Genshô – Quando você senta você cria uma mente capaz de se perguntar – Minha ação gera ou não gera sofrimento? – esse é o melhor caminho, olhar nossos atos e o que acontece e nos perguntarmos – Nossa ação gera sofrimento? – Como agir para diminuir o sofrimento no mundo? – E depois dessas perguntas feitas, quase todas as perguntas céticas estarão respondidas. Mas não espere ser perfeito, frequentemente me pergunto porque sou incapaz de agir sem aversão ou apego, nós somos seres cheios de dificuldades.