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quinta-feira, 14 de abril de 2016

Casamento à beira do mar


Dia 9 de abril, na Praia Brava em Florianópolis, o casamento zen budista de Francine e João David. A cerimônia zen budista se caracteriza pela ênfase na emoção e na promessa, são os noivos que lêem um para o outro seu juramento pessoal. Neste em particular o mar como fundo propicia excelentes metáforas sobre a vida, o tempo, a transitoriedade e o amor profundo.
Mais sobre casamentos zen budistas em http://casarzen.blogspot.com.br/

quarta-feira, 14 de março de 2012

Tooro Nagashi em Florianópolis




Dia 11 de março, foi realizada em Florianópolis a cerimônia de Tooro Nagashi pela Wakamiya-Maru, em memória às vítimas do Terremoto seguido de Tsunami ocorrido no Japão, no ano passado.
O lançamento de pequenas lanternas flutuantes luminosas foi feito no canal da Barra da Lagoa, às 20h, enquanto monges budistas da Comunidade Zen Budista de Florianópolis entoavam sutras.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A Morte do Zen budista e vegetariano Steve Jobs


Faleceu há algumas horas, com 56 anos, nos EUA, o zen budista Steve Jobs, por duas vezes líder inconteste da Apple, foi ligado a Kobun Chino Otogawa um monge da escola Soto Zen, tentou domar um temperamento irascível e tão exigente que levava ao desespero seus colaboradores, ao mesmo tempo é cultuado como um realizador brilhante que com sua obsessão por produtos ideais mudou a face do mundo moderno.
Sua empresa lançou novidades que as pessoas sequer sabiam que queriam, produtos que se tornaram a seguir ícones do mundo digital, este sucesso guindou a Apple ao posto de uma das empresas mais valorizadas da terra.
A contradição aparente entre sua vida de CEO e empreendedor com sua ligação com o budismo aparecia em sua simplicidade na vida pessoal, seu hábito de andar descalço mesmo comprando no supermercado, seu vegetarianismo que partilhava com sua espôsa mãe de 3 dos seus filhos ( teve uma filha com uma namorada anteriormente) e a seu desapego por móveis suntuosos. Ele fazia o que queria, lutava por um resultado brilhante, mas não por enriquecimento em si e sim porque era o que desejava fazer, trilhava seu caminho sem se importar com a opinião alheia.

sábado, 12 de março de 2011

Casamento zen budista - Karine e Denny



Karine e Denny casaram-se, dia 25 de fevereiro de 2011, em cerimônia realizada na cidade de Curitiba, ambos são firmes praticantes da Comunidade Zen Budista de Florianópolis, Karine trabalha atualmente como representante de vendas no Spa Daissen, braço do restaurante Daissen que subsidia a sede da comunidade em Santa Catarina.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Casamento budista - Carolina e Walmir



Dia 26 de novembro casaram-se em Porto Alegre, Walmir e Carolina, em cerimônia zen budista oficiada por Monge Genshô, Walmir é praticante zen budista há vários anos e foi responsável pelo início de um grupo de meditação na zona sul de Porto Alegre, Monge Genshô era um leigo então e não frequentava regularmente uma comunidade, assim sua iniciativa foi determinante para que este blog e outras comunidades viessem a existir.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Marízia



Na fila do kinhin, meditação andando muito lentamente, a Professora Marízia é a primeira. A nossa companheira de prática residia em Bombinhas, faleceu ontem e terá seu funeral hoje pela manhã em sua cidade. Lentamente a comunidade zen budista vai acumulando lembranças de praticantes que se vão, somos a manifestação do zen agora, outros nos sucederão, a comunidade é feita destas ondas sucessivas atavés dos séculos.

"Nossas vidas são como a respiração, como as folhas que crescem e caem. Quando realmente entendermos sobre as folhas que caem, seremos capazes de varrer os caminhos todos os dias e nos alegrar com nossas vidas neste mundo mutável" ~ Ajahn Chah

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Anelos vermelhos


Finda a tarde
e ainda
escuto os sons da rua

Uma criança me espera
tranqüila de que irei
confiança

Os dias me lembram
que o tempo não espera por mim

enquanto coleciono
anelos vermelhos
nos dedos

Será tarde um dia?
Não sei...
Apenas hoje
é fim de tarde.

Jisho.
(Monja Zen budista)

Por que não posso tirar os anelos vermelhos que restam em meus dedos? (Koan Zen)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Como tatuamos por dentro


Sesshin de inverno, ou sobre como tatuamos por dentro...


Dois pernoites na casa Vila de Fátima, entre os dias 23 e 25, no alto de um morro entre o silêncio da lagoa do Peri e o som das ondas da praia da Armação. Totalizaram-se cerca de 9 horas intervaladas de meditação shikantaza (termo em japonês que significa “apenas sentar”), além de cerimônias e recitação de sutras. Estes primeiros dias são os piores, pois é como disciplinar o corpo e a mente para um novo comportamento e rotina, tão habituados ao comportamento automatizado do dia a dia. Um retiro budista da escola soto zen (ou sesshin) é algo único.
O único barulho que escutávamos, além dos miados, uivos, ronronados e latidos peristálticos característicos de cada um de nós (especialmente as 4 horas da manhã), era um tic de um relógio que marcava outro tempo estranho… seu ponteiro dos segundos se entregava à gravidade silenciosamente, e alertava apenas sua subida, para então cair de novo em silêncio. Comportava-se como o constante som das ondas do mar, marcado também pelo silêncio e pelo som. E passava a comportar-se como minha mente. Ou tudo isso de trás pra frente e vice-versa! O que quero dizer é que houve uma sintonia de silêncios e ruídos. E do lado, bem do lado mesmo, o absoluto zen da lagoa do peri. Como que um norte para a calma e a paz, o silêncio total existia ali por dentro e por fora.

Tudo no sesshin é feito em silêncio. O voto de silêncio é rompido apenas por uns sorrisos ou palavras que escapam, meio que acompanhando a insistência da mente em querer se manifestar a todo custo.

Nesta casa de retiros, compartilhávamos nosso tempo, mas não nosso espaço, com um retiro de praticantes de yoga. Achei graça de uma refeição que fizemos no início. O refeitório dividido: de um lado o silêncio quase comparável a um velório (para um olhar desinformado), de outro, gargalhadas orgásticas. Introversão e extroversão lado a lado.

As refeições no zen são rituais, e nunca se come a comida quente como ela chega. E o tempo para se comer é outro… rápido, por incrível que pareça. No desjejum e almoço, as refeições são feitas em um oryoki (“apenas o suficiente”).Abrir e fechar um oryoki exige sincronicidade e atenção, e seguem um procedimento único. Comer, acordar, levantar, meditar… tudo é sincrônico. Como o monge Genshô lembrou, o grupo comporta-se como um cardume de peixes ou um bando de pássaros no ar: todos se movimentam juntos, como um organismo apenas. A atenção é total.

O sutras são escrituras sagradas recitadas em coro. Um em particular, o sutra do coração, contém a essência do pensamento budista. Particularmente acho gostoso cantá-lo em japonês, a partir do livro de sutras de onde acompanham-se as recitações. Tem um efeito especial. Mas em uma refeição recitamos sua tradução. Confesso que cantá-lo assim, traduzido, foi doloroso…. É como cantar “garota de ipanema” em japonês. Perde-se não apenas a musicalidade, mas talvez uma força histórica contida naquelas palavras centenárias contidas no sutra. Essa força eu sinto quando estou meditando, e digo para mim mesmo “zazen!” quando o macaco louco que todos temos em nossas cabeças insiste em agarrar-se nos galhos que vão passando. O macaco respeita essa palavra, e aquieta por alguns segundos (é, ainda domestico esse bicho!). E é muito diferente de quando digo “medite!”, ou então “silêncio!”… A palavra “Zazen” parece carregar força, intenção. Pode parecer meio místico, mas percebo que essa “força da palavra” existe em sua forma original, e não em sua tradução. No centro Zen Budista que pude participar na Nova Zelândia, os sutras eram recitados em inglês. A sensação foi a mesma. Penso que os sutras esterilizam-se quando são traduzidos…

Uma resposta adequada a pergunta “foi bom pra você” ao final de um retiro sempre ficou como um mistério pra mim… O retiro em si não é algo prazeiroso. Aliás, está longe disso. Um retiro é como fazer uma tatuagem: enquanto não acaba, dói. Mas não sofremos com isso. É pura dor física com hora pra acabar. Quando terminamos a tatuagem, fica aquela sensação de leveza, de alívio. O final de um retiro é igualmente um alívio, que perdura por dias. E se na tatuagem é a pele que fica marcada pra sempre, no retiro é algo aqui dentro de nós que guardamos pra sempre. E é uma tatuagem ao contrário. Em vez de preencher, ela esvazia.

E outra…. como uma tatuagem, quando terminamos um retiro, já estamos pensando no próximo.

Gasshô!
Thales

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Por que iniciar um grupo de estudos buddhista em sua cidade?


1. Por que iniciar um grupo de estudos buddhista em sua cidade?


Você quer praticar o Zen, porém em sua cidade não existe nenhum centro budista. Você conhece outras pessoas que tem interesse em começar a estudar o budismo, ou mesmo ainda não conhece ninguém. Será que você mesmo pode começar um centro de estudos buddhistas? Sim, e isso é um belo início de prática!

A prática individual é incompleta comparada à prática em grupo. Esta é mais rica e forte. A prática em grupo possibilita a troca de experiências, auxiliando a superação das dificuldades. Os praticantes mais antigos podem ajudar os mais novos, principalmente dando um bom exemplo. Os mais novos também auxiliam aos mais antigos, permitindo que esses possam treinar a prática de ajudar aos outros. Sentar em meditação em grupo é mais fácil, ver que os outros estão persistindo ajuda a não desistir. Isso aumenta a disciplina e força da prática. Ver a dificuldade dos outros ajuda a aceitar a própria dificuldade. Ver a evolução e superação dos outros ajuda a evoluir e a se superar.

A prática em grupo ajuda a despertar a mente de boddhisatva - que pratica para ajudar aos outros. Praticar para si próprio é uma forma incompleta de prática. No buddhismo Zen um grupo de prática buddhista bem estabelecido é informalmente denominado de Sangha, que é considerada uma das Três Jóias - juntamente com o Buddha e o Dharma (conjunto de ensinamentos buddhistas, a lei, a doutrina).

Criar um grupo de prática pode parecer difícil, mas os primeiros praticantes do Zen muitas vezes tinham que percorrer centenas de quilômetros a pé à procura de professores e dos ensinamentos! Hoje a tecnologia permite uma maior facilidade de acesso ao conhecimento e orientação à distância, porém a prática em grupo, o contato pessoal com professores experientes e qualificados (o tanto quanto for possível) e a participação em retiros de prática sempre serão essenciais.

Obs: Trecho do manual para instalação de grupos preparado pela ONG Todatsu, mantenedora da Comunidade Zen Budista de Florianópolis.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A Partida - O filme


DHARMA COM PIPOCA NO CINEMA DO CIC

EXIBIÇÃO DO FILME "A PARTIDA)

Paris Filmes A Partida
Okuribito - 2008
Japão / 130 min / Drama
Direção: Yojiro Takita.



SINOPSE:

Daigo Kobayashi toca violoncelo em uma orquestra que acabou de fechar e fica desempregado. Ele resolve voltar para sua cidade natal com sua mulher e recomeçar a vida em um novo emprego. Ao procurar trabalho nos classificados do jornal, consegue vaga arrumando defuntos que serão cremados. Daigo se torna orgulhoso e perfeccionista em sua nova tarefa de ser o porteiro entre a vida e a morte.


Assista o trailer:http://www.youtube.com/watch?v=yZ_a3NlQqpI

Local: Cineclube Nossa Senhora do Desterro - CIC

Data: 27 de Agosto

Horário: 20 horas

Obs: Favor chegar com pelo menos 15 minutos de antecedência, os membros da Sangha poderão conversar sobre o filme após a exibição.

No Dharma,
_/\_...

Comunidade Zen Buddhista de Florianópolis (SC)
www.daissen.org.br

sábado, 21 de março de 2009

Bruna & José Carlos



Hoje, casam-se, em cerimônia zen budista, Bruna e José Carlos, dois odontólogos de Florianópolis, a festividade será na Mansão Styllu 's sobre a Lagoa da Conceição.