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sexta-feira, 3 de julho de 2015

OS SALTOS DA PRÁTICA


Pergunta: Em relação ainda à analogia com o banho. Quando não estamos em sesshin, no nosso dia a dia, haveria uma hora melhor para esse "banho"? Início do dia ou final do dia? 

Monge Genshô: Olhando do ponto de vista prático, no início do dia, se você tem uma rotina de levantar e meditar, esse é o horário mais estável, menos perturbado por outras pessoas. Você levanta antes do resto da família e senta. Aí funciona muito bem. De noite, alguém liga para você e diz "vamos tomar um chope?" Pronto. A meditação já foi embora. É por causa disso. Mas os dois são funcionais, úteis, de manhã e de noite. Para cabeça, o de noite é muito importante, pois você vai dormir. Fazer meditação antes de dormir é excelente providência. Agora, os monges nos mosteiros, só para vermos como é a prática no monastério, você levanta de manhã, e às quatro e vinte já está sentado. Tem vinte minutos para se vestir, lavar o rosto e ir no banheiro. Aí você faz uma hora e meia. Quarenta minutos, dez caminhando mais quarenta. Depois começa o dia. Cerimônia, café da manhã, trabalho etc. Antes do meio dia mais uma vez. No meio da tarde mais uma vez, de noite mais uma vez. Somando, dá no mínimo quatro horas e meia por dia de meditação ou seis horas. Quando tem período de retiro, dá mais tempo. 

Mas estamos falando de um modelo de uma pessoa que foi para um mosteiro. O leigo que está praticando em casa, se ele faz duas vezes por dia, já é um praticante diligente. E eventualmente faz retiros para aprofundar. Essa prática diária leva você a outro nível de calma, mas não aprofunda, não é suficiente para isso. Para ir fundo precisa de uns dois ou três dias de prática intensa. Aí você dá saltos na sua compreensão espiritual, nos seus insights. Isso sim pode levar a você a se aproximar dos níveis de iluminação que são possíveis, que são muitos, dos quais o primeiro é uma compreensão acurada da vida, dos mecanismos da vida, uma libertação das ilusões, uma compreensão de que o eu pessoal é uma construção mental e não uma realidade. Aquilo que você acredita que é, quando percebemos que isso é uma construção temporária, muita coisa desaba na vida. Assim, ouvindo aqui, não tem muito impacto. Mas se você vir isto, é altamente destruidor e libertador.


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Disciplina da mente




1) Dentro de uma prática regular, o que o senhor considera bom e razoável, para manter uma disciplina e um condicionamento da mente?

Monge Genshô: Seria bom fazer zazen duas vezes ao dia. Mas mais importante do que só fazer zazen, é começar a prestar plena atenção naquilo que se está fazendo. O que estou fazendo? Plenamente presente significa a mesma mente do zazen, sem ficar no passado nem no futuro. Lavar a louça: lavar a louça. A água caindo nas mãos, detergente no prato, tudo bem limpo, ficou sem gordura, enxaguar, sentir a temperatura da água, colocar para escorrer, outro prato. Aqui e agora. Nada de pensar no que eu vou fazer amanhã, o que aconteceu ontem, as contas para pagar, nada. Você vai fazer zazen lavando pratos, isso é bem importante.

Se você conseguir treinar no zazen estar presente naquele momento, você pode transferir para aquilo que você está realizando, e isso você pode fazer até 24 h por dia. Com uma prática assim, sua mente vai mudar muito, muito.

Dirigir um carro é um desafio. Você está andando, vem alguém atrás, buzina. Você não pensa nada, não se irrita, não se mobiliza, pensa que ele deve estar com mais pressa e dá passagem para ele. Ele passa do lado e diz uns palavrões porque você estava atrapalhando, e você não diz nada. Aceita como se fosse água caindo do chuveiro. Nada, não responde nada. E não continua pensando no assunto, continua dirigindo e dez metros depois você tem que ter esquecido os palavrões. Tentar não ficar com sentimento de ansiedade ou raiva depois, é isso que você tem que conseguir. Não levar nada em conta. (continua)

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

A disciplina da plena atenção



 (Final da palestra do Ven. Dhammadipa no DaissenJi em Florianópolis)
A seguir temos a importância da plena atenção. Buddha ensina que apenas teremos sucesso na prática se praticarmos quatro posturas. Praticar nas quatro posturas significa praticar enquanto sentado, enquanto em pé, enquanto andando e enquanto deitado. O sutra explica que a única forma de obter claridade é praticar com devoção e ininterruptamente. Esta é a prática da plena atenção. Caso consiga praticar a plena atenção nas quatro posturas ininterruptamente, estará plenamente Iluminado. Devemos praticar nessa direção enquanto estivermos conscientes. Caso permaneça neste tipo de plena atenção, está vivendo no Brahmaloka – no paraíso – mesmo estando aqui.

Temos agora a última e curta parte, abordando a sabedoria. Então, ao praticar neste sentido, você deverá “ditthiñca anupaggamma”, deverá abandonar todas as visões. Você deve ser sīlavā, deve ser disciplinado. Como abandonar todas as visões? E como ser verdadeiramente disciplinado? Ambas as virtudes serão atingidas quando compreendermos a originação dependente com intimidade. Tudo que existe, existe em relação a algo. Existir em relação a algo significa ser impermanente. A impermanência apenas existe onde há vazio, pois se algo permanece na sua experiência é, então, imutável. De acordo com o budismo, devemos entender a impermanência a fim de compreender o que está além da impermanência. Tudo muda por não ter uma natureza própria. Apenas pode mudar por conter o vazio. Se algo possui natureza própria, não é capaz de mudar. Logo, a única coisa que possui natureza própria é o vazio em si. É por isso que o Sutra do Coração ensina que a forma, os sentimentos, os cinco agregados são de fato o vazio, não diferentes do vazio em si. Caso consiga ver isso, você é “dassanena sampanno”, aquele com o darśana, a visão direta. Com isso, “kāmesu vinaya gedham”, você estará livre de todos os apegos e não mais retornará ao samsara.

Você deve compreender que este sutra foi proferido a 500 bhikkhus determinados a tornar-se aharants. Caso deseje seguir o caminho do boddhisatva, deve entender claramente o estado de existência de um aharant. Devido a sua compaixão, o boddhisatva não se torna um aharant. Este é o caminho do boddhisatva.
(Traduzido na palestra por Hakudô San e decupado posteriormente da gravação)

segunda-feira, 30 de junho de 2014

A copa e as identidades


Pergunta – Queria que o Senhor nos orientasse quanto às práticas em casa.

Monge Genshô - A dificuldade das práticas em casa é a determinação. A disciplina. Você precisa pegar o seu zafu, criar um cantinho na sua casa, fazer um pequeno altar, lá acender incenso, e dizer: “eu vou me sentar, 10 minutos, mas eu não vou me levantar antes dos 10 minutos passarem”. Depois vou me sentar 20 minutos, e serão 20 minutos.

Se você fizer assim, criar o hábito e a disciplina, você começa a mudar sua mente, porque essa prática aqui é para aprender, e para sentir o apoio da sangha, mas nós não somos diferentes. Sim, eu sento muitas vezes, e faço muitos retiros, mas não sou eu, são vocês! São vocês que me pedem e eu venho e tenho que sentar de novo. E aí aparecem os efeitos, e depois outro e mais outro e esse é o privilégio de ser monge, porque a sangha força você a praticar. Quando você está sozinho em casa, não tem isso, então você precisa ter disciplina.

O melhor horário é de manhã cedo, porque a casa está em silêncio, e não é o horário que ninguém vai convidar você para sair e tomar chopp, então você senta e faz o zazen, de manhã cedo, à noite é mais difícil. Mas se algum de vocês tiver insônia, levante e sente. Se aconteceu qualquer coisa ruim que agita, levante e sente. Não tome comprimido, sente.  Depois de meia hora sentado você estará caindo de sono, levante e deite na cama. Duas vantagens: não tomou o remédio e se livrou do problema, conseguiu colocá-lo na perspectiva correta, lá fora do meu “eu”, esse “eu” que eu acredito e que pode ser ofendido, que pode ser incomodado, que pode ser demitido, que pode ir pro SPC, esse eu todo em que me convenceram a acreditar.

Eu posso jogá-lo fora, porque foi só um jogo que outros criaram para mim. Eu não preciso entrar no jogo dos outros, eu posso jogar meu próprio jogo, que é me libertar de cada penduricalho que eu colocar na minha vida.

Qual é o time aqui? Goiás não é? Então você coloca a bandeira do Goiás e é mais uma fonte de sofrimento. O Goiás perde, você fica infeliz. Então, quanto mais coisas você pendura no seu eu, mais problema. Então, não se agarrem aos jogos e bandeiras que os outros criam. Nós vamos fazer sesshin agora, na época da copa, e quem estiver em retiro não vai saber resultado nenhum de jogo. Estaremos fazendo zazen, nós não entramos no jogo, é outro jogo.

Isso não quer dizer que nós não possamos ir no jogo e achar muito divertido. Mas do ponto de vista budista, como deveria ser? Eu deveria  ir, assistir o jogo, apreciar os bons lances de ambos os lados,  acabou, ganhamos, perdemos, etc, e acabou. Não tem nada, nada para levar para a rua. Não é?

Eu tive uma experiência fantástica uma vez, em 1998, na copa da França, me convenceram a botar uma camiseta amarela. Nós fomos a um restaurante na Champ´s Elysés, cheio de franceses, e eu cantei o hino deles com eles e depois cantamos o nosso. E nós perdemos o jogo, vocês lembram. E eu estava com a camiseta amarela, minha identidade estava pregada em mim, e eu saí na rua, e os franceses pediam desculpas,  muito gentis. Atrás de nós um grupo gritava que nós voltaríamos a pé para a América do Sul, um grupo de argentinos... E como o metrô fechou e a cidade parou, nós tivemos que ir à pé até a Opera onde era nosso hotel, com esses acontecimentos todos sucedendo, eeu vi o que é que é ter uma camiseta amarela no corpo. Uma identidade. E eu não era Monge!

Então, a gente sofre pela identidade que veste, que você assume, é bem assim.
(fragmento de palestra em Goiânia, continua)

terça-feira, 20 de agosto de 2013

O estudo e a prática



Venerável Dhammadipa continua: Concordo com Genshô Sensei, o estudo não deve ser colocado de lado, existe uma tendência no Japão de separar completamente o estudo da prática e isso não é o que tem acontecido na China. Muitos dos grandes mestres do passado não foram somente grandes praticantes, mas também profundos estudiosos. Você deve ponderar os dois lados e nunca exagerar para lado nenhum. Minha posição é que há que combinar a prática, com o estudo. Fui afortunado que meus professores eram bons iogues e bons estudiosos. De acordo com o Budismo, há três tipos de sabedoria: a sabedoria de ouvir, a sabedoria de contemplar ou de meditar e a sabedoria de conectar-se diretamente com o Samadhi. A sabedoria do Budismo sempre esteve ligada a esses três tipos de sabedoria.
O Zen não é uma exceção. O tempo que determinamos para compreender o Zen deve ser o tempo que dedicamos para compreender todas as coisas. Quando compreendemos isso, compreendemos o quanto necessitamos de disciplina. Disciplina significa ver todas as coisas através do Dharma. Se fizermos isso, seremos bem sucedidos na prática do Dharma. Para ser uma prática útil, temos que olhar profundamente dentro disso e realizar uma prática integrada, é isso que foi enfatizado por todos os grandes mestres da China.

(Palestra no Daissen Ji, em Florianópolis, traduzida por Pedro San, decupada da gravação por Chudô San e revisada por Rachel San.)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Japão e a influência do budismo no comportamento


JAPÃO - por Monja Coen Sensei


Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão, me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês: kokoro.

Kokoro ou Shin significa coração-mente-essência.

Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar à serviço e disposição do grupo, das outras pessoas, da natureza ilimitada?

Outra palavra é gaman: aguentar, suportar. Educação para ser capaz de suportar dificuldades e superá-las.

Assim, os eventos de 11 de março, no Nordeste japonês, surpreenderam o mundo de duas maneiras.

A primeira pela violência do tsunami e dos vários terremotos, bem como dos perigos de radiação das usinas nucleares de Fukushima.

A segunda pela disciplina, ordem, dignidade, paciência, honra e respeito de todas as vítimas.

Filas de pessoas passando baldes cheios e vazios, de uma piscina para os banheiros.

Nos abrigos, a surpresa das repórteres norte americanas: ninguém queria tirar vantagem sobre ninguém. Compartilhavam cobertas, alimentos, dores, saudades, preocupações, massagens. Cada qual se mantinha em sua área. As crianças não faziam algazarra, não corriam e gritavam, mas se mantinham no espaço que a família havia reservado.

Não furaram as filas para assistência médica – quantas pessoas necessitando de remédios perdidos – mas esperaram sua vez também para receber água, usar o telefone, receber atenção médica, alimentos, roupas e escalda pés singelos, com pouquíssima água.

Compartilharam também do resfriado, da falta de água para higiene pessoal e coletiva, da fome, da tristeza, da dor, das perdas de verduras, leite, da morte.

Nos supermercados lotados e esvaziados de alimentos, não houve saques. Houve a resignação da tragédia e o agradecimento pelo pouco que recebiam. Ensinamento de Buda, hoje enraizado na cultura e chamado de kansha no kokoro: coração de gratidão.
Sumimasen é outra palavra chave. Desculpe, sinto muito, com licença. Por vezes me parecia que as pessoas pediam desculpas por viver. Desculpe causar preocupação, desculpe incomodar, desculpe precisar falar com você, ou tocar à sua porta. Desculpe pela minha dor, pelo minhas lágrimas, pela minha passagem, pela preocupação que estamos causando ao mundo.

Sumimasen. Quando temos humildade e respeito pensamos nos outros, nos seus sentimentos, necessidades. Quando cuidamos da vida como um todo, somos cuidadas e respeitadas.

O inverso não é verdadeiro: se pensar primeiro em mim e só cuidar de mim, perderei. Cada um de nós, cada uma de nós é o todo manifesto.

Acompanhando as transmissões na TV e na Internet pude pressentir a atenção e cuidado com quem estaria assistindo: mostrar a realidade, sem ofender, sem estarrecer, sem causar pânico.

As vítimas encontradas, vivas ou mortas eram gentilmente cobertas pelos grupos de resgate e delicadamente transportadas – quer para as tendas do exército, que serviam de hospital, quer para as ambulâncias, helicópteros, barcos, que os levariam a hospitais.

Análise da situação por especialistas, informações incessantes a toda população pelos oficiais do governo e a noção bem estabelecida de que “somos um só povo e um só país”.

Telefonei várias vezes aos templos por onde passei e recebi telefonemas. Diziam-me do exagero das notícias internacionais, da confiança nas soluções que seriam encontradas e todos me pediram que não cancelasse nossa viagem em Julho próximo.

Aprendemos com essa tragédia o que Buda ensinou há dois mil e quinhentos anos: a vida é transitória, nada é seguro neste mundo, tudo pode ser destruído em um instante e reconstruído novamente.

Reafirmando a Lei da Causalidade podemos perceber como tudo está interligado e que nós humanos não somos e jamais seremos capazes de salvar a Terra. O planeta tem seu próprio movimento e vida. Estamos na superfície, na casquinha mais fina. Os movimentos das placas tectônicas não tem a ver com sentimentos humanos, com divindades, vinganças ou castigos. O que podemos fazer é cuidar da pequena camada produtiva, da água, do solo e do ar que respiramos. E isso já é uma tarefa e tanto.

Aprendemos com o povo japonês que a solidariedade leva à ordem, que a paciência leva à tranquilidade e que o sofrimento compartilhado leva à reconstrução.

Esse exemplo de solidariedade, de bravura, dignidade, de humildade, de respeito aos vivos e aos mortos ficará impresso em todos que acompanharam os eventos que se seguiram a 11 de março.

Minhas preces, meus respeitos, minha ternura e minha imensa tristeza em testemunhar tanto sofrimento e tanta dor de um povo que aprendi a amar e respeitar.

Havia pessoas suas conhecidas na tragédia?, me perguntaram. E só posso dizer : todas. Todas eram e são pessoas de meu conhecimento. Com elas aprendi a meditar, a ter confiança, paciência, persistência. Aprendi a respeitar meus ancestrais e a linhagem de Budas.

Mãos em prece (gassho)

Monja Coen

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Instituição no zen


Vista de terreno doado para construção de um monastério em Florianópolis.

Sempre tivemos uma natural divisão entre os que se ligam a instituição e os que seguem caminhos independentes, históricamente, no entanto, são as instituições que trouxeram o budismo até os dias de hoje, preservando os textos, transmitindo, impedindo os mais variados exageros, mas com o peso natural de suas burocracias e autoridades.
Os centros do Dharma em si, também são instituições. E vemos os benefícios de suas paredes, biblioteca e evidentemente sua organização.
Pessoalmente não vejo um bom caminho senão na vinculação com uma instituição séria, e no procurar os que foram bem formados dentro dela, minha experiência com grupos mais independentes e caóticos não foi boa, são justamente neles que se estabelecem as mais acirradas lutas por poder e a falta de diretrizes básicas acaba criando situações tristes e quebra dos preceitos.
Uma leitura caótica dos textos pode induzir a uma crença libertária sobre o budismo, no entanto os grandes mestres fundaram mosteiros, preservaram a ordem e a hierarquia e ainda escreveram muito.
Infelizmente lemos textos não originais e praticamente ninguém leu o Vinaya Pitaka.
Acho o debate interessante mas já resolvido pelo zen budismo, cuja tradição narra que no seu primeiro Concílio, foi Mahakasyapa escolhido como Primeiro Patriarca, e o zen preserva a linhagem e a recita justamente para que a legitimação e a instituição seja preservada. Buda também esmerou-se na criação do Vinaya, expulsando da ordem os que não aceitavam as regras, isto era chamado de Prajika, ou seja " derrota", quando não conseguimos seguir a ordem e as regras isto significa que fomos derrotados no caminho. É uma história de 2 600 anos, não imagino que discutiremos uma caminho consolidado a tanto tempo, mas, é claro, visões diferentes são naturais, muitas vezes já ocorreram, apenas não sobreviveram a prova do tempo.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ainda me enfureço, que fazer?


R: Nós temos tres estágios de prática, de corpo, de fala e de mente. Você está narrando progressos em sua prática, mas quando não aprendemos a controlar o corpo é aí que começamos, não agindo, mesmo que as palavras saiam de nossa boca, a seguir temos que aprender a, mesmo que a mente se enfureça, ficarmos de boca fechada, e ao fim, atingir o estágio em que sequer a mente se envolve nos sentimentos, eles nem surgem. Continue com a meditação, mas pratique também a disciplina (sila).