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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Nada a adquirir. Apenas caminhar.



E claro que no início todo mundo vem para a sangha e para a prática querendo alcançar alguma coisa, todo mundo quer seguir os preceitos para sofrer menos, praticar para ter mais serenidade, mais paz, todos começam assim com objetivos egóicos, mas se você sentar em zazen, só sentar em zazen,  todo este esforço, esta dor nos joelhos, essa dor nas costas, isso não parece compensar, porque sesshin após sesshin, prática após prática, não parece que você andou muito para a frente, então não funciona bem para querer “adquirir algo”.

A prática começa a ficar bonita quando a gente pergunta para o aluno: “porque você continua sentando?”, e ele diz: “eu não sei mais, não consigo nada, mas continuo indo ao sesshin, indo na sanga, eu não alcancei nada e já perdi a esperança”. E quando ele perde a esperança, aí sim fica muito bom, fica muito melhor, você não conseguiu nada, mas vai praticar para ajudar os outros. Ele vai para a sangha  pensando em ajudar outros, aí ele esquece de si mesmo e começa a ficar maravilhoso. Foi isso que Dogen disse: “Praticar o Zen é estudar a si mesmo, e estudar a si mesmo é esquecer de si mesmo, e esquecer de si mesmo é  ser iluminado por todas as coisas”. Simples.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Apenas Caminhe


(continuação)
Pergunta – Pela forma como o senhor expôs “O pico da montanha”, me parece que os objetivos não têm tanta importância, que eles são de certa forma um guia, mas a escalada é que conta mais?

Monge Genshô – A vida se mostra a cada passo. Então, à medida que nós vamos indo num caminho, se nós ficarmos presos num objetivo, isso vai ser ruim. É bom ter um objetivo, uma meta, porque isso nos cria uma certa direção, isso a gente faz constantemente nas empresas e criamos planos, é frequente pra mim. Mas as pessoas se reúnem, acontece algo inesperado e aí, o que vamos fazer? Vamos fazer de acordo com o inesperado, não adianta nos lamentarmos muito.

Eu gosto muito da história de Thomas Edison quando o laboratório Menlo Park pegou fogo, ele chamou toda a família pra assistir, e disse: “venham, venham, vocês nunca vão ver um incêndio como esse!”, cheio de produtos químicos de laboratório, um tremendo de um incêndio. E ele naquela alegria, e era o laboratório dele, era a vida dele, tudo o que ele tinha construído até então. E a mulher perguntou: “mas você não está chateado que está pegando fogo em tudo o que você fez até agora?”, e ele respondeu: “estou pensando no laboratório que eu vou fazer agora, um novo, vou fazer tudo melhor, os erros que tinham nesse não vão existir mais”. Ele já estava planejando na cabeça dele que iria fazer um muito mais espetacular do que o laboratório anterior. Então essa é a cabeça de Thomas Edison, por isso ele registrou milhares de patentes, porque estava sempre pensando em uma nova solução. Essa era a mente dele. Não estava preso num objetivo anterior ou no que ele tinha anteriormente, mas estava pronto a mudar de ideia. Pegou fogo? Ah, que oportunidade, o que nós vamos fazer agora?

Isso diz muito sobre o caminho, o caminho é assim. Quando você caminha na vida é assim, que bom que tem mudança. Quando nós nos agarramos demais e ficamos a lamentar aquilo que acabou, nós não estamos vendo as grandes oportunidades que estão aparecendo. Por isso o pico da montanha é aqui e agora.


sábado, 19 de junho de 2010

Zazen no retiro em Florianópolis


Zazen ao som do vento e do mar.
Outro sesshin diferente e incomparável.
Caminhada sob o sol, pulmões cheios de ar.
Cada momento é uma flor inigualável.
Iniciantes são fantásticos praticantes.
Até com o mais novo muito se aprende.
Individualidades são claramente abaladas.
Todos fazem tudo juntos sempre.
Diversidades viram uma questão estética.
Diferenças estéticas meramente.
Erros e acertos ocorrem naturalmente.
Mas erros são corrigidos cuidadosamente.
O que é necessário faz-se sem hesitação.
Não há motivo algum para fugir.
Pedidos são cumpridos.
Desejos são ignorados.
Cordas frouxas são apertadas.
Cordas tensas são relaxadas.
O silêncio fala melhor do que qualquer língua.
Não faz juz qualquer coisa que se diga a respeito.
No fim a vontade é que não terminasse.
Quem nunca fez não tem idéia do que está perdendo.

Postado por João Jōken no blog Tentando não fugir

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Sesshin - Caminhada



Após caminhada nos jardins do Morro das Pedras, participantes do sesshin de iniciantes em Florianópolis, cumprimentam-se com gasshô e reverência.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Caminhada Pela Paz em Palhoça



Ana (Paz) Pozza e Evandro Seidô representaram a Comunidade Zen Budista de Florianópolis na Caminhada Pela Paz no ato inter religioso promovido dia 21 de abril, em Palhoça S.C. como parte da Expo Palhoça.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Caminhada dos iniciantes no zen




A prática de caminhadas meditativas é presente no budismo desde o tempo de Buddha, trata-se de andar, em silêncio, esforçando-se para estar realmente presente, sentindo o chão sob os pés, os cheiros e o vento, respirando profundamente, tenta-se estar plenamente no momento sem cogitar do passado e do futuro.
Vemos os iniciantes do retiro zen de Florianópolis caminhando na trilha que vai dar na Lagoa do Peri, e na foto acima, no mirante próximo à sala de meditação, olhando o mar na excelente foto de Michel Seikan.
Mais fotos aqui

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Crianças e adultos por Myanmar

Enquanto caminhamos tentando aumentar a consciência mundial, a Agencia Estado Noticia:

"Mianmá tem dia de novos protestos
Multidão reuniu 10 mil civis e coincidiu com chegada de enviado da ONU, que tentará negociar com os militares
Manifestantes voltaram ontem às ruas de Rangum, maior cidade de Mianmá, a antiga Birmânia, para protestar contra a ditadura. Segundo a rede de TV britânica BBC e a agência de notícias EFE, as passeatas começaram com 2 mil pessoas, mas chegaram a reunir cerca de 10 mil no fim do dia. Soldados do Exército lançaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.Apesar de o governo não ter divulgado informações sobre vítimas, a rádio birmanesa Mizzima, que opera no exílio, afirmou que uma criança morta e duas pessoas atingidas por tiros deram entrada em um hospital da cidade.Os protestos de ontem foram organizados por civis. O cerco militar aos mosteiros continuou impedindo que os monges budistas, que lideraram as mobilizações desde o dia 17 de setembro, participassem das passeatas. O serviço de internet, que na sexta-feira esteve cortado, foi restabelecido parcialmente. A televisão, controlada pelo Estado, transmitiu o movimentos de tropas em Rangum durante todo o dia.Desde quarta-feira, quando o regime militar de Mianmá começou a reprimir violentamente os protestos e a proibir concentrações públicas, pelo menos 16 pessoas morreram, cerca de 200 ficaram feridas e mais de mil foram detidas, entre elas 800 monges. Grupos de dissidentes exilados e diplomatas estrangeiros, no entanto, afirmam que o número de vítimas é muito maior.Um dos mais preocupados com a crise em Mianmá é Gordon Brown, primeiro-ministro da Grã-Bretanha, que colonizou o país. 'Temo que a perda de vidas seja bem maior do que o que vem sendo informado', disse após conversar por telefone com o presidente americano, George W. Bush, e com o premiê chinês, Wen Jiabao."


domingo, 30 de setembro de 2007

Caminhada por Myanmar em Florianópolis

Hoje, dia 30 de setembro, os zen budistas de Florianópolis organizaram uma caminhada, com o apoio do Colegiado Buddhista Brasileiro, contra a repressão e mortes de monges e civis em Myanmar, por parte de uma ditadura cruel e violenta já no poder há 40 anos. À comunidade zen budista se reuniram católicos, liderados pelo Padre Giovanni Corso, Bahah'is e budistas tibetanos com suas bandeiras.
Retratos de Aung San Suu Kyi, premio Nobel da Paz, presa pela ditadura há 12 anos foram levados. Uma pequena gota de consciência a mais no movimento mundial pela justiça e fim das ditaduras que se perpetuam no poder levando seus povos à miséria material e espiritual.



sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Caminhada Pacífica em Florianópolis





CAMINHADA PACÍFICA
Em solidariedade aos monges budistas de Myanmar

FLORIPA unida em prol da PAZ!

As Comunidades Budistas ao redor do mundo e em todo o Brasil estão formando uma corrente de não-violência e manifestação pacífica em prol dos monges birmaneses, que estão sofrendo forte repressão por posicionarem-se pacificamente contra as opressões da ditadura em seu país.

Florianópolis não ficará de fora deste movimento! Domingo, 30 de setembro, às 9h da manhã, sairemos da Catedral da Praça XV, centro da cidade, munidos de amor no coração e paz no caminhar, em um evento de solidariedade sem fins lucrativos. Nosso objetivo é reunir a população com cobertura da mídia, somando esforços com as manifestações que ocorrem ao redor do mundo em favor do fim da repressão violenta em Myanmar.

A divulgação desta Caminhada Pacífica está ocorrendo através das listas de e-mail. Passe adiante o convite para que possamos reunir o maior número de pessoas!

Outras manifestações ocorrerão em São Paulo e demais centros brasileiros. Esta é uma iniciativa do Colegiado Buddhista Brasileiro, entidade que reúne as linhagens tradicionais do budismo em nosso país, e das Comunidades Budistas de Florianópolis.

Convidamos todos os representantes das diferentes tradições religiosas e seus seguidores, para que venham compartilhar conosco da sua energia pacífica.

Traga seus amigos e familiares, muito amor no coração e paz no caminhar!

Você pode ajudar divulgando o evento para os mais diversos tipos de mídia, de forma que todos estejam cientes deste acontecimento.

“Temos que ser a transformação que queremos no mundo” – Mahatma Gandhi