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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

De que tudo está vazio?



Mesmo assim essa unidade não diz, eu sou a unidade. A unidade é vazia completamente de um eu, por isso o conceito de vazio torna-se tão importante no budismo. Porque, de que as coisas estão vazias? As coisas, todos os fenômenos, nós, somos vazios de um eu. Porque não existe eu algum, então, o vazio são esses próprios fenômenos. Se o vazio são os fenômenos, então os fenômenos são o próprio vazio. Por isso vocês todos são a vacuidade e a vacuidade somos todos nós e a miríade de todas as coisas. Por isso é necessário esquecer-se de si mesmo para ser iluminado pela miríade de todas as coisas. Essa é a essência do ensinamento budista.

Pergunta – Digamos que a mente passou pelo estágio da virtude e chegou ao estágio da compaixão. Ainda há o terceiro estágio que seria o da vacuidade. O que é necessário para passar do estágio da virtude para o estágio da compaixão?

Monge Gensho – A virtude são simples regras, como se alguém dissesse a você, “Não faça isso, pois isso causa sofrimento”, isso é o preceito, a virtude. Para passar para a compaixão é necessário um eu menor e sentir o que os outros sentem. A compaixão é perceber o que acontece com os outros seres no universo. Isso é compadecer-se. Trata-se de uma ampliação da consciência. Já o terceiro estágio da não dualidade é muito difícil, nada fácil de ser ensinado ou percebido, o estágio da não dualidade implica numa realização espiritual muito mais profunda, por isso que o sutra do coração é difícil de ser entendido. Porque ele trata essencialmente da não dualidade. Lembrem-se, o sutra do coração diz, “O vazio é forma e forma é vazio”, isso é a essência do que eu disse por ultimo.