Mostrando postagens com marcador encontro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador encontro. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 10 de agosto de 2017
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Por quê atraídos?
Pergunta – Uma coisa muito difícil de eu entender é a questão do carma. Eu já andei por alguns caminhos de busca espiritual e finalmente, no Zen, eu encontrei um local de paz, um local que eu posso chamar de casa, minha pergunta é por que algumas pessoas encontraram, assim como eu, esse local e outras não? Por que alguns percebem e outros não?
Monge Genshô – As pessoas recebem o que procuram. Você se sente atraída por esse local, sentiu-se atraída pelo Dharma e pelo budismo e veio até aqui. Você ouve as palavras, as palestras e aquilo parece exatamente o que você queria ouvir. É como se fosse uma lembrança antiga, como se você tivesse chegado em casa e essa sensação é porque existe em você uma marca cármica anterior. No passado, muito provávelmente em outra vida, você ouviu o Dharma e por isso ele lhe é familiar. Você perguntou por que algumas pessoas sentem-se atraídas e outras não? Algumas vem, ficam por um tempo depois vão embora, isso é bastante natural, porque para treinar por longo tempo é necessário marca cármica forte e uma grande vontade.
As escrituras antigas dizem assim, “treinar como se seus cabelos estivessem pegando fogo”. Ou seja, com desespero pelo despertar, como foi o caso de Buda, ele desesperadamente queria encontrar a resposta, então treinou duramente para isso. As histórias dos mestres antigos são as mesmas, longo tempo de procura e treinamento duro, árduo. Por que você não desiste? Porque cria uma marca cármica profunda que faz você persistir na busca. Se essa marca não fosse suficientemente forte você ficaria um pouco e iria embora, mesmo assim a semente fica e em outra vida se manifestará. Mas isso poderá levar muito tempo. Como Buda falou, “Em outra vida quando eu ainda era um bodhisatva...”. Existe uma historia mítica que diz assim, “um Buda do passado vinha caminhando e havia uma poça de lama, então um jovem atirou-se na poça, curvou-se e colocou as mãos para cima, de forma que o Buda pôde pisar sobre suas mãos e costas e atravessar a poça, então se virou para o jovem e disse, daqui a quinhentas vidas você será um Buda”. Esse jovem era Shakyamuni Buda. Há quinhentos anos ele já era capaz de jogar-se aos pés de uma pessoa para ajuda-la a atravessar uma poça, mesmo assim levou quinhentas vidas como bodhisatva. Assim nasceu a prostração budista com as palmas para cima afim de receber os passos de Buda.
domingo, 25 de março de 2012
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Encontro de Monges no Busshinji

Encontro de Treinamento e Reciclagem de Monges – 2010
Foi realizado, de 8 a 12 de novembro, no Templo Busshinji de São Paulo, o “Soryo Kenshû Kai” (Encontro de Treinamento de Monges), sob a orientação do Mestre Saikawa Roshi. Vindo de várias partes do país, dois postulantes e 13 “unsui” (monge-em-treinamento) nas graduações de “jôza” (noviço) e “zagen” (monge-aprendiz) participaram. Houve zazen, práticas de liturgia, aulas, prática de “oryoki” e palestras do darma.
Na foto aparecem dois monges noviços de Florianópolis, Jüshin San e Tokushi San.
(Texto e foto do Blog de Monja Isshin)
terça-feira, 11 de maio de 2010
Encontrando Um Ente Querido Perdido

Encontrando Um Ente Querido Perdido
"A mesma coisa acontece quando perdemos alguém que amamos. Quando as
condições que os mantêm vivos não são mais suficientes, eles se
retiram. Quando perdi a minha mãe, sofri muito. Quando se tem somente
sete ou oito anos é difícil pensar que, um dia, iremos perder nossa
mãe. Com o tempo, todos nós crescemos e perdemos as nossas mães. Se
você souber praticar, quando esse dia chegar, você não sofrerá muito.
Você perceberá rapidamente que ela estará sempre viva em você.
No dia em que minha mãe morreu, escrevi no meu diário “Um grande
infortúnio aconteceu na minha vida!”. Sofri por mais de um ano a sua
morte. Mas uma noite, nas montanhas do Vietnã, eu estava dormindo no
meu eremitério e sonhei com ela. Vi-me sentado ao seu lado e tendo uma
conversa maravilhosa. Ela parecia jovem, linda, com seu cabelos
soltos. Foi tão agradável esse momento que foi como se ela jamais
tivesse morrido. Quando acordei, era umas duas horas da manhã e eu
estava com uma forte sensação de que nunca havia perdido a minha mãe.
A impressão de que ela ainda estava comigo era muito clara. Nesse dia
eu compreendi que a idéia de perder a mãe era apenas uma idéia. E era
óbvio nesse momento que ela sempre estaria presente em mim.
Abri a porta e saí. Toda a colina estava banhada pela luz do luar. Era
uma colina coberta por plantações de chá e minha cabana estava atrás
do templo, a meio caminho entre o topo e a base. Ao caminhar
lentamente sob o luar e por entre as fileiras de chá, percebi que
minha mãe estava ali comigo. Era ela a luz do luar me acariciando,
como tantas vezes tinha feito antes, doce e gentil...Foi maravilhoso!
A cada vez que os meus pés tocavam a terra, eu sabia que ela estava
ali, comigo. Compreendi que esse corpo não era somente meu, mas uma
continuação viva não só da mãe, mas do meu pai, dos meus avós e
bisavós. De todos os meus ancestrais. Estes pés, que antes eu via como
“meus”, eram, na verdade, “nossos”. Juntos, eu e minha mãe estávamos
deixando pegadas no chão molhado.
Daquele momento em diante, a minha idéia de que eu havia perdido a
minha mãe, desapareceu. Tudo o que tenho que fazer é olhar a palma da
minha mão, sentir a brisa na face ou a terra sob meus pés para me
lembrar que ela estará sempre aqui, comigo, disponível a qualquer
momento.
Quando você perde um ente querido, você sofre, mas se observar
profundamente, terá a chance de perceber que a natureza dessa pessoa
não é nem nascer e nem morrer. O que existe é apenas a manifestação e
a cessação da manifestação a qual prepara uma nova manifestação. Você
precisa estar muito atento para reconhecer a continuação de alguém.
Mas com prática e um pouco de esforço, você conseguirá.
Assim, tomando a mão de alguém que conhece a prática, faça uma
meditação caminhando juntos. Preste atenção às folhas, flores e
pássaros e às gotas de orvalho. Se você parar e observar, será capaz
de reconhecer a pessoa amada muitas vezes e de diferentes formas. E
assim, você sentirá a alegria de viver."
Thich Nhat Hanh (Mestre zen budista da escola Thien do Vietnam)
Marcadores:
budista,
encontro,
ente,
mãe,
morte,
perdas,
querido,
sofrimento,
Thich Nhat Hanh,
Thien
sexta-feira, 25 de abril de 2008
China cede em se reunir com emissários do Dalai Lama
Governo chinês aceita se reunir com emissários do dalai-lama
"Espera-se que o dalai deixe de tramar para incitar a violência e de sabotar os Jogos Olímpicos", diz Pequim
Agências internacionais
O dalai-lama nega responsabilidade por revoltas e protestos que começaram em março
Efe/ arquivo
O dalai-lama nega responsabilidade por revoltas e protestos que começaram em março
PEQUIM - Membros do governo central chinês devem se reunir nos próximos dias com representante particular do dalai-lama, líder espiritual e político tibetano no exílio, informou a agência oficial de notícias Xinhua, que citou fontes oficiais que não quiseram se identificar.
"Em razão dos repetidos pedidos realizados pelo dalai-lama para retomar o diálogo, os departamentos pertinentes do governo central manterão um contato e consultas com o representante particular do dalai lama nos próximos dias", assinalou um funcionário. "A política do governo central em relação ao dalai lama foi coerente e a porta do diálogo permaneceu aberta", acrescentou a fonte citada pela Xinhua.
"Espera-se que através destes contatos e consultas, o dalai tome decisões críveis para frear as atividades destinadas a separar a China, que deixe de tramar para incitar a violência e de interromper e sabotar os Jogos Olímpicos de Pequim, o que criará condições para o diálogo", assinalou o funcionário.
A China acusa o dalai-lama de tentar a independência do Tibete e de ter incentivado os protestos de 14 de março, nos quais, segundo o governo, cerca de 20 civis morreram nas mãos de tibetanos violentos e, enquanto os ativistas tibetanos no exílio cifram em mais de 100 as vítimas da posterior repressão militar chinesa. O líder espiritual, exilado na Índia desde 1959, deixou nos últimos anos de pedir a independência do Tibete, e negou reiteradamente sua responsabilidade nas revoltas de março.
Genocídio cultural
Desde meados de março, quando eclodiram violentos protestos pró-independência na capital da região, Lhasa, países do ocidente têm demonstrado apoio à minoria tibetana, que liderada pelo dalai-lama acusa a China de cometer um “genocídio cultural”. A China, por sua vez, alega que o “bando do dalai-lama” orquestrou a série de protestos pró-Tibete para sabotar os Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto, e despedaçar a unidade nacional do país.
As autoridades estariam esperando o líder budista “parar de tramar e incitar violência e parar de sabotar os Jogos Olímpicos de Pequim, a fim de criar condições ao diálogo”, publicou a imprensa estatal.
Na quinta-feira, num prenúncio da decisão divulgada nesta sexta, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse que a China vinha dando sinais de que estaria pronta para dialogar com o líder budista e defendeu a pressão exercida pela França sobre o país asiático. “É preciso dar mais autonomia à província do Tibete. Deixem as autoridades chinesas demonstrarem o mesmo pragmatismo que mostraram com Hong Kong” afirmou Sarkozy em entrevista à TV francesa.
Há cerca de duas semanas, fortes protestos pró-independência tibetana interromperam a passagem da tocha olímpica por Paris, dando início a uma onda de boicote e animosidades entre franceses e chineses.
Produtos e empresas francesas, como a rede de supermercado Carrefour, sofreram com boicote dos consumidores chineses, que se mobilizaram para contestar a liberdade que Paris deu aos tibetanos.
Durante um encontro na quinta-feira com o presidente do Senado da França, Christian Poncelet, em Pequim, o presidente Hu Jintao afirmou que o povo da China está sentido com as ações “inamistosas” dos franceses. “Esses eventos não são o que esperamos ver e eles machucam os sentimentos dos chineses”, afirmou Hu.
Pressão
Organizações não governamentais ocidentais têm pressionado políticos a se posicionarem contra a China em relação ao Tibete e ao desrespeito aos direitos humanos. A presidente do Congresso americano, a democrata Nancy Pelosi, se encontrou com o Dalai Lama em março, e os pré-candidatos à Presidência Hillary Clinton e Barack Obama criticaram abertamente a China.
Mas apesar de inúmeros políticos da Europa e dos Estados Unidos questionarem a política da China para o Tibete, ainda não houve confirmação de maiores rupturas diplomáticas. O presidente americano, George W. Bush, afirmou que comparecerá à abertura das Olimpíadas e o primeiro-ministro britânico Gordon Brown acompanhará o encerramento.
(Com BBC Brasil e Efe)
"Espera-se que o dalai deixe de tramar para incitar a violência e de sabotar os Jogos Olímpicos", diz Pequim
Agências internacionais
O dalai-lama nega responsabilidade por revoltas e protestos que começaram em março
Efe/ arquivo
O dalai-lama nega responsabilidade por revoltas e protestos que começaram em março
PEQUIM - Membros do governo central chinês devem se reunir nos próximos dias com representante particular do dalai-lama, líder espiritual e político tibetano no exílio, informou a agência oficial de notícias Xinhua, que citou fontes oficiais que não quiseram se identificar.
"Em razão dos repetidos pedidos realizados pelo dalai-lama para retomar o diálogo, os departamentos pertinentes do governo central manterão um contato e consultas com o representante particular do dalai lama nos próximos dias", assinalou um funcionário. "A política do governo central em relação ao dalai lama foi coerente e a porta do diálogo permaneceu aberta", acrescentou a fonte citada pela Xinhua.
"Espera-se que através destes contatos e consultas, o dalai tome decisões críveis para frear as atividades destinadas a separar a China, que deixe de tramar para incitar a violência e de interromper e sabotar os Jogos Olímpicos de Pequim, o que criará condições para o diálogo", assinalou o funcionário.
A China acusa o dalai-lama de tentar a independência do Tibete e de ter incentivado os protestos de 14 de março, nos quais, segundo o governo, cerca de 20 civis morreram nas mãos de tibetanos violentos e, enquanto os ativistas tibetanos no exílio cifram em mais de 100 as vítimas da posterior repressão militar chinesa. O líder espiritual, exilado na Índia desde 1959, deixou nos últimos anos de pedir a independência do Tibete, e negou reiteradamente sua responsabilidade nas revoltas de março.
Genocídio cultural
Desde meados de março, quando eclodiram violentos protestos pró-independência na capital da região, Lhasa, países do ocidente têm demonstrado apoio à minoria tibetana, que liderada pelo dalai-lama acusa a China de cometer um “genocídio cultural”. A China, por sua vez, alega que o “bando do dalai-lama” orquestrou a série de protestos pró-Tibete para sabotar os Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto, e despedaçar a unidade nacional do país.
As autoridades estariam esperando o líder budista “parar de tramar e incitar violência e parar de sabotar os Jogos Olímpicos de Pequim, a fim de criar condições ao diálogo”, publicou a imprensa estatal.
Na quinta-feira, num prenúncio da decisão divulgada nesta sexta, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse que a China vinha dando sinais de que estaria pronta para dialogar com o líder budista e defendeu a pressão exercida pela França sobre o país asiático. “É preciso dar mais autonomia à província do Tibete. Deixem as autoridades chinesas demonstrarem o mesmo pragmatismo que mostraram com Hong Kong” afirmou Sarkozy em entrevista à TV francesa.
Há cerca de duas semanas, fortes protestos pró-independência tibetana interromperam a passagem da tocha olímpica por Paris, dando início a uma onda de boicote e animosidades entre franceses e chineses.
Produtos e empresas francesas, como a rede de supermercado Carrefour, sofreram com boicote dos consumidores chineses, que se mobilizaram para contestar a liberdade que Paris deu aos tibetanos.
Durante um encontro na quinta-feira com o presidente do Senado da França, Christian Poncelet, em Pequim, o presidente Hu Jintao afirmou que o povo da China está sentido com as ações “inamistosas” dos franceses. “Esses eventos não são o que esperamos ver e eles machucam os sentimentos dos chineses”, afirmou Hu.
Pressão
Organizações não governamentais ocidentais têm pressionado políticos a se posicionarem contra a China em relação ao Tibete e ao desrespeito aos direitos humanos. A presidente do Congresso americano, a democrata Nancy Pelosi, se encontrou com o Dalai Lama em março, e os pré-candidatos à Presidência Hillary Clinton e Barack Obama criticaram abertamente a China.
Mas apesar de inúmeros políticos da Europa e dos Estados Unidos questionarem a política da China para o Tibete, ainda não houve confirmação de maiores rupturas diplomáticas. O presidente americano, George W. Bush, afirmou que comparecerá à abertura das Olimpíadas e o primeiro-ministro britânico Gordon Brown acompanhará o encerramento.
(Com BBC Brasil e Efe)
Assinar:
Postagens (Atom)

