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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Quem é Você? (parte final)


Nós nos achamos muito importantes, muito relevantes. Por isso a pergunta é: “já que nós atingimos tal nível de consciência, quem somos nós, verdadeiramente, além disto?”. Essa pergunta precisa ser resolvida com a experiência, com a visão pessoal. Isso se chama Kenshô, as primeiras experiências que querem dizer "ver sua verdadeira natureza" (KEN = ver; SHO = verdadeira natureza). 

Só que tal experiência precisa ser aprofundada muitas vezes até nós dizermos: “ah, esta é uma iluminação relevante". Embora o kenshô seja uma experiência iluminada, ela é curta, evanescente, que fica só como uma lembrança. O kenshô não é uma experiência tão difícil de ser obtida.

No Zen, é disso que estamos falando e é para isso que estamos trabalhando. Nós estamos jogando fora todos os deuses, todas as almas, todos os espíritos, todas as crenças sobrenaturais. No Zen não há espaço para isso. Para o Zen, já é sobrenatural o suficiente nós estarmos sentados aqui nesta sala, com corpos feitos de átomos antiquíssimos, mais velhos que a Terra; estarmos organizados como seres viventes; estarmos conseguindo conversar sobre este assunto - isso tudo é profundamente sobrenatural, e as pessoas mesmo assim ficam procurando homenzinhos verdes, ou fantasmas, ou milagres, ou poderes especiais... 

O milagre está disponível aqui e agora. É incrivelmente milagroso! Como nós não enxergamos isso?

[N.E.: trecho de palestra proferida por Meihô Genshô Sensei] 

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Só se prega sobre o que há dúvidas



Pergunta – Então tudo está em nossa mente, mesmo os reinos dos famintos, deuses, humanos etc.? Não existem como algo físico?

Monge Genshô – Pode ser, há tantas dimensões... E se existir um mundo infernal para onde uma pessoa que viveu uma vida de maldades vá para pagar por seus erros? Não posso lhe responder, pois ainda estou vivo. Só há uma garantia, boas ações resultam em bom carma, más ações resultam em mau carma. É nisso que você deve confiar, pois tudo que vier depois só pode redundar das ações praticadas. Do bem nasce o bem e do mal nasce o mal.

Temos muitas coisas sobrenaturais em nossa vida. Você caminhar é algo sobrenatural, poder pegar água para beber é algo extraordinariamente sobrenatural. Imaginem a vida sem água? Temos coisas sobrenaturais aos montes em nossas vidas que são verificáveis e saímos à procura de coisas não verificáveis. Posso afirmar para vocês que água e plantas dão origem ao chá, isso é extraordinário e sobrenatural e facilmente comprovável. Vocês nunca ouvirão pregadores desejando que vocês acreditem que água existe, eles só pregam coisas sobre as quais os humanos têm dúvidas, por isso tem que falar todas as semanas e renovar sua crença, “Tenham fé, acreditem!”.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Um balde de água gelada


2) Como é possível saber que se está no caminho certo?

Monge Genshô – O seu caminho não é o meu caminho. Eu posso lhe passar informações sobre o meu caminho, sobre as coisas que aprendi e isso pode lhe ajudar. Mas você precisa percorrer o caminho, pois eu não posso andar por você. Tudo que posso fazer é dizer que para mim funcionou desta forma. O budismo é experiencial e possui métodos para isso, mas a experiência tem que ser sua. O professor ajuda muito, às vezes estamos com um problema meses a fio sem resposta e apenas uma frase do professor parece dissolver o problema. Mas o professor não é de forma alguma a fonte da verdade.

3) Como posso saber que a experiência que tive não é apenas mais uma ilusão?

Monge Genshô – Dê um exemplo.

Aluno – Uma noite na semana passada que eu estava sem sono, não tinha nenhum problema, apenas sem sono. Pensei no filme de Dogen e sentei pra meditar. Não coloquei o relógio para estipular um tempo, apenas sentei por sentar. Comecei então a perceber coisas que nunca havia prestado atenção, não foi nada extraordinário ou fantástico e sobrenatural. Foi mais simples e intenso. Em dado momento não havia nada na mente, sentia e não sentia meu corpo ao mesmo tempo. Era como se tudo fizesse parte de uma única coisa. Não consigo explicar muito bem o que eu vi nesse momento, pois eram as mesmas coisas, mas pareciam diferentes. Era o mesmo quarto familiar, mas não do mesmo jeito que sempre o vi.

Monge Genshô – Essa foi uma boa experiência. Se você contasse qualquer coisa sobrenatural eu diria que foi uma ilusão. É interessante falar sobre o sobrenatural. As pessoas buscam experiências sobrenaturais. O Zen não trata muito bem o sobrenatural. Uma vez um discípulo disse a seu Mestre que sentava para meditar e os discípulos de Buda davam voltas ao seu redor. O Mestre mandou que lhe jogassem um balde de água gelada e os discípulos desapareceram. Na realidade, isso que acontece aqui agora, estarmos sentados olhando uns para os outros, cada um de nós com um corpo de uma espécie de primata com poucos pelos, eu estar falando, isso é sobrenatural, beber chá é sobrenatural, tudo à nossa volta é sobrenatural e as pessoas ficam procurando extraterrestres. Isso é uma loucura. Todos somos extraterrestres. Como poderíamos supor que um parente de chimpanzé poderia falar e ensinar matemática, construir casas e aviões? Isso é tudo sobrenatural. Não existe ninguém lá fora para nos ajudar, nem anjos, demônios ou deuses. Estamos todos juntos nessa sala, anjos, demônios e deuses. Como não enxergamos que isso é sobrenatural?

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Sempre queremos o fantástico


Pergunta – O que o budismo pensa sobre o desenvolvimento? Por exemplo, hoje em dia nos surpreendemos com o que as civilizações antigas faziam com tão poucos recursos tecnológicos. Nós regredimos em alguns aspectos?

Monge Genshô – Nós sempre queremos acreditar em coisas fantásticas. Em alguns aspectos as civilizações antigas realmente desenvolveram coisas interessantes, como por exemplo, o calendário Maia que é mais bem calculado e exato do que o calendário astronômico desenvolvido na Europa.

No entanto, eles não conheciam a roda nem o aço. O que descobrimos nas escavações são artefatos extraordinários feitos com tecnologia muito pobre ou limitados, o que exigia enorme trabalho e esforço. Só encontramos materiais feitos de ferro de 1200 a.C. pra cá, porque o ferro necessita de grandes temperaturas para ser extraído, forjá-lo é uma técnica muito difícil e trabalhosa de ser empregada para se conseguir uma resistência maior de ferro, que é fraco em estado puro. Ao ser misturado ao carbono ele começa adquirir  resistência, torna-se  aço e se tornava caríssimo, antes do  século XIX ele tinha o preço de uma jóia.

Foi a partir deste século, com Henry Bessemer, que foi criado um método de purificação do ferro onde era tirado todo o carbono e depois recolocado na medida certa, dando origem à um ferro fundido que pôde ser moldado, fazendo-se navios de aço, trilhos de trem e pontes. Nenhuma civilização anterior fez algo parecido com o aço. Temos uma tendência a querer algo extraordinário e isso acontece também no meio religioso. Meu trabalho como professor do Zen é destruir isso, pois muitas pessoas vêm para o Zen esperando coisas espetaculares e extraordinárias. Embora os mitos criem facilmente o extraordinário, não precisamos fazer isso para que o budismo dê os seus resultados, não precisamos dizer que os monges têm poderes extraordinários e fazem milagres.

Nosso poder extraordinário é não precisar de poderes extraordinários. O mito de que um homem que se transforma em Deus, ou desce à Terra como um Deus, não é um mito Cristão. É muito anterior ao Cristianismo. Quando surge o Cristianismo, um homem, Jesus, incorpora um mito e este se transforma num mito Cristão. Mas ele já existia na Índia com Krishna ou na Grécia com Hércules e os filhos dos deuses. São arquétipos humanos e existiam em toda a história da humanidade. Tentaram fazer o mesmo com Buda e existem de fato tendências budistas que divinizam Buda. Por isto sempre digo que Buda morreu de diarréia, para que todos percebam que somos homens iguais a Buda. Isso significa que qualquer um de nós pode despertar como Buda.

Esse ensinamento é muito mais difícil de ser compreendido e muito mais maravilhoso do que quaisquer milagres. Em cem anos estarei morto e muito provavelmente muitos de meus alunos diretos também, mas os alunos destes, talvez digam que ouviram falar que o Sensei Genshô podia ler pensamentos. Temos a tendência de querer tornar sobrenatural tudo que nos toca emocionalmente. Não existem passados maravilhosos e com o tempo degeneramos. Os homens nunca viveram tanto e nunca fomos tão poderosos, o que acontece é que a humanidade sempre foi insensata.

A história humana é a história da insensatez. O que acontece no nosso século é que a tecnologia que cresceu rapidamente nos últimos cem anos nos deu poderes desproporcionais em relação à nossa evolução mental. Antes os homens eram insensatos mas usavam machados; agora têm moto serra. Então as florestas são destruídas. Mas se você conseguir mudar sua mente e conseguir colocar um pouco de consciência nos governantes, usando apenas esse exemplo isolado, podemos mudar muita coisa. Vejam o Japão, tem mais florestas, proporcionalmente, que o Brasil. Tem 70% de seu território coberto por florestas, isso porque um imperador ordenou que não se cortassem mais florestas. O que temos que fazer é mudar nossas mentes para conservar esse mundo precioso. Como diz o budismo, tudo começa dentro das pessoas, por isso trabalhamos duramente para mudar nossas mentes, não olhem para fora.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Estudar ou praticar, os dois evidentemente.

             Principiantes praticando meditação, Sanghas de Londrina e Maringá

Pergunta: Suponhamos que a pessoa deseje aprofundar-se na prática. Além de sentar, o que mais pode ser feito? Me lembro de quando comecei a frequentar a Sangha e o Senhor dizia que ao ler muito corria-se o risco de ficar muito teórico, qual é uma boa opção para quem deseje aprofundar-se?

Monge Genshô – O melhor sem dúvidas é trilhar o caminho do meio.

Aluno - Mas para mim não ficou muito claro se devo ou não seguir algumas leituras, ou nenhuma, ou as descobertas vem com a experiência de sentar.

Monge Genshô – Você deve estudar, mas não deve pensar que no zen o estudo é todo o caminho. É um auxiliar muito interessante, pois quanto mais você ouve e entende o Dharma, melhor fica, mas se você estudar demais e se focar muito na teoria e suas múltiplas escolas filosóficas dentro do Budismo, acabará se perdendo em discussões sem sentido com seus colegas sobre as várias opiniões dos mais variados mestres. Esse é um erro, eu prefiro a pessoa que só senta e pratica mas é evidente que o melhor é o equilíbrio entre estudo e prática.

É possível atingir a iluminação sendo um ignorante sobre as teorias Budistas, desde que se sente para praticar. O contrário não ocorre, um erudito que não use uma prática não atingirá a iluminação.

Existem histórias de Mestres inteligentes e cultos que levaram muito tempo para se iluminar, pois eram muito instruídos, era muita coisa dentro da cabeça para pensar. No “Tripitaka”, que são as escrituras básicas do Budismo, o que se chama “Abhidharma”, são comentários muito complexos de Mestres Budistas sobre os Sutras e uma vez comentando com Saikawa Roshi sobre isso, ele me dizia que desgostava o Abhidharma, justamente pelo motivo de que leva as pessoas a discussões muito filosóficas.

Um aluno uma vez disse que deveria haver uma inteligência subjacente no universo, porque tudo é tão complexo. Realmente tudo é muito complexo, parece que a matéria inorgânica tende a se organizar na forma de vida, tanto que existem extremófilos, que são formas de vida que sobrevivem e até mesmo parece que necessitam de condições geoquímicas extremas, normalmente prejudiciais às demais formas de vida. Dos bilhões e bilhões de formas de vida que surgiram na Terra, apenas uma formou uma civilização. Se você afirmar que existe uma inteligência por trás disso terá que aceitar que esta mesma inteligência criou o mosquito da dengue, vírus da AIDS, etc., uma inteligência um tanto estranha.

O surgimento da vida parece aleatório e experimental em que algumas formas sobrevivem e outras não. Qual a utilidade de você saber e raciocinar sobre isso? Nenhuma. Se você pensa muito, não consegue enxergar a simplicidade das coisas. Existe um princípio chamado “Navalha de Ockham”, do filosofo e frade inglês Willian Ockham, que diz basicamente que as explicações mais simples provavelmente são as verdadeiras. No nosso mundo, as pessoas querem sempre explicações mais complexas e complicadas. O que é mais provável na morte de John Lennon? Um fã perturbado pela manhã lhe pediu um autógrafo e a tarde o matou com três tiros, isso é o mais provável, ou seja, esquizofrenia. O menos provável é que ele foi assassinado porque um ser lá em cima no céu estava indignado, pois ele havia dito que os Beatles eram mais importantes que Jesus Cristo ou uma religião qualquer.

Eu posso dizer que a matéria atrai matéria na razão direta das massas e na razão inversa do quadrado das distancias, e é por isso que vocês estão sentados nos bancos, porque são atraídos pela massa do centro da Terra. A explicação menos provável é que existam anjos com fios prendendo vocês e os puxando para o centro da Terra habitado por seres incríveis etc. Algumas pessoas procuram o Zen por causa de coisas maravilhosas e espetaculares, no Zen não há nada sobrenatural, é tudo muito simples, nada é especial. O Zen é o local para quem não deseja ilusões.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Ninguém lá fora para nos ajudar



Estava fazendo uma palestra  e uma senhora disse que era inaceitável que disséssemos no Zen que não havia ninguém lá fora para nos ajudar. Eu a compreendo, é realmente muito difícil de aceitar essa postura, mas para o Zen só podemos contar com nós mesmos.

Mas somos imensamente poderosos no sentido de que podemos construir nosso próprio futuro, podemos alterar nosso carma e um homem pode provocar tremendas mudanças no mundo. Ela insistiu com sua indignação citando os arcanjos e anjos. Se houvesse alguém que tivesse o poder de ajudar, tivesse compaixão, fosse bondoso e tivesse sabedoria para ajudar, porque ele esperaria você pedir? Eu imagino que se meu filho caísse, não esperaria que ele me implorasse ajuda. Algum de vocês faria isso, algum de vocês diria que só ajudaria se lhe fosse pedido? Alguém diria para seu filho caído: “Se eu ajudar você, você promete se comportar e estudar”? “Ajudo só se você pedir com fé” ?

Se Buda tivesse o poder de nos ajudar não precisaríamos pedir para ele, já estaria nos ajudando. Alguém que desenvolveu compaixão não espera, então, imaginarmos que existam seres de sabedoria e bondosos lá fora, a quem precisemos orar ou pagar para que nos ajudem, é uma tolice nossa.

Não parece que é assim que o universo funciona, ele funciona com ações e conseqüências. Fazemos coisas e obtemos resultados. Orar é algo bom, pois as pessoas que oram constroem mentes melhores e criam modificações. Não somos Zen Budistas para acreditar ou pedir algo para alguém, por isso sentamos, e sentar é muito difícil. Tratamos de cuidar de nossas mentes para que elas sejam melhores, mais sábias, com mais clareza e lucidez, sem se agarrar em fantasias. A tarefa dos Mestres é destruir as crenças e fantasias, desconstruir e tirar tudo a que as pessoas possam se agarrar. Só assim os seres poderão ser livres. Por isso Buda disse: “Não acreditem em mim, testem e experimentem”. Vocês podem mudar suas mentes através da prática, mas não podem mudar o mundo através do “esperar que poderes sobrenaturais os socorram”.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Daishinkon


Comentários sobre: Os Três Elementos Essenciais da Prática do Zen por Yasutani Hakunn.

O primeiro dos três elementos essências da prática do Zen é uma fé vigorosa (daishinkon). Isto é mais do que uma simples crença. O ideograma para kon significa raiz e para shin, fé. Assim a frase implica uma fé que é firme e profundamente arraigada, imóvel como uma árvore imensa ou um grande penedo. É uma fé, ainda mais, não maculada pela crença no sobrenatural ou na superstição. (TEXTO) E aqui algo para nós distinguirmos estas palavras, crença e fé. Quando nós acreditamos em algo sobrenatural ou extraordinário ou sem nenhuma evidência, isto é uma crença, a crença muitas vezes é a fé degenerada, então acredita-se em coisas só porque elas foram ditas por uma autoridade ou porque está num texto ou porque fazem parte de um axioma qualquer da nossa religião. Fé no Buddhismo não tem este significado é isto que nós vamos estudar agora. (COMENTÁRIO). O Budhismo tem sido freqüentemente descrito como uma religião ao mesmo tempo racional e de sabedoria. Mas é uma religião, e o que faz dele uma religião é este elemento de fé, sem o qual seria apenas uma filosofia. (TEXTO). Só raciocinaríamos, e muitas vezes dado este aspecto extremamente racional do Buddhismo, de questionamentos, os textos de Budha mesmo, são assim sempre, demonstrativos, argumentativos, mostrando contradições, destruindo crenças, então às vezes o Buddhismo é olhado como uma filosofia e aqui então mestre Yasutani está dizendo não, é uma religião, porque existe um elemento de confiança...

P. Não poderia ser também uma filosofia?

R. Vamos um pouquinho mais adiante...sim, claro, poderíamos dizer que tem construção filosófica, numa definição de Edward Conze o Buddhismo é um pragmatismo dialético de fundo psicológico, então ele está dizendo que ele é prático, pragmático, pretende funcionar, é dialético porque tem este elemento filosófico de discussão, de procura de uma verdade racional e métodos de fundo filosófico, psicológico porque ele pretende usar a mente como alvo, uma espécie de psicologia bastante diferente da psicologia tradicional que nós conhecemos, mas com elementos de contato. Nós podemos ver que os métodos, por exemplo, da psicologia e seus objetivos são diferentes dos objetivos e métodos Buddhistas, por exemplo, no Buddhismo nós não queremos adaptar o homem ao mundo, mas normalmente o objetivo na maioria (não todas é óbvio) das linhas psicológicas é adaptar para que funcione bem no mundo. O Buddhismo não tem este objetivo, por exemplo, uma psicóloga pode trabalhar dentro de uma unidade militar para que os soldados sejam bem adaptados a sua função, e pode tratar, por exemplo, os soldados que sofrem de culpa por terem matado ou de angústia, ou de medo ou qualquer coisa assim e se for bem sucedida na sua tarefa terá sido uma boa psicóloga, o Buddhismo vê este objetivo como limitado, na realidade ele quer um outro homem e esse outro homem, na verdade, se recusaria a ser um agente de morte...