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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Sidharta Gautama era um jovem angustiado



Sidharta Gautama era um jovem angustiado. Pensava no futuro, tudo acaba em velhice, doença e morte. Quando ele viu a face de um asceta e percebeu seu rosto tranquilo, resolveu largar tudo, sua família, seus pais e seu palácio. Partiu para a floresta onde ficou seis anos praticando ioga, meditação e fazendo jejuns constantes. Mesmo assim não conseguiu seu objetivo. Após esse período ele sentou-se sob uma árvore e prometeu a si mesmo não levantar-se enquanto não solucionasse os problemas do sofrimento. Após sete dias, no amanhecer do oitavo dia ele vê a primeira estrela da manhã e diz: “Que maravilha! Eu, a grande Terra e todos os seres simultaneamente atingimos a iluminação!” Ele entendeu que seu “eu” era uma construção e diz para si mesmo: “Você não me enganará mais”. Sua descoberta é que o “eu” é uma construção de nossa mente e de sucessões de pensamentos. Porque pensamos sem parar pensamos que somos nós. Esse ser que acredita em si mesmo, nasce e morre. Ele é um fenômeno. Tudo que nasce, envelhece, adoece e morre. Ele descobre que não é isso, que é algo muito mais profundo. Vou tentar explicar com analogias.

O vento não existe por si mesmo, ele é um movimento do ar. As ondas não existem por si mesmas, são movimentos da água. Nós não existimos por nós mesmos, somos movimentos dos pensamentos.
(continua)