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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Aung San Suu Kyi - Birmânia e sua ditadura


Aung San Suu Kyi, líder pró-democracia e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, acabou de receber novas acusações dias antes do fim do cumprimento da sua pena de 13 anos de prisão. Ela e outros milhares de monges e estudantes foram presos por desafiarem pacificamente a ditadura brutal de seu país, a Birmânia (Mianmar).
Mesmo correndo o risco de sofrer uma retaliação dos militares, os ativistas da Birmânia estão organizando um movimento global pela libertação de Aung San Suu Kyi e de todos os prisioneiros políticos do país, entre os quais muitos monges budistas. Nós temos apenas 5 dias para ajudá-los a conseguir uma quantidade gigantesca de assinaturas, que serão apresentadas para o Secretário Geral da ONU – Ban Ki Moon semana que vem. A petição pede que ele dê prioridade máxima à libertação dos presos, impondo a libertação como condição para qualquer engajamento com a junta militar. Clique no link para assinar e encaminhe este email para seus amigos, só com um grande número de assinaturas poderemos garantir a libertação de Aung San Suu Kyi e de todos os presos políticos da Birmânia:

http://www.avaaz.org/po/free_aung_san_suu_kyi

No dia 14 de maio, Aung San Suu Kyi foi enviada para o presídio acusada de permitir a entrada de um homem norte-americano em sua casa, violando assim sua prisão domiciliar. A acusação é absurda pois a casa é cercada por guardas militares que são justamente os responsáveis pela guarda do local. Está claro que as acusações recentes são um pretexto para mantê-la presa durante as eleições de 2010.

O regime militar da Birmânia é conhecido pela repressão violenta a qualquer ameaça ao controle militar total. Milhares de pessoas estão presas em condições desumanas, onde não há atendimento médico e onde a prática de tortura e outros abusos são freqüentes. Há uma repressão violenta a grupos étnicos e mais de 1 milhão de pessoas já fugiram do país.
(Copiado do comunicado da Avaaz)

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Brasil pela Birmania


Brasil pela Birmania

O Centro Buddhista Nalanda (uma entidade registrada, civil e sem fins lucrativos, há 20 anos atuando no Brasil), em associação com o Buddhist Aid Trust (entidade de caridade registrada na Inglaterra), o Myanmar Cyclone Recovery Fund e nossos amigos birmanêses em Londres de um dos maiores portais buddhistas da tradição buddhista, o Nibbana.com, lança agora uma campanha brasileira para recolher fundos para os milhares de desabrigados devido à tragédia do ciclone Nargis.

Nossa campanha se chamará "Brasileiros pela Birmânia/Brazilians for Burma Recovery" e conta com a ajuda de todos vocês que lêem está mensagem. Por favor, contribuam, ainda que 5 ou 10 reais. Cada centavo depositado será repassado ao Buddhist Aid Trust e entregue diretamente às vítimas do ciclone, e independentemente da religião e etnia dos envolvidos. Ou seja, não é apenas para buddhistas, mas para todos que sofrem as terríveis perdas humanas e materiais advindas do ciclone.

Participe dessa campanha humanitária, doando e divulgando!

Aqueles que quiserem fazer suas contribuições diretamente no site da Buddhist Aid Trust, via paypal ou cartão de crédito podem acessar seu site. Mas para facilitar os moradores no Brasil, o Centro Buddhista Nalanda disponibiliza uma conta específica para esse fim. Todos os depósitos nessa conta serão repassados integralmente para nossos amigos da Buddhist Aid Trust, que trabalhará junto com respeitáveis organizações não-governamentais e outros sistemas de distribuição diretamente para as vítimas envolvidas. Não é preciso nos avisar do depósito, pois essa é uma conta exclusiva para esse fim.

Vamos nos unir nessa tragédia mundial. Mesmo que sejamos capazes de doar apenas um pouco, qualquer quantia certamente salvará vidas. Lembrem-se, 1/3 da população da Birmânia vive abaixo da linha de pobreza. Um professor ganha 90 reais ao mês! Qualquer valor que vocês puderem ajudar, certamente conta!

Doem, divulguem entre amigos, sites e listas. E aqueles que possuírem sites de entidades que queiram dar seu apoio nominal à campanha, ou quiserem mais esclarecimentos entrem em contato com nosso email. Endereço oficial da campanha brasileira:

Campanha "Brasileiros pela Birmânia/Brazilians for Burma Recovery"

http://nalanda.org.br/seva/brasil-pela-birmania


Patrocinadores:

Centro Buddhista Nalanda
Buddhist Aid Trust
Myanmar Cyclone Recovery Fund
Nibbana.com
Apoiam a Campanha:
Colegiado Buddhista Brasileiro
Não deixe de participar nesse ato humanitário. Qualquer quantia representa mais dias de vida para alguém.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Onde estão os monges de Myanmar?


Num pequeno mosteiro birmanês, viviam 100 monges, sobraram 31; noutro, eram 1.800. Desapareceram 1.000. Por toda Mianmar, a dúvida persiste: onde estão os monges? O governo reconhece que, durante os protestos, fez 3.000 prisões de monges e de civis. Mas garante que só 90, os líderes, permanecem atrás das grades.

É difícil que qualquer um dos números seja verdade. Monges foram assassinados, ninguém sabe quantos. Muitos deixaram seus mosteiros com medo da violência policial e tomaram o rumo do interior. Vivem escondidos. Ainda há os que, tendo sido presos, foram obrigados a largar seus mantos para substituí-los por roupas civis.
Alguma coisa aconteceu: eles desapareceram (veja reportagem da revista Newsweek em inglês). A única informação que há por parte do governo, no entanto, é que não há nada de novo e a calma reina no país após a desordem. Os diplomatas estrangeiros não conseguem notícias.

Mianmar é um país profundamente religioso, o budismo é parte do dia-a-dia de todo birmanês e os monges são tratados com todo o respeito possível. Uma das leituras é que a tática do governo de reagir com particular brutalidade contra os monges funcionou. Se fazem isso com os homens santos, o que não fariam com civis?

O que reina é um medo profundo – e é só o medo que sustenta o governo no poder.

postagem original: Weblog de Pedro Doria

copiado do blog de Monja Isshin

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Evento do CBB no Busshinji - Como foi?

Prof. Ricardo Sasaki descreve:

Ocorreu ontem à noite o evento do CBB - Colegiado Buddhista Brasileiro - no Bushinji de São Paulo. No geral, apreciei o evento, considerando que foi a primeira atividade pública do CBB (além de todas as outras atividades que ocorrem mais 'não-publicamente'), considerando a chuva e o trânsito de São Paulo. Creio que contamos com cerca de 50 pessoas no total. Alguns, muito justamente, se surpreenderam pelo número pequeno de pessoas num evento com tamanha importância moral para o Buddhismo. Infelizmente essa é a conhecida realidade do Buddhismo no Brasil. Quando o Dalai Lama visita, milhares de pessoas vêm para vê-lo, mas quando um evento em nome da justiça e da não-violência é organizado, poucos aparecem. Isso nos faz questionar, é claro, sobre a motivação dos milhares que estão prontos para ver um ícone (será que foram lá para ver o verdadeiro Dalai Lama ou para ver uma 'estrela'?). Mas é assim mesmo, realidades da situação brasileira que em quase cem anos não consegue ainda articular bem o engajamento inter-ser, preferindo a prática somente individual com dúbias motivações.

Feliz porque alguns grupos e pessoas estiveram presentes e outros porque tiveram a iniciativa de enviar representantes para este evento que, moralmente, foi tão significativo. O Rev. Gensho, representando a Comunidade Zen de Florianópolis esteve lá presente, lendo o Manifesto do CBB em favor da justiça e da não-violência, e apresentando os convidados. O Rev. Joaquim Monteiro, do Honpa Honganji esteve com dois de seus alunos, e proferiu palavras de engajamento e importância da Sangha no Brasil. O Prof. de Dharma Ricardo Sasaki, mais dois membros da Comunidade Buddhista Nalanda, encerrou o evento com uma breve explicação sobre as Três Jóias e dirigindo um cântico em pali. Rev. Leninha e Ana Lúcia estiveram pelo Higashi Honganji. Pelo menos três pessoas foram enviadas pela Rev. Coen da Comunidade Zendo do Brasil para representá-la e a Denise representou o CEBB em nome do Lama Santem. O Dep. Fernando Gabeira fez um significativo discurso em favor dos monges da Birmânia, bem como um diácono da Igreja Católica e mais três membros do Partido Verde (que marcaram sua presença em prol da não-violência)
. O secretário Eduardo Jorge também esteve presente, falando de Gandhi e representando o prefeito paulista Gilberto Kassab. E um representante espiritualista falou que deixou de ir à sua prática espiritual para se solidarizar conosco. Os monges zen do Bushinji estiveram admiravelmente presentes, abrindo o templo, oficiando a singela cerimônia e recebendo os convidados.

Podemos pensar: 'Por que vou enfrentar o trânsito e a garoa para ir num tal evento?' 'Que importância teria a minha presença para isso?'; 'O que um manifesto público terá de efeito para um país tão longe do meu?'. São questionamentos que nos fazem ficar em casa ou preferir ir ao cinema. É fácil esquecer que a doutrina central buddhista é a interdependência. Que cada gesto, por menor que seja, repercute indefinidamente em nossa corrente mental e na de todos os seres. Sair do isolamento de nossas buscas individuais é algo difícil. Sair do exclusivismo de nossas escolas e objetivos, e pensar no bem maior do Dharma é uma consciência que se ganha com o tempo. Requer maturidade espiritual. À medida que algumas pessoas, aqui e ali, comecem a ver que a prática do Buddhismo é mais que apenas olhar para o próprio umbigo e que é com pequenas iniciativas como essa (mas grandes na motivação e na intenção) que o Dharma de Buddha é construído nessa terra verde e amarela, é que veremos, quem sabe um dia, o Dharma realmente germinar entre nós. Como o dep. Gabeira terminou seu discurso (não literalmente): 'Somos poucos aqui, mas somos muito naquilo representamos'. Para quem foi, nosso agradecimento e o parabéns por saber semear.

http://rsasaki.multiply.com/journal

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Anistia Internacional exige libertação de Aung San Suu Kyi

Anistia Internacional exige libertação de Aung San Suu Kyi

Londres, 24 out (EFE).- A Anistia Internacional exigiu hoje a "imediata libertação" da vencedora do prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi e outros "presos de consciência" em Mianmar.

"No dia em que as Nações Unidas comemoram seu 62º aniversário, Aung San Suu Kyi, líder da Liga Nacional da Democracia, completa 12 anos de prisão domiciliar em Mianmar", denuncia a organização de defesa dos direitos humanos em comunicado.

A Anistia Internacional exige "a imediata libertação de milhares de pessoas detidas recentemente por participar de protestos pacíficos, assim como presos de consciência que estão detidos há muitos anos, entre eles Aung San Suu Kyi, U Win Tin e membros de grupos étnicos minoritários, como U Khun Htun Oo".

Vencedora do prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi é "um símbolo da resistência política em Mianmar, e sua libertação incondicional seria um grande passo à frente", afirma hoje Irene Khan, secretária-geral da Anistia Internacional, citada no comunicado.

"A comunidade internacional deve manter suas pressões e sua vigilância para que as autoridades birmanesas dêem passos concretos, com resultados tangíveis, como a libertação de todos os presos de consciência. Sua libertação é imprescindível para determinar se as autoridades birmanesas são sérias quando dizem querer cooperar com a ONU", acrescenta o texto.

Segundo a AI, as atuais práticas de detenções secretas e as informações sobre maus-tratos e torturas, além das sentenças em juízos fechados, parciais e atrás das grades, provam que as autoridades de Mianmar não pretendem colaborar com as Nações Unidas.

"As melhoras na situação dos direitos humanos em Mianmar não podem esperar o fim do processo político. As autoridades devem libertar imediatamente todos os presos de consciência, permitir a visita de observadores independentes aos centros de detenção e deixar de condenar manifestantes", afirma Irene Khan.


Manifestações de apoio à vencedora do prêmio Nobel da Paz e outros presos políticos estão marcadas para hoje em Brasília e outras cidades de todo o mundo, como Londres, Berlim, Paris, Washington, Nova York, Sydney e Cidade do Cabo.

(Fonte: UOL)

sábado, 20 de outubro de 2007

Convite oficial do CBB - Evento em SP

"Em vista dos sérios eventos de violação dos Direitos Humanos e violência militar em Myanmar, onde a comunidade buddhista tem mantido o esforço de reivindicar, pacificamente, o retorno da justiça e da democracia assim como o estabelecimento da paz ampla e irrestrita, o Colegiado Buddhista Brasileiro - juntamente com importantes lideranças da sociedade civil brasileira - gostaríamos de convidar a todos para participar do encontro ecumênico a ocorrer no dia 25 de Outubro de 2007, na sede do Templo Busshinji às 20h00.

Neste evento, a comunidade buddhista do Brasil, juntamente com todas as pessoas interessadas no exercício consciente da liberdade e fraternidade para todos os povos do mundo, pretenderá lançar um alerta pacífico em prol da cultura da paz e do bem maior da humanidade.

Sua presença será importante, desejada e muito bem-vinda".
Em nome do Dharma,

Colegiado Buddhista Brasileiro
http//cbb.bodhimand ala.com


Local: Templo Bushinji
Rua São Joaquim n° 285, CEP: 01508-001 - Liberdade - São Paulo - SP - Brasil

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Evento do CBB no Busshinji em apoio a Myanmar



Prezados irmãos no Dharma,
Considerando a posição tíbia do governo brasileiro em relação aos eventos que atingem a comunidade budista internacional, em especial o esmagamento das manifestações em Myanmar com o assassinato de religiosos budistas, e respondendo a sugestão da Membro do Colegiado, a Profa. Lia Diskin, estamos nos unindo a uma demanda iniciada pelo deputado Fernando Gabeira, que pede ao Colegiado Buddhista Brasileiro que se mova para um evento, da maior repercussão política possível, em apoio ao povo e monges oprimidos de Myanmar. Dispondo-se a ler documento resultante no Congresso Nacional.
Recebemos o apoio decidido de Saikawa Roshi que disponibilizou o Templo Busshinji, na Liberdade em SP, para o evento interreligioso e com presença de personalidades públicas, além da imprensa.
Nosso horário estabelecido ficou para as 20 h do dia 25/10.
Precisamos do apoio de todos os budistas, e pessoas que se sentem inconformadas pela posição neutra da maioria de nossos líderes políticos, na difusão do evento e em todos os apoios possíveis. As sugestões que surgirem serão muito bem vindas neste momento de concepção do evento que será bem sucedido na medida em que tiver repercussão na mídia e no meio político e governamental.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Enquanto isto, em um templo em Myanmar...

No recinto de um templo em Myanmar, marcas de bala deixam entrar a luz, as marcas revelam que os tiros vieram de fora, uma estátua de Buddha está decapitada, o monge que estava no local deixou seus objetos desarrumados como alguém que foi arrastado ou precisou fugir às pressas. Marcas da ditadura militar socialista que oprime um dos mais belos países da Ásia.


domingo, 14 de outubro de 2007

Texto imperdível de "Folhas do Caminho"

Achei tão importante que copiei do blog Folhas do Caminho (link ao lado) esta postagem indignada e coberta de razão:

"Olha, eu até que procurei. Mas nada encontrei sobre a posição do presidente Lula sobre a situação da Birmânia (Myanmar). Somente encontrei uma citação num blog que diz que "Lula foi contra sanções ao governo militar birmanês". Então, para não ser injusto, pergunto aos leitores das Folhas, alguém já leu alguma coisa sobre isso? O governo brasileiro tem estreitos laços com o governo chinês (aquele mesmo que também mata monges buddhistas tibetanos) e o mais lógico é que fosse também contra sanções ao governo militar birmanês.

Agora, o Brasil é o mais influente país da América Latina. Então não se pode vir com a posição de que uma opinião oficial a respeito não tenha influência. Mas parece que, como em tantas outras questões, é mais fácil virar de lado e fingir que não é contigo.
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Mas antes de enviar a mensagem, o leitor Paulo já havia comentado na folha anterior: Deu na Folha de São Paulo de 28/09/2007: "Celso Amorim, disse que o Brasil não adotará sanções unilaterais contra Mianmar". Então, é isso, temos a posição oficial do governo brasileiro sobre o assunto. Podem matar monges, civis, tirar toda liberdade individual, arrombar casas, sequestrar, aprisionar, fuzilar... o Brasil não faz nada, nem adota medida alguma. Parabéns Celso Amorim, parabéns Lula, esse é um presente para todos os brasileiros que viveram décadas de ditadura e perseguição.

Uma das características mais fascinantes do ser humano é como ele muda de lado com facilidade. Amigos nos quais confiávamos, aos quais nunca fizemos diretamente mal algum, viram de lado, mostram outra face e começam a nos atacar por trás. Pessoas que viveram a ditadura e mesmo foram exilados, uma vez no poder e corrompidos pelos interesses econômicos, "esquecem-se" do passado e vestem-se de Pilatos. 'Isso não é comigo'; 'desculpe-me, ligaram para o número errado'.

Senhor Celso Amorim, senhor Luiz Inácio Lula da Silva, a junta militar tem arrombado casas e mesmo escritórios da Onu, para confiscar vídeos que a ajudaria a identificar os líderes do movimento pacífico que estiveram nas ruas. Vocês se lembram de algo semelhante ocorrendo no Brasil?

Não é preciso muito para se corromper. Um pouco de poder, um pouco de elogio, um pouco de ilusão sobre si mesmo, e o passado é esquecido, o caráter moral é colocado de lado, e lavamos as mãos. É como o governo chinês, amiguinho do governo brasileiro. Dizem que a crise na Birmânia é um 'assunto interno'. Mas tal assunto interno não impede ou impediu que por décadas o governo chinês influenciasse ativamente a política birmanesa e retirasse seus pomposos lucros. Esse é o mundo em que vivemos, o da mentira institucionalizada, o do lucro pessoal sobrepujando qualquer dignidade e defesa por causas mais que justas. Parabéns, então, a todos os omissos e a todos os que lavam as mãos! Vocês são aqueles a quem devemos por ter o mundo que agora temos...."

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Pétalas de sangue

Na Avenida Paulista, Coen Sensei e sua Sangha, deixam pétalas vermelhas para lembrar o sangue derramado em Myanmar, onde a repressão mais uma vez venceu os pacifistas.



quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Assine a petição

Os ataques brutais aos monges e manifestantes pacíficos de Mianmar continuam e ao mesmo tempo uma indignação global massiva está despontando. A força da opinião pública global se manifestou em milhares de protestos do lado de fora de embaixadas e consulados da China e Mianmar. A reação foi imediata e sem precendentes, pessoas ao redor do mundo estão usando vermelho (a cor dos trajes dos monges) e em poucos dias mais de 500.000 pessoas assinaram nossa petição on-line!
Estamos fazendo de tudo para que nossa mensagem seja ouvida. Publicaremos a petição em um anuncio de pagina inteira no jornal internacional Financial Times e o South China Morning Post tendo como alvo a China, o maior aliado da junta militar de Mianmar. A petição será entregue para o governo chinês e será divulgada pelo radio para que o povo de Mianmar receba diretamente nossa mensagem de solidariedade. Para termos um verdadeiro impacto, precisamos de uma petição com um número massivo de assinaturas nos ajude a conseguir 1 milhão de nomes ainda essa semana. Se você ainda não assinou, clique no link para colocar seu nome na petição e encaminhe esse e-mail para pelo menos 20 pessoas:

http://www.avaaz.org/po/stand_with_burma/tp.php

Apesar de ser o principal aliado da ditadura de Mianmar a China já se manifestou contra a repressão violenta aos manifestantes e agora eles precisam usar a sua influência para acabar com a violência. As vésperas das Olimpíadas a China quer melhorar sua imagem em relação ao mundo e o nosso anuncio provoca: vocês são um membro responsável e respeitável da comunidade global ou aliados de tiranos e ditadores? O poder do povo nas ruas de Mianmar e ao redor do mundo pode derrubar a tirania. Quanto mais pessoas assinarem a petição mais forte seremos, espalhe a mensagem para seus amigos!

Com esperança e determinação, Ricken, Paul, Ben, Graziela, Pascal, Galit e toda a equipe Avaaz

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Aung San Suu Kyi Premio Nobel da Paz - 12 anos presa

Aung San Suu Kyi, ganhou o Premio Nobel da Paz. É prisioneira durante 12 dos seus últimos 18 anos, pelo regime socialista da Birmânia, hoje Myanmar. Os ditadores militares, pretensamente budistas, imitam seus similares que sabem com certeza o que é melhor para seus povos, mais do que os votos indicariam, copiam assim, Coréia do Norte, China, Cuba, Líbia, Sudão e outros similares. Invariavelmente os budistas e outras denominações religiosas, são vítimas de perseguição nestes lugares.
Aqui, Daw Aung San Suu Kyi, aparece sentada junto a Thamanya Sayadaw, um grande e respeitado monge e mestre budista Theravada que faleceu em 29 de novembro de 2003. A foto provavelmente é de 1995, quando ela foi libertada de seu primeiro período de prisão. Hoje ela está presa novamente, para vergonha de toda a humanidade.


segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Crianças e adultos por Myanmar

Enquanto caminhamos tentando aumentar a consciência mundial, a Agencia Estado Noticia:

"Mianmá tem dia de novos protestos
Multidão reuniu 10 mil civis e coincidiu com chegada de enviado da ONU, que tentará negociar com os militares
Manifestantes voltaram ontem às ruas de Rangum, maior cidade de Mianmá, a antiga Birmânia, para protestar contra a ditadura. Segundo a rede de TV britânica BBC e a agência de notícias EFE, as passeatas começaram com 2 mil pessoas, mas chegaram a reunir cerca de 10 mil no fim do dia. Soldados do Exército lançaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.Apesar de o governo não ter divulgado informações sobre vítimas, a rádio birmanesa Mizzima, que opera no exílio, afirmou que uma criança morta e duas pessoas atingidas por tiros deram entrada em um hospital da cidade.Os protestos de ontem foram organizados por civis. O cerco militar aos mosteiros continuou impedindo que os monges budistas, que lideraram as mobilizações desde o dia 17 de setembro, participassem das passeatas. O serviço de internet, que na sexta-feira esteve cortado, foi restabelecido parcialmente. A televisão, controlada pelo Estado, transmitiu o movimentos de tropas em Rangum durante todo o dia.Desde quarta-feira, quando o regime militar de Mianmá começou a reprimir violentamente os protestos e a proibir concentrações públicas, pelo menos 16 pessoas morreram, cerca de 200 ficaram feridas e mais de mil foram detidas, entre elas 800 monges. Grupos de dissidentes exilados e diplomatas estrangeiros, no entanto, afirmam que o número de vítimas é muito maior.Um dos mais preocupados com a crise em Mianmá é Gordon Brown, primeiro-ministro da Grã-Bretanha, que colonizou o país. 'Temo que a perda de vidas seja bem maior do que o que vem sendo informado', disse após conversar por telefone com o presidente americano, George W. Bush, e com o premiê chinês, Wen Jiabao."


domingo, 30 de setembro de 2007

Caminhada por Myanmar em Florianópolis

Hoje, dia 30 de setembro, os zen budistas de Florianópolis organizaram uma caminhada, com o apoio do Colegiado Buddhista Brasileiro, contra a repressão e mortes de monges e civis em Myanmar, por parte de uma ditadura cruel e violenta já no poder há 40 anos. À comunidade zen budista se reuniram católicos, liderados pelo Padre Giovanni Corso, Bahah'is e budistas tibetanos com suas bandeiras.
Retratos de Aung San Suu Kyi, premio Nobel da Paz, presa pela ditadura há 12 anos foram levados. Uma pequena gota de consciência a mais no movimento mundial pela justiça e fim das ditaduras que se perpetuam no poder levando seus povos à miséria material e espiritual.



sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Caminhada Pacífica em Florianópolis





CAMINHADA PACÍFICA
Em solidariedade aos monges budistas de Myanmar

FLORIPA unida em prol da PAZ!

As Comunidades Budistas ao redor do mundo e em todo o Brasil estão formando uma corrente de não-violência e manifestação pacífica em prol dos monges birmaneses, que estão sofrendo forte repressão por posicionarem-se pacificamente contra as opressões da ditadura em seu país.

Florianópolis não ficará de fora deste movimento! Domingo, 30 de setembro, às 9h da manhã, sairemos da Catedral da Praça XV, centro da cidade, munidos de amor no coração e paz no caminhar, em um evento de solidariedade sem fins lucrativos. Nosso objetivo é reunir a população com cobertura da mídia, somando esforços com as manifestações que ocorrem ao redor do mundo em favor do fim da repressão violenta em Myanmar.

A divulgação desta Caminhada Pacífica está ocorrendo através das listas de e-mail. Passe adiante o convite para que possamos reunir o maior número de pessoas!

Outras manifestações ocorrerão em São Paulo e demais centros brasileiros. Esta é uma iniciativa do Colegiado Buddhista Brasileiro, entidade que reúne as linhagens tradicionais do budismo em nosso país, e das Comunidades Budistas de Florianópolis.

Convidamos todos os representantes das diferentes tradições religiosas e seus seguidores, para que venham compartilhar conosco da sua energia pacífica.

Traga seus amigos e familiares, muito amor no coração e paz no caminhar!

Você pode ajudar divulgando o evento para os mais diversos tipos de mídia, de forma que todos estejam cientes deste acontecimento.

“Temos que ser a transformação que queremos no mundo” – Mahatma Gandhi

É correto os monges protestarem como na Birmânia?

Sua impressão dos monges zen é correta no ambiente em que estamos, no entanto muitas vêzes me questiono senão estaríamos a cair no quietismo denunciado por Hui Neng no Sutra da Plataforma, a prática é agir no mundo, e em numerosas ocasiões a história budista mostra monges agindo de forma enfática e sendo vítimas da reação que isto provoca. Mesmo Buda intrometeu-se em conflitos e tentou pacificar guerras, sendo às vêzes bem sucedido e em outras fracassando.
Nossa comunidade budista brasileira é pequena demasiado, mas estaria correto que manifestassemos nossa inconformidade com uma administração pública que nos cobra impostos ingleses e nos presta serviços lamentáveis.Mesmo na comunidade dos monges surgem agressões motivadas por inveja e por recusa a aceitar a hierarquia natural provinda do respeito aos mais velhos e mais antigos. É errado isto mas o digo para que não creiamos que as Sanghas são lugares ideais e um dia a vejamos cair do pedestal em que a colocamos.
Se existe o Vinaya, as regras, é porque, desde os tempos de Buda, elas são infringidas por maus monges.Sim, poderiam os monges ser felizes mesmo em suas prisões, em qualquer situação, mas podem eles ignorar a tirania que causa sofrimentos a toda a população que os alimenta? Praticam apenas para si ou para todos os seres? Devem ou não tentar diminuir o sofrimento de seu povo? Sim, este mundo é o mundo da ilusão, porém os homens que sonham , mergulhados em ilusão precisam ser acordados, é o papel dos bodisatvas sacudir seus ombros para que acordem. O sofrimento dos pesadelos é ilusão, mas dizer que ele não é real seria ignorar os gemidos dos neles mergulhados, é esta a razão dos bodisatvas regressarem ao mundo para salvar do sofrimento os que nele acreditam, para acorda-los.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Monges agredidos e presos por soldados

Monges agredidos e presos por soldados
27 de Setembro de 2007 | 08:38

As forças de segurança de Mianmar voltaram a atacar os monges budistas nesta quinta-feira. Os monges, que há dez dias protestam nas ruas pela queda da junta militar que governa o país, foram espancados por policiais e soldados. Testemunhas dizem que pelo menos uma pessoa morreu durante a repressão aos protestos na cidade de Rangoon, a principal área urbana da antiga Birmânia.

Há relatos de que os soldados quebraram janelas e portas, invadiram dormitórios e agrediram os monges enquanto eles dormiam. Alguns poucos fugiram, e centenas deles foram presos -- testemunhas viram caminhões militares levando os religiosos embora. Apesar dos ataques aos monastérios, os civis do país continuaram com os protestos -- o governo, enquanto isso, ameaçava abertamente a população.

A junta militar transmitiu avisos pelo rádio e pela TV, dizendo que os manifestantes devem ir para casa ou enfrentar "sérias ações". A advertência foi ignorada e milhares de pessoas se reuniram ao centro de Rangoon para desafiar o regime ditatorial. Os manifestantes xingavam os soldados e cantavam canções nacionalistas. A tropa reagiu ao protesto com tiros para o alto e com gás lacrimogêneo.

Fonte: Veja on-line

Repressão em Myanmar

Amigos e Irmãos no Dharma,

É com grande preocupação que o Colegiado Buddhista Brasileiro vem a público comentar as ações que se desenrolam nos últimos dias na antiga Birmânia, atual Myanmar, onde milhares de monges budistas fazem um protesto pacífico contra a junta militar que governa o país.

Segundo fontes da imprensa os monges tomaram as ruas de Yangon, capital do país, entoando Sutras, dentre eles o Metta que exalta o amor e a compaixão dos seres humanos. O que começou com algumas dúzias de manifestantes tornou-se uma das maiores manifestações naquele país,
contudo, com uma característica ímpar: imbuídos de extrema compaixão, os monges estão pedindo para a população leiga que não os acompanhe, nem façam qualquer movimento contra o governo, para que tais leigos não sofram represálias do governo.

Soubemos por fontes da imprensa que a repressão do governo se iniciou hoje, em ações violentas contras os monges, sendo que os seis principais templos da capital birmanesa foram cercados por forças fiéis ao governo e vários monges foram presos e espancados.

O CBB apela a todos os budistas e simpatizantes de nossa religião e mesmo aos membros de todas as outras denominações reliosas que apóiem de alguma forma esses corajosos representantes do Dharma que puxaram para si a responsabilidade de protestar contra as atrocidades do governo para com a população. Esse apoio pode ser feito de várias maneiras, desde intervenções juntos aos poderes nacionais e internacionais até a simples e necessária oração para o povo birmanes, seus governantes e nossos irmãos monges, para que a questão seja
resolvida pelas vias não-violentas como pregou, Sidharta Gautama, o Buda.

Mesmo nesse momento de grande pressão e opressão, os monges birmaneses seguem fiéis aos ensinamentos do Tathagata, elevando sua compaixão e altruísmo às últimas consequências, que esperamos serem as mais serenas possíveis por parte do governo birmanes.

Vamos aguardar o desenrolar das ações, mas pedimos a todos que não se abstenham, nem virem seus rostos para longe, pois as vidas desses monges dependem da pressão internacional e para provocar essa pressão precisamos nos manifestar, seja por emails aos consulados americanos,
tailandes, chines e europeus, bem como, para o Itamaraty e veículos da imprensa.

O CBB possui em seu quadro de diretores e em seu conselho consultivo, representantes do budismo Theravada que através de seus contatos na Ásia tentarão nos manter informados do desenrolar dos acontecimentos.

Sarva Banthu Mangalam!!!!

Metta, Omitofo, Tashi Delek, Namo Amida Butsu, Gassho...

Mauricio Ghigonetto (Shaku Hondaku)
Presidente
CBB
( Demais diretores também subscrevem)