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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Não acredite, experimente


2) Seria correto fazer uma analogia com uma peça de teatro? Sabemos que não é real, mesmo assim nos emocionamos.

Monge Genshô – Você pode se permitir, sabe que é fantasia, mas pode se permitir. Você pode cortar a emoção partindo para um lado crítico e apenas analisar a atuação dos atores, mas pode resolver entrar na emoção. O importante é saber disso e ter a liberdade de escolher. A maioria das pessoas não têm nenhuma liberdade, são arrastadas pelas circunstâncias, acontecimentos e pelas emoções sem poder olhar para fora. Para alguns de nós o ciúme pode ser uma coisa tola, outras simplesmente não conseguem sair deste sentimento, não têm liberdade. 

Aluno – E como saber no dia a dia o que é ou não fantasia e realidade?

Monge Genshô – O que é real?

Aluno – Talvez o certo.

Monge Genshô – Existe algo que você possa chamar de certo?

Aluno – O que a maioria concorda.

Monge Genshô – Se a maioria concorda provavelmente é bobagem. A opinião da maioria por lógica é média e a opinião média é medíocre. Aquilo que a maioria das pessoas pensa sobre algo provavelmente não é verdadeiro, se todos concordam com alguma coisa você deve desconfiar. Este é um dos motivos da dificuldade de se governar um país com democracia, pois você depende da opinião da maioria. As opiniões mais geniais não estão nas mãos da maioria, por exemplo, perguntaram para Steve Jobs porque ele não fazia uma pesquisa de mercado para saber que tipo de produto lançar. “As pessoas não sabem o que querem”, ele respondeu. Se o inventor do automóvel fosse perguntar para as pessoas o que elas queriam, certamente a resposta seria um cavalo mais rápido. Elas não tinham idéia do que era ou viria a ser um automóvel.

A opinião da maioria das pessoas é assim, linear e localizada no tempo. A maioria dos ensinamentos de Buda é desconfortável e as pessoas não querem este tipo de opinião. É muito bom ter alguém a quem rezar para nos socorrer. Seria ótimo chegar como Monge, dizer-se conhecedor da verdade e indicar o caminho para as pessoas seguirem, mas no Budismo não é assim. A palavra “fé” no budismo, “Saddam”, significa uma espécie de confiança e não uma crença inabalável em alguma coisa. No budismo dizemos para as pessoas experimentarem, dizemos para não acreditarem nos professores, não estamos vendendo uma fé. Eu digo à vocês que existe um treinamento que leva à um caminho, se vocês confiam que leva, então pratiquem desta forma e testem para ver se obtém os mesmos resultados. Talvez vá funcionar para alguns e para outros não. Como monge budista não desejo adoradores e seguidores que digam que o que eu falo é a mais pura verdade.

Existe a história daquele monge que aceitava só a metade do que seu mestre dizia, a outra metade ele rejeitava. Quando perguntado do porque disso, ele dizia que se aceitasse tudo não seria digno de seu mestre. Se você pensa que a opinião da maioria é provavelmente correta, sem problemas, você pode pensar desta forma, mas veja no que daria: - A maioria das pessoas antigamente pensava que a terra era chata e quem declarou que a terra era redonda foi perseguido. Existem vários exemplos que comprovam isso e cada vez que alguém foi contra a maioria, foi perseguido. A maioria pensa que seja mais natural acreditar num deus criador, essas coisas são tão complexas que só podem ter sido criadas por uma entidade superior, elas dizem. O budismo não considera a idéia de um deus criador e isso vai contra o senso comum. É praticamente axiomático, se vocês me mostrarem algo que a maioria das pessoas acredita poderemos colocar alguma dúvida.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Zen de Steve Jobs será lançado em português


Quadrinhos: A Devir lançará “O Zen de Steve Jobs”LUIZ SANTIAGO 20 DE MAIO DE 2012 0
Quadrinhos: A Devir lançará “O Zen de Steve Jobs”


Com roteiro de Caleb Melby, repórter da Forbes, e arte do Estúdio Jess3, a editora Devir terá entre os seus próximos lançamentos, a graphic novel O Zen de Steve Jobs. O cofundador da Apple faleceu em outubro do ano passado e já teve uma biografia póstuma publicada, além de haver um filme sobre sua vida em fase de produção. O que a graphic novel pretende mostrar é uma faceta menos conhecida do empresário, a sua relação com engenheiros, pensadores e outras pessoas importantes em sua carreira. O foco principal da obra é a amizade de Jobs com o monge zen budista Kobun Chino Otogawa.

O livro aborda o período de 1971 a 2011, mas o destaque da história é a partir de 1985, quando Jobs deixou a Apple e fundou a NeXT. A graphic novel imagina como foi a amizade entre Jobs e Otogawa, e o estilo narrativo não é linear, passando de um período para outro da vida do empresário. Através de uma arte simples, com traços harmoniosos e uso de poucas cores, o livro conquista o leitor principalmente por tratar, mesmo que seja de forma imaginativa, algo que aconteceu com um dos maiores ícones da tecnologia em nosso século.

Segundo os editores, “Kobun [Otogawa] foi para o budismo o que Jobs foi para a tecnologia: um renegado indômito”, e ainda em nota, afirmaram que a convivência entre os dois foi de grande importância para Apple após o retorno de Jobs à empresa em 1996. É a partir desse momento que a empresa alcança destaque no mercado e referência essencial no ramo da tenologia.

Longe do lado popularmente conhecido e ovacionado pela mídia, a HQ mostra o lado imperfeito de Jobs, e sua posterior mudança de pensamento, comportamento e relações humanas. O resultado disso todos nós sabemos.

(copiado na web de texto de Luiz Santiago)

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A Morte do Zen budista e vegetariano Steve Jobs


Faleceu há algumas horas, com 56 anos, nos EUA, o zen budista Steve Jobs, por duas vezes líder inconteste da Apple, foi ligado a Kobun Chino Otogawa um monge da escola Soto Zen, tentou domar um temperamento irascível e tão exigente que levava ao desespero seus colaboradores, ao mesmo tempo é cultuado como um realizador brilhante que com sua obsessão por produtos ideais mudou a face do mundo moderno.
Sua empresa lançou novidades que as pessoas sequer sabiam que queriam, produtos que se tornaram a seguir ícones do mundo digital, este sucesso guindou a Apple ao posto de uma das empresas mais valorizadas da terra.
A contradição aparente entre sua vida de CEO e empreendedor com sua ligação com o budismo aparecia em sua simplicidade na vida pessoal, seu hábito de andar descalço mesmo comprando no supermercado, seu vegetarianismo que partilhava com sua espôsa mãe de 3 dos seus filhos ( teve uma filha com uma namorada anteriormente) e a seu desapego por móveis suntuosos. Ele fazia o que queria, lutava por um resultado brilhante, mas não por enriquecimento em si e sim porque era o que desejava fazer, trilhava seu caminho sem se importar com a opinião alheia.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Steve Jobs e o Zen budismo



Steve Jobs disse: “Há uma frase no budismo, mente de principiante. É maravilhoso ter uma mente de principiante”.

Jobs chegou a cogitar, no início da Apple,(1975), tornar-se um monge zen budista viajando ao Japão, temia que a empresa se tornasse gigantesca e o engolisse, foi desencorajado por um dos discípulos de Shunryu Suzuki, Kobin Chino, que vivia em um pequeno templo zen em Los Altos, que divertido lhe disse que "tudo era a mesma coisa" que ele descobriria que comandar negócios é o mesmo que sentar em um templo. Conta-se que seu livro predileto é "Mente Zen Mente de principiante" um conjunto de palestras deste introdutor do zen no ocidente.