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terça-feira, 21 de março de 2017
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Sementes cármicas
TEXTO
“Os budas e ancestrais devido à sua ilimitada misericórdia, deixaram abertos os grandes portais da compaixão, a fim de que todos os seres – tanto humanos como celestiais – possam assim realizar a iluminação. Embora a retribuição cármica por maus atos deva surgir em um dos três estágios do tempo, o arrependimento abranda seus efeitos, trazendo alívio e pureza. Assim, devemos nos arrepender com toda a sinceridade. O poder-mérito de arrependimento não apenas nos salva e purifica, mas também encoraja o crescimento da pura confiança sem dúvida e o esforço correto em nós mesmos. Quando a pura confiança aparece, transforma a nós mesmos e aos outros, seus benefícios se estendendo a todas as coisas, tanto animadas quanto inanimadas. A essência do ato de arrependimento é o seguinte: “Mesmo que o acúmulo de carma negativo tenha sido tão grande no passado que forme um obstáculo na prática do caminho, rogamos a todos os budas iluminados e misericordiosos que nos libertem da retribuição cármica eliminando todos os obstáculos à pratica do caminho. Que seus méritos possam preencher e reger o reino ilimitado do Dharma, para que compartilhem conosco sua compaixão. Os budas e ancestrais foram uma vez como nós, no futuro seremos como eles”. “De todo meu carma negativo do passado, nascido da ganância, raiva e ignorância sem início, produtos de meu corpo, fala e mente, de tudo agora eu me arrependo.” Se nos arrependermos dessa forma deveremos sem dúvida, receber ajuda dos budas e ancestrais. Mantendo isso em mente e agindo da maneira correta, fazemos abertamente nosso arrependimento, o poder daí advindo cortará as raízes de nosso carma negativo”.
Comentários de Genshô Sensei
Vejam bem, cortam as raízes do carma negativo, mas não cortam suas consequências, de modo que mesmo um Buda paga as consequências de seu carma anterior. Não há quem remova completamente.
Pergunta – Não entendi direito, ele fala em budas e ancestrais que cortam as raízes?
Monge Genshô – Sim, mas não como entidades ou como um salvador que carrega, ele, as consequências, mas sim você corta as raízes de seu carma negativo de modo que ele não tem como florescer. O carma depende de uma semente de determinado sentimento que você planta dentro de você. Vamos supor que você guarde raiva ou rancor de alguém que lhe fez algo, essa raiva é uma semente cármica que está lá aguardando. Depois de dez anos você reencontra essa pessoa e se você guardou essa semente ela irá florescer, dizemos que a semente amadureceu. Se houverem condições favoráveis a semente irá despertar. Agora, se você se arrepender da raiva e perdoar verdadeiramente aquela pessoa e ao encontrá-la não sentir raiva, pelo contrário, sentir compaixão e ajudá-la, a semente dentro de você morre.
Quando fazemos ações e criamos carmas, colocamos sementes dentro de nós, porém se jamais dermos condições para que as sementes despertem, não se manifestarão. O arrependimento e a mudança da mente têm o poder de fazer murchar as sementes. Uma pessoa que não consiga esquecer a raiva e todos os dias planeje vingança, vai fortalecendo essa semente e tornando-a poderosa a ponto de ocupar seus pensamentos. Esse sentimento corrói como um tumor e no momento oportuno ele irá florescer e se manifestar, e ela irá cometer um crime. É assim que funciona.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Saber que se estava errado
Pergunta: Sobre esse monge que sumiu, será que ele não viu que estava errado, ficou com vergonha e foi embora?
Monge Genshô - Os sutras não explicam. Os sutras são muito severos com Devadhata. Infelizmente, se você prestar bastante atenção na história da humanidade, olhe os homens deste século, que criaram grandes tragédias e te perguntarei se alguns deles deixou algum documento dizendo que se arrepende, que estava errado. Hitler deixou? Pol Pot, no Camboja, que conseguiu matar um terço da população de seu país, deixou? Stalin deixou? Franco deixou? Nenhum disse que estava errado. Nem os terroristas brasileiros que mataram pessoas, espalharam bombas etc, eles também não pensam que estavam errados. Por outro lado, os torturadores, os militares que mataram e torturaram os terroristas, também não me lembro deles dizendo que estavam errados. Todo mundo estava certo. Todo mundo “pensa” que estava certo. Os terroristas diziam que lutavam pela liberdade. Na verdade, lutavam para criar outro tipo de ditadura. Os militares diziam que estavam lutando numa guerra contra subversivos, que queriam derrubar o governo, que era uma ditadura. Os dois lados foram criminosos. Mas não li nenhum texto de nenhum deles até agora dizendo – “eu estava errado”. Minto, acho que Fernando Gabeira disse que estava errado. Mas é uma exceção. É interessante essa pergunta, porque é difícil as pessoas dizerem – “Eu estava errado na minha opinião, eu escravizei meu povo”. Você acredita que Kadafi vá dizer que está errado por que provocou uma guerra civil e não quer renunciar? Ou Assad? Ou Ahmadinejad no Irã que provavelmente roubou as eleições e depois esmagou os protestos de seu povo? Todos eles se consideram certos.
Aluno: É que com relação a este monge, eu pensei que uma pessoa que tem convívio com um mestre, sabedoria, conhecimento, geralmente essas pessoas não vêem outros lados, normalmente quem vive no mosteiro vê vários lados diferentes.
Monge Genshô – Deveria...
Aluno – E esses conquistadores só olham para a frente, não olham para os lados e nem para trás, vão em frente conquistando, conquistando...
Monge Gensho - Nós temos muitas esperanças nos monges porque estão lá e lêem os textos. Mas nós também aqui na Sangha vamos ali, fazemos cerimônia e lemos os textos. Você toma refúgio no Buda, no Dharma e na Sangha, você diz que a Sangha é o lugar da harmonia, você faz as cerimônias dizendo essas coisas.
Quando olhamos a história do Cristianismo, não era a religião do amor e da compaixão? Mas é a religião que fez as cruzadas. Quantas e quantas vezes os religiosos abençoaram canhões? E cada um dos lados dizia – “Deus está do nosso lado”. Mesmo você lendo textos, o que eu quero dizer é que dentro dos mosteiros você vai encontrar homens. Eles lêem, repetem as coisas. Eu estou dizendo, não estou dizendo? Então no dia que vocês perderem a paciência com os outros, vocês dirão – “Ah, o monge disse isso, mas está acontecendo assim”. E se um dia vocês me virem perdendo a paciência vocês dirão – “Ah pois é, o monge sabe, mas”... Entre saber e fazer certo, há uma certa distância.
O monge saberia...mas a história não tem mostrado isso. Vocês já ouviram uma passagem chamada “O Remorso”, de um poema de Guerra Junqueiro "A Caridade e a Justiça"? Ele imagina Judas. E Judas vai fugindo pelo caminho, depois da prisão de Cristo e encontra um vulto de gigante e Judas lhe pergunta - Quem és tu?
"Convulso de terror, fugiu... Mas nesse instante
Surgiu-lhe frente a frente um vulto de gigante,
Que bradou:
-É chegado enfim o teu castigo!
O traidor teve medo e balbuciou:
-Amigo, que pretendes de mim? Dize, por quem esperas? Quem és tu?
-“O Remorso, um caçador de feras
Disse o gigante. Eu ando há mais de seis mil anos
A caçar pelo mundo as almas dos tiranos,
Do traidor, do ladrão, do vil, do celerado;
E depois de as prender tenho-as encarcerado
Na enormíssima jaula atroz da expiação.
E quando eu entro ali na imensa confusão
De tigres, de leões, d’abutres, de chacais,
De rugidos febris e de gritos bestiais,
Fica tudo a tremer, quieto de horror e espanto:
Caim baixa a pupila e vai deitar-se a um canto.
E quando em suma algum dos monstros quer lutar
Azorrago-o com a luz febril do meu olhar,
Dando-lhe um pontapé, como num cão mendigo.
Já sabes quem eu sou, Judas; anda comigo!”
Então Judas pega o dinheiro e dá para ele. E o Remorso lhe diz - “Não, não Judas, guarda esse ouro, guarda que eu quero derretê-lo e pingar-to gota a gota na tua consciência pútrida e execrável durante toda a eternidade ilimitada e calma, vem Judas, anda comigo”.
Todos os crimes têm dentro de si sua própria tortura e castigo. Isso é a própria lei do carma. No final do poema Cristo fala com ele e o perdoa, e Judas diz – “Não quero teu perdão, sou mais justo do que tu” - e enforca-se. Mesmo naquele momento, se julgava mais certo, mais justo do que Cristo.
Talvez Devadhata tenha a mesma idéia – “Sou mais certo e mais justo” – e talvez todos esses que a gente vê, esses homens que nós estamos vendo hoje matando seus próprios concidadãos, são pessoas que se julgam certos, mais justos que os outros, esse é um grande problema.
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sexta-feira, 22 de março de 2013
Lições sobre como morrer
Quem assistiu o filme Primavera, Verão, Outono, Inferno e Primavera? Há uma cena em que o mestre sente que vai morrer, então ele vai para o meio do lago, prepara sua própria pira funerária dentro do barco, mas para que o barco não queime ele tira uma tampa do fundo do barco para que ele se inunde lentamente. Coloca uma vela para acender uma fogueira e senta em meditação em cima da fogueira e deixa que o fogo o consuma. Não é, na realidade, um suicídio. É um pensamento do tipo, “esse é o momento da minha morte, sei disso, para não deixar problemas para os outros, providencio minha incineração, uma vez que estou sozinho e não há ninguém para fazer isso”. Mas a questão que nos toca é, Como é que alguém se auto-imola sem nenhum gesto. Vocês já devem ter visto na televisão pessoas que jogam fogo em si mesmas. Mas qual é a reação normal dessas pessoas? Gritam, correm, rolam, entram em desespero enquanto as chamas os consomem. Talvez por arrependimento. No Vietnam foi filmado varias vezes, monges zen budistas se auto-imolando em praça publica, e sempre a cena, a pessoa sentada em meditação enquanto as chamas o consumiam e o corpo carbonizado fica sentado. Como fazer isso? Como estar acima da dor e do desespero? Como é isso? Que mente é essa? Qual o pensamento central? A resposta é, “Eu sou um com o fogo!” Entre mim, o fogo, o calor da chamas, não há distância nenhuma.
Porque na mente dele não existe distância entre o fogo e suas próprias sensações. Ele simplesmente queima completamente. Toda dualidade está superada. Se vacilar um único segundo, produz mau carma e a situação muda. Esse é o problema do suicídio. Aquele que morre para os outros e consegue manter sua mente inabalável ou una, gera um bom impulso cármico. Mas se houver um vacilo ou arrependimento naquele momento, é essa mente, a mente que temos no momento da nossa morte que determinará a próxima manifestação cármica. Morrer bem, com uma mente correta é muito importante. Por isso no Zen se diz que uma boa morte é aquela em estado meditativo. Muitos mestres morreram assim.
Não faz muito tempo um mestre da Escola Vajrayana, Chagdud Rinpoche, fez exatamente isso no RGS. Chamou seus alunos para uma palestra sobre a morte e lhes disse que era sua ultima palestra naquele curso. A palestra programada para acabar as 18:00h, estendeu-se até as 22:00h. Então ele foi para seu quarto e morreu sentado e seu corpo não caiu. Foi necessário chamar a secretaria da saúde para obter uma autorização para não mexer no corpo. Seus discípulos ficaram meditando junto ao seu corpo até que ele caísse no sexto dia. Os médicos não entendiam como o corpo não perdia a cor apesar de estar morto. Nós não temos no Zen esses tipos de histórias. As historias no Zen são um pouco diversas. Essa história é tipicamente tibetana, mas é um exemplo do que é possível fazer com uma mente treinada. Com a grande influência que a mente tem sobre os próprios fenômenos. As histórias de mestres Zen, são histórias em que o mestre anuncia, ou mesmo tem uma morte surpreendente. Como o mestre que chamou seus alunos, e estes perguntaram sobre a morte e ele disse – Vou ditar um poema. Então chamou seu secretario e começou a ditar o poema de oito silabas. Ditou a sétima silaba e ficou quieto. Era um poema de despedida. Um poema que se escreve quando se morre. Então o secretario disse – Mestre, falta a ultima palavra. E a resposta do mestre foi –Ah sim!. Deu então um tradicional grito do zen (katz!) e morreu. Era a sílaba que faltava. Muitas histórias desse tipo são contadas de mestres que simplesmente anunciam. Então como o Mestre que deu aquele poema e disse que “Se a mente não se turva ante perguntas banais, cada dia será um instante feliz na vida dos homens”.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Para seguir o caminho de Buda
"No buddhismo Zen há um ritual para se entrar no caminho de Buddha.
Consiste em expressar o arrependimento informal, em buscar refúgio no tesouro triplo e em jurar praticar os três preceitos coletivos puros e os dez preceitos proibitivos. Esse ritual baseia-se na idéia de arrependimento, que significa, no buddhismo, total abertura de coração. se nos abrirmos completamente, consciente ou
inconscientemente, estamos prontos para ouvir a voz silenciosa do universo. [...]
No ritual de arrependimento informal, cantam-se os seguintes versos:
"Todo o karma negativo continuamente criado por mim desde os tempos antigos, por meio da cobiça, da raiva e da auto-ilusão que não tem princípio, nascido de meu corpo, de minha fala e de minha mente, agora eu o confesso, com toda a sinceridade." No buddhismo, arrependimento não significa pedir desculpas a alguém por algum erro ou engano. O arrependimento não é um estágio preliminar para entrar no mundo de Buddha ou para se tornar uma boa pessoa.
Se o arrependimento for interpretado desse modo, caímos, simplesmente, na armadilha do dualismo; uma grande lacuna é criada entre nós e o objeto, seja ele qual for, de que estamos tentando nos arrepender, e isso sempre causará certa confusão. A paz verdadeira não pode ser encontrada no dualismo.
No buddhismo, arrependimento significa nós mesmos nos deixarmos conduzir para estarmos presentes bem no centro da paz e da harmonia.
Ele é a abertura total de nosso coração, que nos permite ouvir a voz dos limites de irradiação de nossa consciência. O próprio arrependimento torna nossa vida perfeitamente pacífica. [...]
O tesouro triplo - "busco refúgio no Buddha, busco refúgio no Dharma,
busco refúgio na Sangha" - é a base dos preceitos buddhistas. Os preceitos, no buddhismo, não são um código moral que alguém ou alguma coisa exterior a nós mesmos nos obriga a seguir. Os preceitos são a natureza de Buddha.
[...]
Os três preceitos coletivos puros, abstenção de tudo o que é mau, de tudo o que é bom, purificação da mente, são os ensinamentos de todos os buddhas.
As duas primeiras normas, abster-se de tudo o que é mau e praticar tudo o que é bom, são preceitos. A terceira norma, purificação da mente, consiste em ter fé sincera no tesouro triplo. Buscar refúgio no Buddha, no Dharma e na sangha significa purificar a mente. [...]
Os dez preceitos proibitivos são: abstenção de tirar a vida; abstenção do roubo; abstenção do adultério; abstenção da mentira; abstenção do tóxico; abstenção da fala enganosa; abstenção do auto-elogio por meio da calúnia contra os outros; abstenção da avareza na outorga do Dharma; abstenção da ira; abstenção de injúria contra o tesouro triplo."
(Dainin Katagiri, Retornando ao Silêncio)
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Arrependimento
No buddhismo Zen há um ritual para se entrar no caminho de Buddha.
Consiste em expressar o arrependimento informal, em buscar refúgio no tesouro
triplo e em jurar praticar os três preceitos coletivos puros e os dez preceitos proibitivos. Esse ritual baseia-se na idéia de arrependimento, que significa, no buddhismo, total abertura de coração. se nos abrirmos completamente, consciente ou inconscientemente, estamos prontos para ouvir a voz silenciosa do universo. [...]
No ritual de arrependimento informal, cantam-se os seguintes versos:
"De todo o karma continuamente criado por mim desde os tempos antigos, por meio
da cobiça, da raiva e da auto-ilusão que não tem princípio, nascido de meu corpo, de minha fala e de minha mente, agora eu me arrependo, com toda a sinceridade." No buddhismo, arrependimento não significa pedir desculpas a alguém por algum erro ou engano. O arrependimento não é um estágio preliminar para entrar no mundo de Buddha ou para se tornar uma boa pessoa.
Se o arrependimento for interpretado desse modo, caímos, simplesmente,
na armadilha do dualismo; uma grande lacuna é criada entre nós e o objeto,
seja ele qual for, de que estamos tentando nos arrepender, e isso sempre
causará certa confusão. A paz verdadeira não pode ser encontrada no dualismo.
No buddhismo, arrependimento significa nós mesmos nos deixarmos conduzir para estarmos presentes bem no centro da paz e da harmonia.
Ele é a abertura total de nosso coração, que nos permite ouvir a voz dos limites de irradiação de nossa consciência. O próprio arrependimento torna nossa vida perfeitamente pacífica. [...]
(Dainin Katagiri, Retornando ao Silêncio)
domingo, 1 de agosto de 2010
Cortando os cabelos
Monjas e Monges raspam suas cabeças desde os tempos de Buda como demonstração de seu desapego as opiniões do mundo e a própria vaidade, para uma noviça esse pode ser um momento de grande alegria, como é o caso de Sodô San na sua ordenação monástica em Florianópolis.
Postulantes repetem o voto de arrependimento antes de se comprometer com os 16 votos básicos do zen budismo e serem ordenados monges noviços.
Voto de Arrependimento
De todos os atos negativos alguma vez cometidos por mim,
Devido a meu apego, aversão e ignorância sem início,
Nascidos de meu corpo, boca e mente,
Agora, de todos eu me arrependo.
Um album de fotos aqui
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Arrependimento
P: O arrependimento mental sem as três prostrações é válido ? Ou tem que haver esta junção ?
Há a necessidade de verbalizarmos esse arrependimento para as pessoas em questão ?
R: Rituais ajudam sua mente, não se trata de validade ou não, eles não expiam suas culpas ou anulam o mal feito. O que tentamos ao falar com as pessoas ao tentar consertar um mal é modificar o carma envolvido, tudo que for feito neste sentido ajudará a mudar as consequências de nossos atos.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Como o Dharma vê o redator de cartas anônimas?

Creio que a pergunta se refere as pessoas que, ocultas por pseudônimos ou sem assinar, despistando o lugar de onde escreve, redige com o intento de perturbar, alimentar conflitos ou acusar, ameaçar e ofender. Evidentemente ela descumpre o preceito da fala correta do nobre caminho óctuplo, que Buddha recomendou como caminho para a libertação, e também o preceito de não mentir ou falar a verdade com má intenção, as próprias falsidades implícitas no seu disfarce de identidade revelam a mente desequilibrada do redator, ele deveria examinar suas motivações internas e perceber que ao alimentar a aversão e a raiva dá alimento a dois dos três venenos mais deletérios para a mente (apego, aversão, raiva).
É difícil ajudar as pessoas dedicadas à cizânia, pois sua perturbação toma tal vulto que impregna sua mente em todos os momentos do dia, maquinando as palavras e manipulações que usará para aumentar os conflitos no mundo, normalmente seu prazer, mãos tremendo à frente de um teclado, será ver o maior mal possível ocorrer às pessoas objeto de sua aversão. A ação correta, em contraponto, é falar do carma e jamais reagir diretamente, alimentando o desequilíbrio, exortar ao bem, não fazer o mal, um erro jamais justifica outro.
O carma resultante obviamente é mau, e a recuperação deve começar pelo voto de arrependimento que leigos e monges recitam na cerimônia de Uposatta:
De todos os atos negativos alguma vez cometidos por mim,
Devido a meu apego, aversão e ignorância,
Nascidos de meu corpo, boca e mente,
Agora, de todos eu me arrependo.
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