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segunda-feira, 15 de julho de 2013

O compromisso cria bom carma


P: A impressão que tenho é que antes de praticar eu não tinha muitas escolhas, parece que eu era conduzido...

Monge Genshô – Isso é verdadeiro. No brasão de São Paulo tem uma frase em latim, “Non Ducor Duco”, que significa “Não sou conduzido, conduzo”. Isso serve para nós. Temos que passar a conduzir. Isso significa ganhar a liberdade da escolha. Se somos escravos de nossos impulsos, nós só os reforçamos. Temos que criar condições para que eles mudem. Como estava falando para o Monge Tokushi, você “escolhe” ser Monge, então cria um carma que arrasta você, não pode mais fazer certas escolhas, se quiser fazer o que quiser, deixe de ser Monge. Agora que colocou o manto, tem obrigação de ir à Sangha, tem que assumir compromissos, tem que estar nos sesshins. Se falhar em seus compromissos eu o repreenderei, pois ele assumiu o compromisso, não pode falhar.

Essa é a maneira de criar o carma que ele pediu. O leigo que costura seu Rakusu é a mesma coisa, fez os votos, não fez? Então como você fala mal dos outros? Ou observa os defeitos dos outros em vez de olhar os seus próprios? Está lá, o voto diz explicitamente que você deve evitar falar das falhas dos outros, que você se comprometeu a ajudar a Sangha e seu professor nas dificuldades e não procurar erros e comenta-los,  você disse na frente de seu mestre, “eu me comprometo”.

Quando você faz os votos, cria carma, colocar o Rakusu, cria carma. Você pode ignorar, mas você se comprometeu.