
"Seja Você a mudança que deseja no mundo", ou melhor, em lugar de protestar contra as atitudes alheias mude você mesmo seu mundo interior e o mundo que o rodeia, optando por ações isentas de violência e repletas de compaixão.
Uma interpretação bela e simbólica: o pé esquerdo significa o lado intuitivo, o direito a racionalidade.
Mas é melhor que estes entendimentos surjam na prática do que através de explicações, afinal
A junta militar que controla Mianmar decidiu reforçar a perseguição aos dissidentes que defendem reformas democráticas no país. Nesta terça-feira, fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters informaram que dez opositores do regime serão processados pela participação nas manifestações contra a junta. Um dos alvos do governo é Min Ko Naing (na foto, à direita), um dos organizadores dos protestos. Eles podem receber penas de até sete anos de prisão. Curiosamente, os dez dissidentes deverão ser processados por causa do envolvimento em um grande levante organizado em 1988, e não pelos protestos de agosto de 2007. Eles foram detidos na onda recente de manifestações, mas por enquanto não serão acusados formalmente por esse papel. De acordo com a Anistia Internacional, 700 dissidentes políticos foram detidos depois dos protestos do ano passado. A ditadura militar de Mianmar já dura quase 46 anos.
(Veja on-line)
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DATA | HORÁRIO | CANAL |
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29/01 | 21:00 | The History Channel |
30/01 | 01:00 | The History Channel |
30/01 | 13:00 | The History Channel |
Creio que o melhor roteiro seja o seguinte:
1) Envolver-se na prática com o grupo da cidade onde você está, se houver um, se não há criar um grupo de estudos do zen com apoio à distância, estamos criando um sistema com textos e palestras gravadas em vídeo para ensinar meditação e teoria budista.
2) Aproveitar para aprender o que for possível com o monge que os visitar. Grupos sempre conseguirão ser visitados para fazer prática orientada.
3) Ir ao encontro de mestres e assistir um sesshin com um deles. Dois mestres viajam pelo Brasil e ministram ensinamentos no zen, Monja Coen (abadessa) ou Saikawa Roshi (mestre).
4) Para fazer a cerimônia de Jukai, (votos) se eu fosse seu professor pediria que costurasse seu rakussu pessoalmente e tivesse realizado pelo menos dois retiros comigo, além de ter observado sua atuação na comunidade da Sangha e em entrevistas percebido seu comprometimento com o caminho e estado mental. Normalmente isto demanda em meu grupo um ano de prática ou mais. Após isto levo o aluno e o recomendo ao Roshi para que participe da cerimônia de Jukai.
5) Não pense que você precisa ter um mestre à sua disposição todo o tempo, jamais morei na mesma cidade que meu mestre em toda minha vida, isto não me impediu de seguir o caminho, tornar-me monge e criar grupos de prática bem sucedidos, apesar das dificuldades óbvias.
Sábado, dia 5 de janeiro, morreu de causas naturais, o Mestre Zen Ekiho Miyazaki, ‘kancho’ (superior) da escola Soto Zen Japonês e 78º abade do Eiheiji, o mosteiro fundado pelo Mestre Dogen em 1244 e um dos dois templos sedes da escola Soto Zen japonês. Estava com 108 anos de idade.
Nascido na Hyogo Prefecture, Miyazaki Zenji tornou-se abade do Eiheiji Temple, em setembro de 1993.
Trecho de excelente texto do Prof. Tam Huyen Van, seus escritos são um manacial de profundas análises sob a ótica do zen (Thien em Vitnamita):
"Assim, o que estamos buscando realmente? O que desejamos do mestre? Na verdade, todos queremos um pai. Até porque a mãe, mesmo a mais fria e cruel, não pode nos negar o fato de que habitamos seu útero, e com ela compartilhamos carne e sangue. Mas o pai... onde está nosso pai? Como atingi-lo, tocá-lo em sua intimidade, ser uno com ele? Onde está o útero paterno dentro do qual podemos nos forjar homens e mulheres íntegros e sábios? Eis o porque da busca pelo mestre ser uma busca de natureza yang, masculina, criativa; de uma certa forma buscamos a comunhão com o pai, queremos conhecer um modo de também unir nossa carne e sangue com a face masculina da vida. Pois apesar da aparente ditadura paternalista das sociedades humanas, somos muito mais órfãos do toque firme das sábias mãos paternas do que do suave embalar do amoroso colo materno. Por que? Porque a Mulher se define em si mesma, é íntegra em sua profunda união com a terra, é a representação da Raiz do Mundo. Mas o Homem se perde em muitas batalhas, está sempre imerso em uma peregrinação eterna para encontrar sua própria tradução, representa o inefável e fugidio Coração do Céu. Sempre temos a Grande Mãe próxima de nossas mãos e corações; já o Grande Pai, este temos de alcançar por esforço próprio, pois jamais estará no mesmo lugar duas vezes; o mestre não nos espera, ele caminha pela margem do rio, apontando sempre para a verdadeira meta: a margem oposta. Realmente, o Pai se move por caminhos misteriosos...
Mas quando esta constatação nos escapa, quando o vinho do místico não atinge nossos lábios com a força necessária, esquecemos o sentido da busca e queremos apenas um mestre que corrobore nossas metas, que nos diga aquilo que queremos ouvir, e que seja como nossas fantasias pessoais imaginam. Na tradição Taoísta, assim como na Zen-buddhista, há uma importante lição sobre o mestre, lição esta que aprendi no início de minha prática e que se provou completamente pertinente ao longo de meus anos de estudos e esforços: quase sempre subestimamos o verdadeiro mestre."
Íntegra aqui:O Reverendo é Decano do Conselho Consultivo do Colegiado Buddhista Brasileiro, CBB, o qual se empenha para a correta divulgação de informações sobre o Budismo e para a correção das eventuais distorções que aparecem na mídia.