quinta-feira, 15 de maio de 2008

Foto do Debate Público sobre a questão tibetana



Da esquerda para à direita sentados: Rev Joaquim Monteiro, Prof. Tam Huyen Van, Dep. Fed. Fernando Gabeira, Ver. Aspásia Camargo, Rev. Genshô, Rev. Isshin, (está oculto , nesta foto, o Prof. F. Marcondes Vellso na extrema esquerda). O local é o plenário da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro.

Relato do Prof. Tam Huyen Van sobre o debate do Rio


Prof. Tam Huyen Van do Zen Budismo Vietnamita (Thien)

Prezados Amigos,

Ocorreu nesta segunda, às 10 horas, no Plenário da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, o já divulgado Debate Público sobre a questão Tibetana. Gostaria de apresentar minhas impressões sobre o evento, após um pequeno período para reflexão e contemplação dos acontecimentos ocorridos.

Inicialmente, penso que seria importante valorizar e reiterar a importância do evento que, por si só, contribui grandemente para a consolidação da posição buddhista brasileira frente às questões de direitos humanos e valores éticos sociais, e fomenta - principalmente - a divulgação das propostas humanistas do Buddhismo.
O empenho demonstrado pela Vereadora Aspásia Camargo e o Deputado Fernando Gabeira foram, a meu ver, uma clara demonstração de que, apesar dos aspectos profundamente reprováveis associados à instituição política no Brasil e no mundo, não é sábio imputar a falta de respeito aos valores sociais a todos os membros da classe
política indiscriminadamente; existem muitas personalidades políticas cientes de sua responsabilidade na defesa do exercício da ética e da reflexão saudável sobre os graves problemas que afligem a humanidade - seja no Brasil ou no outro lado do mundo.

Lamento, contudo, a pouca participação de buddhistas praticantes e simpatizantes. Embora compreenda plenamente que o dia e horário não contribuíram para facilitar a presença de grande público, o fato de que o evento ocorreu apenas no Rio de Janeiro, e sempre considerando o aspecto não-doutrinário e não-coercitivo que fundamenta o exercício do Dharma (sem falar no fato inegável de que, no Brasil, o número de
buddhistas realmente praticantes é extremamente pequeno - há um número muito maior de pessoas simpáticas ao buddhismo, mas sem nenhuma real identificação com a prática do Caminho em sua profundidade), ainda assim gostaria de chamar a atenção de todos para
a natureza de nossas opções de ação e mobilização em relação ao buddhismo e assuntos buddhistas. É preciso refletir melhor sobre quais ações podem ser realmente úteis e válidas, e quais ações seriam apenas fruto de um entusiasmo puramente romântico ou artificial em relação aos conceitos de esforço correto e ação correta. Espero que,
no futuro, eventos semelhantes possam contar com a presença mais efetiva de pessoas interessadas em valorizar o desenvolvimento das propostas de consciencia e correto discernimento características do exercício ético buddhista na vida.

O caráter simples e despojado do evento, e o seu peso conceitual e reflexivo, foram cruciais para que uma porta fosse aberta no âmbito das ações buddhistas brasileiras. A participação do monge Gensho (em seu grande discurso final, onde penso que foi dada uma resposta adequada e firme às atitudes lamentáveis do Consul Geral da China) e
da monja Isshin (suas palavras gentis e admiráveis, e sua respeitável atitude de respeito humano e fraternidade ao representante chinês no evento), as afirmações contundentes e fortes do Reverendo Shaku Shoshin em defesa do povo tibetano, as ponderações compassivas e coerentes da Dra. Cerys e do Professor Flávio Marcondes, contribuíram a meu ver para apresentar à opinião pública e à classe política do
Rio de Janeiro a força reflexiva e determinação compassiva do buddhismo.

Reafirmo meu apreço pela aceitação, por parte do governo Chinês, do convite de participação enviado formalmente pelo Colegiado Buddhista Brasileiro. A presença do Cônsul Geral Li Baojun representou uma pequena esperança de que a disposição pelo diálogo consciente e honesto entre as partes também ocorra nos setores chineses de
relações internacionais.

Infelizmente, para o meu profundo desapontamento, as ações do Sr. Consul durante o evento não corresponderam àquelas expectativas. Em uma atitude pouco flexivel (a despeito de sua natureza simpática e amigável), o representante chinês limitou-se a apresentar uma versão doutrinária, extremamente alienada, e distorcida da questão tibetana. A atitude, a meu ver, confirmou para mim o caráter claramente difícil
da abordagem humanista e pacífica da questão tibetana em termos de linguagem e intenções, e que eu já havia antecipado em meu ensaio "Tibet - Entre Liberdades e Revoluções".

Não houve margem para o debate. Não houve espaço para a composição e correto esclarecimento das ações corretas ou inadequadas de todas as partes; apenas houve uma apresentação inócua e pouco coerente da versão partidária chinesa; houve uma tentativa de divulgação completamente inacurada dos fatos históricos associados às relações entre o Tibet e a China. Em meio a tudo isso, ao final de sua apresentação o Sr. Consul deixou a impressão de que o exercício de diálogo e abertura política, necessários para que a paz e a justiça prevaleça, ainda exigirá muito empenho e equilíbrio.

Saí do debate convicto de que, como buddhista e professor de dharma, devo ainda mais aprofundar minha prática de paciência e percepção correta em relação aos aspectos insalubres contidos nas mentes doutrinadas, presas a um modelo perverso de interpretação do mundo e da vida, aspectos esses que se apresentam em muitos grupos humanos, seja na China ou no Brasil, ou em qualquer lugar do mundo. A tarefa
de ação hábil e adequada para superar a crueldade das instituições ditatoriais e imperialistas é árdua, pode causar ressentimentos e raiva em muitos de nós, mas não devemos de modo algum sucumbir a tais erros ignorantes.

Neste contexto, gostaria de pedir a todas as pessoas sinceramente interessadas em contribuir para o esforço de liberação dos povos oprimidos, que jamais caiam no erro de perpetuar a ignorância das mentes fanáticas e intolerantes, agindo com raiva ou agressividade. Quanto mais percebemos o grau de insalubridade nas doutrinas
ditatoriais, nos discursos pobres em discernimento, na incapacidade de muitos em saber ouvir e falar com consciencia e maturidade argumentativa, mais devemos nos esforçar para evitar o ressentimento.

Após o debate, percebi que definitivamente não devemos imaginar que a injustiça e a insensibilidade são dos chineses pois tambem eles compartilham sofrimentos e frustrações (neste momento, também o povo chinês está vivendo a dor das perdas de vidas devido ao terremoto ocorrido no dia 12 de Maio), tal erro não pode ser imputado a toda uma nação - ou àqueles que compõem um grupo social, uma instituição
religiosa ou política, ou simplesmente um gênero sexual ou cor de pele. Um erro terrível ocorre quando imaginamos que todo um povo, toda uma classe, todo um grupo, é responsável pelas insanidades de seus governantes ou controladores. Não, a problemática está na incapacidade daqueles que são presas da motivação fanática e da visão egoísta e diferenciadora no mundo de superar sua pobreza de percepção.

Devemos buscar os meios hábeis para superar em nós mesmos esta ignorância destruidora, esta convicção espúria baseada em erros crassos de interpretação e entendimento, e que muitas vezes vemos com mais facilidade apenas nos outros; devemos praticar todos os dias a coragem de não desistir da paz, do cuidado no diálogo, e da meta maior e definitiva, capaz de curar e transformar a humanidade: o amadurecimento de nossa consciência, de nossa sabedoria, de nosso dom de resistir à falta de compaixão correta. Volto a repetir que a atitude compassiva e coerente não é uma atitude ingênua e condescendente: quem é capaz de agir com correta compreensão do
outro, o faz por força de seu discernimento e não por uma ingênua atitude de passiva aceitação.

Assim, sinto que me tornei ainda mais disposto a agir com cuidado e empenho a favor da prática de compreensão no mundo. Quanto mais ouço as palavras tolas daqueles que defendem um modelo de vida injusto e perverso, me sinto mais livre. E percebo que, mesmo através de torturas, terror e assassinatos, apesar do empenho implacável em
difundir delusórias intepretações dos fatos, os homens e mulheres alienados em profundo egoísmo, os poderes controladores e intolerantes, os governos insalubres, as facções terroristas e os movimentos fanáticos jamais prevalecem. Ao final, seus nomes serão apagados na memória da Vida, os atos cruéis e injustificados serão expostos ao tempo e à história com terrível clareza, e as entranhas insalubres de suas convicções jogadas à margem da grandeza humana.

No Dharma,
Tam Huyen Van

Carta do CBB à Embaixada da China


Mãe chora o corpo da filha morta. Habitantes abandonam cidade devastada.

Estimado Sr. Embaixador e membros da representação diplomática chinesa no Brasil,


O Colegiado Buddhista Brasileiro, em nome de seu corpo fundador, conselheiros e membros-colaboradores, vem por meio desta manifestar o seu pesar e solidariedade pelas vítimas do terremoto que atingiu a região central da China. O povo chinês sofre neste momento, e os seres que sofrem são uma preocupação para os budistas de todo o mundo.

Nos solidarizamos com o esforço do governo Chinês em superar este momento difícil de perdas e tragédias. Acompanhamos com alegria quando os esforços de regate das crianças soterradas nas escolas ou de pessoas em edifícios e prédios públicos ou particulares são bem-sucedidos, e lamentamos profundamente quando o trabalho de busca resulta em confirmação de mortes.

Sabemos da grandeza que a nação chinesa possui, e confiamos que o povo chinês saberá superar este momento tão triste.

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Atenciosamente,
Diretoria do Colegiado Buddhista Brasileiro

Que Todos os Seres Sejam Felizes

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Relato do Rev. Joaquim Monteiro sobre o evento do CBB na Câmara Municipal do Rio


Dep. Fernando Gabeira, decidido apoiador da causa do budismo tibetano perseguido pela tirania do governo da China.



Rev. Joaquim Monteiro, Membro do CBB, Monge budista da escola Jodo Shin

Foi realizado ontem o debate público sobre a questão tibetana na Camara dos Vereadores do Rio de Janeiro. O debate foi realizado sob a presidência da Vereadora Aspásia Camargo e contou com a presença do Parlamentar Fernando Gabeira. Fernando Gabeira estabeleceu laços bastante concretos entre a atual política da 'República Popular da China" e os acontecimentos recentes no Tibet e na Birmânia.
Participaram do evento representando o CBB a Monja Isshin, o Monge Genshô, o Professor Cláudio Miklos e eu.

Participaram também a DRA.Cerys Tramontini, especialista em direitos humanos e na questão tibetana e o Prof.Flávio Marcondes Velloso. Acredito que todos os
participantes deram contribuições importantes em seus aportes e que o evento enquanto tal foi um passo adiante para o reconhecimento da questão tibetana no espaço público de nosso país. Tivemos além disso uma inesperada contribuição da agência "Nova China" que me passou a impressão de estar atuando mais como polícia política do que como órgão de informações e do Cônsul geral da China no Brasil SR.Li Baojun que
ajudou a desmoralizar de vez o governo da "República Popular da China" com suas atitudes pueris e autoritárias.

A Monja Isshin em um ato de imensa maturidade política cedeu seu lugar para permitir a participação do ilustre representante da RPC. No entanto, esse ilustre senhor não só gastou um tempo enorme procurando em seu lap top as informações que deveria possuir através de seu discernimento político como assumiu uma postura essencialmente autoritária se recusando ao diálogo e lendo a cartilha de seu governo sobre a questão tibetana. O conteúdo dessa cartilha se restringia à justificação do genocídio do
povo tibetano através de distorções grotescas da análise histórica. Em particular, pude compreender quais são as fontes da perspectiva apresentada pelo SR.Slavoj Zizek em seu infeliz artigo no "mais".

Tudo isto já é essencialmente deprimente, mas o mais sério é que a política externa de nosso país se deixe influenciar de forma essencial pelas colocações de diplomatas sem formação ética e sem nenhum preparo político ou intelectual, diplomatas que não passam de agentes atravessadores das mistificações do governo de Beijing. Acredito que existe pelo menos uma lição a ser aprendida da questão tibetana por nós brasileiros:já está na hora de romper com essa política externa que serve aos interesses imperialistas do governo de Beijing e que se auto-justifica através de um "pragmatismo" completamente estúpido e irresponsável.

Sem mais-Gashô.
Shaku Shoshin.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Cônsul Geral da China diz que não há vítimas no Tibete


Li Baojun, o que tem que mentir por profissão.

Foi no Debate Público sobre a questão tibetana, promovido pelo Colegiado Buddhista Brasileiro, com o apoio do Deputado Fernando Gabeira e da Vereadora Aspásia Camargo na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. O Cônsul Geral da China, Li Baojun, acompanhado de vários assessores que não se cansavam de ostensivamente fotografar cada orador que se manifestava contra as ações da China no Tibete, estava sentado ao meu lado, na mesa da Câmara, por especial cessão de lugar feita pela Monja Isshin.
O Prof. Marcondes Velloso, que havia proposto uma ação junto ao Tribunal de Justiça Internacional de Haia, propôs um minuto de silêncio pelas vítimas tibetanas, o cônsul levantou-se, arrumou suas coisas, falou com um assessor e retirou-se. Após, em entrevista para a TV Globo, disse que não tinha porque fazer silêncio porque não haviam vítimas no Tibete!
Nada me restou do que dizer aos repórteres que o Cônsul é vítima de seu regime totalitário, que mente sob ordens, que como budistas sentimos muita compaixão por quem tem a tarefa de enganar, e distorcer os fatos para preservar um regime totalitário, repressor e assassino.

Rev. Genshô

O rosto de uma bodisatva

Quando morrer você não gostaria de ter construído um rosto e uma expressão assim? Nosso rosto na velhice é esculpido por nossas emoções, é produto de nosso carma, olhar para esta foto toca profundamente aqueles que sabem ver. (Rev. Genshô)




Uma das grandes heroínas polonesas da Segunda Guerra Mundial, Irena Sendler, que salvou a 2.500 crianças judias do gueto de Varsóvia, morreu nesta segunda-feira (12) aos 98 anos.


Segundo a filha dela, Janina Zgrzembska, Irena havia sido internada desde o mês passado em um hospital de Varsóvia por conta de uma pneumonia.

Assistente social, Irena Sendler trabalhou antes da guerra com famílias judias pobres de Varsóvia.

A partir do outono de 1940, passou a correr riscos ao fornecer alimentos, roupas e medicamentos aos moradores do gueto instalado pelos nazistas.

No fim do verão de 1942, Irena Sendler se uniu ao movimento de resistência Zegota, (Conselho de Ajuda aos Judeus).

A polonesa conseguiu retirar de maneira clandestina milhares de crianças do gueto e as alojava entre famílias católicas e conventos.

As crianças eram escondidos em maletas e retiradas por bombeiros ou em caminhões de lixo. Em alguns casos chegavam a ser escondidas dentro dos abrigos de pessoas que tinham autorização para entrar no gueto.
Fonte: G1

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Budismo e saúde


De 13 a 15/05 - Lama Padma Samten em Florianópolis

PALESTRAS PÚBLICAS

MESAS DE DIÁLOGOS COM IMPORTANTES CONVIDADOS
coordenador geral: Lama Padma Samten, mestre do budismo tibetano
mediador: Monge Genshô, monge zen budista
abertura dos trabalhos: Beloni Pauli Marterer, Fundação Cultural Simpozio

13/05 terça-feira – Saúde e Espiritualidade
Dra. Rosane Teresinha Gonçalves – Médica, neuropediatra, membro da Associação Médica Espírita e colaboradora do Centro de Apoio ao Paciente com Câncer (CAPC), Ribeirão da Ilha, Florianópolis, SC

14/05 quarta-feira – Saúde do Corpo, Fala e Mente
Dra Luigia Affonso Ferreira Nardone - Médica Antroposófica, euritmista e médica escolar, parte do corpo clínico da Clínica Vialis em Florianópolis e docente na formação em Antroposofia Básica e formação de professores para a Pedagogia Waldorf.
Marco Shultz - Formado em Eduacação Física e Ciência do Exercício, é professor de yoga e empresário, praticante de Vipassana e diretor proprietário da Simplesmenteyoga, Florianópolis, SC

15/05 quinta-feira – Ações Saudáveis
Dr. Morongo, médico, empresário e surfista, diretor proprietário da Mormaii, Garopaba, SC
Dra Leila Francischelli, médica da família, praticante budista e orientadora da Dança Mandala de Tara
INFORMAÇÕES

Horário: 19:30h - 21:30h
Local: Fundação Cultural Simpozio - Rua Prof. Huberto Rhoden, 274 – Campeche
Contribuição Espontânea: valor sugerido R$10,00 (por encontro)

CONTATO

floripa@caminhodomeio.org
Tel: (48) 9105-9566 | (48) 9163-9199

domingo, 11 de maio de 2008

Suicídio é aprovado pelo budismo?


A matéria "O céu dos suicidas" tem alguns erros em suas afirmações e apreciações tanto em relação ao Xintoísmo quanto ao Budismo. Nem o Budismo nem o Xintoísmo sancionam a prática do suicídio.

Quem fala em "pecado" no Budismo e no Xintoísmo está tendo uma atitude etnocêntrica
porque está projetando sobre outras visões do mundo conceitos próprios do
universo judaico-cristão. Sendo o Xintoísmo uma religião arcaica de cunho xamânico não tem nem pode ter noção de pecado, mas sim tabus de impureza e pureza. Quem derrama o próprio sangue ou o de outrem não se torna pecador, mas sim impuro. As mesmas noções aparecem também, por exemplo, na Mitologia Grega, onde há muitos relatos de culpados de assassinato (inclusive deuses!) que se dirigem a santuários para serem purificados da poluição produzida pelo sangue derramado.
Quanto ao Budismo, todo ato produz karma, ou seja, toda ação provoca conseqüências e o suicídio não escapa disto, sendo um ato destruidor e provocador de maus resultados. Nos textos dos Sutras Budistas, vemos o Buda Histórico Sakyamuni advertindo contra dois tipos de desejo contrários entre si:

1- O desejo de autoperpetuar-se indefinidamente, ligado à falsa concepção de um eu estável,ou,alma"atman";
2- O desejo de auto-destruir-se (que é o que conduz ao suicídio).


(Carta do Colegiado Buddhista Brasileiro enviada originalmente à redação de Veja sobre matéria com erros sobre o budismo)

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Veja os animais na natureza....


"Veja os animais na natureza...os pássaros são verdadeiramente pássaros, o peixe é verdadeiramente peixe.
Mas seres humanos não são verdadeiramente eles mesmos. Então o Zazen é o caminho para nos tornarmos nós mesmos."

Saikawa Roshi

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Brasil pela Birmania


Brasil pela Birmania

O Centro Buddhista Nalanda (uma entidade registrada, civil e sem fins lucrativos, há 20 anos atuando no Brasil), em associação com o Buddhist Aid Trust (entidade de caridade registrada na Inglaterra), o Myanmar Cyclone Recovery Fund e nossos amigos birmanêses em Londres de um dos maiores portais buddhistas da tradição buddhista, o Nibbana.com, lança agora uma campanha brasileira para recolher fundos para os milhares de desabrigados devido à tragédia do ciclone Nargis.

Nossa campanha se chamará "Brasileiros pela Birmânia/Brazilians for Burma Recovery" e conta com a ajuda de todos vocês que lêem está mensagem. Por favor, contribuam, ainda que 5 ou 10 reais. Cada centavo depositado será repassado ao Buddhist Aid Trust e entregue diretamente às vítimas do ciclone, e independentemente da religião e etnia dos envolvidos. Ou seja, não é apenas para buddhistas, mas para todos que sofrem as terríveis perdas humanas e materiais advindas do ciclone.

Participe dessa campanha humanitária, doando e divulgando!

Aqueles que quiserem fazer suas contribuições diretamente no site da Buddhist Aid Trust, via paypal ou cartão de crédito podem acessar seu site. Mas para facilitar os moradores no Brasil, o Centro Buddhista Nalanda disponibiliza uma conta específica para esse fim. Todos os depósitos nessa conta serão repassados integralmente para nossos amigos da Buddhist Aid Trust, que trabalhará junto com respeitáveis organizações não-governamentais e outros sistemas de distribuição diretamente para as vítimas envolvidas. Não é preciso nos avisar do depósito, pois essa é uma conta exclusiva para esse fim.

Vamos nos unir nessa tragédia mundial. Mesmo que sejamos capazes de doar apenas um pouco, qualquer quantia certamente salvará vidas. Lembrem-se, 1/3 da população da Birmânia vive abaixo da linha de pobreza. Um professor ganha 90 reais ao mês! Qualquer valor que vocês puderem ajudar, certamente conta!

Doem, divulguem entre amigos, sites e listas. E aqueles que possuírem sites de entidades que queiram dar seu apoio nominal à campanha, ou quiserem mais esclarecimentos entrem em contato com nosso email. Endereço oficial da campanha brasileira:

Campanha "Brasileiros pela Birmânia/Brazilians for Burma Recovery"

http://nalanda.org.br/seva/brasil-pela-birmania


Patrocinadores:

Centro Buddhista Nalanda
Buddhist Aid Trust
Myanmar Cyclone Recovery Fund
Nibbana.com
Apoiam a Campanha:
Colegiado Buddhista Brasileiro
Não deixe de participar nesse ato humanitário. Qualquer quantia representa mais dias de vida para alguém.

"Debate Público sobre a Questão Tibetana"

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Tudo tem uma causa? Merecemos o que sucede?


(Foto de Michel Cunha, retiro em Florianópolis)
A meditação é uma poderosa maneira de alterar o carma.

R: É simples, “mérito” é resultado cármico, para o bem e para o mal, tudo é consequência, mas também pode ser alterado, embora isto exija esforço, a medida que você cria uma nova mente através da prática o seu carma se altera e você naturalmente procurará coisas melhores. E melhores coisas acontecerão a você.
Se você está procurando o Dharma é porque tem impulso para tanto, de onde vem este impulso? De mérito, de interesse cármico por já haver acumulado tendências deste tipo em existências passadas. Qualquer coisa que você veja é um resultado de uma causa, mesmo as injustiças. Por isto falamos em mérito ( que vem de merecer) merecemos o que nos acontece pois acumulamos carma que leva a isto, inclusive o carma de ser humano e viver neste tipo de mundo e país, e família, etc... Você não lembra mas o mérito está aí. Desta forma você não precisa acreditar em carma, apenas precisa se dar conta que é lógico que tudo, tudo mesmo, tem uma causa, que nada acontece de graça.
Rev. Genshô

terça-feira, 6 de maio de 2008

Final de retiro em Florianópolis



"Abandonar tudo e apenas seguir..." É isso que fazemos ao ouvir o sinal para a próxima tarefa. Cada toque de sino, cada batida na madeira....Um novo Zazen, uma nova refeição, um novo dia...A realidade intocável, quando tentamos pegá-la ela já se foi...
A prática conjunta, abandonar a nós mesmos e viver em harmonia com tudo o que nos cerca. Fazer tudo em harmonia - com os outros, com os objetos, com o ambiente.
O vendo batendo no rosto, a chuva cai lá fora....tudo já é perfeito.

No Dharma,
Gasshô,
Kashin

Zazenkai com Rev. Saikawa Roshi

Zazenkai com Rev. Saikawa Roshi

A Associação Zen de Campinas tem a honra de anunciar esta atividade aos seus membros e interessados.

* Local: chácara no Distrito de Souzas - Campinas - SP
* Dia: sábado, 24 de maio, com chegada às 8 h e término às 17h30min.
* Inscrições: até 22 de maio, pelo e-mail zencampinas@uol.com.br.
* Contribuição: R$50,00 para associados - R$70,00 para visitantes (almoço e chá incluídos).

A contribuição deve ser feita antecipadamente. Vagas limitadas!
Maiores informações pelo email zencampinas@uol.com.br.

Atenção: Interessados que nunca praticaram zazen devem primeiro entrar em contato para orientação.

O que é um Zazenkai: Trata-se de um encontro de um dia de praticantes Zen com a finalidade de praticar zazen (meditação sentada), ouvindo uma palestra sobre o Zen e recebendo o dokusan (entrevista formal com o Mestre).

Quem é o mestre Saikawa: Nasceu e foi criado em Nagasaki, no Japão. Foi monge Theravada na Tailândia, voltou ao Japão e entrou na tradição Soto Zen Shu. Esteve morando nos Estados Unidos por alguns anos, ajudando no Zen Center of Los Angeles e nos grupos afiliados de Nova Yorque. Ao voltar ao Japão se tornou um dos oficiais professores no Templo Sede de Soji-ji, em Yokohama. Tem alunos e grupos de Zazen nos Estados Unidos, Europa, Austrália e Japão. Dosho Saikawa Roshi é o atual abade do Templo Busshin-ji em São Paulo e, igualmente, responde como provincial à missão da Escola Soto Zen para a América do Sul. Para informações sobre o mestre, acesse o blog Sanghamargha.

Aguardamos sua participação!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

China mantem sua postura de aceitar conversar e ao mesmo tempo atacar duramente.

A política da China, que já teve reuniões com emissários do Dalai Lama seis vêzes no passado, parece claramente ser de fingido desejo de fazer algo pela liberdade religiosa e cultural no Tibete. Ao atacar e aceitar conversar passa a mensagem de que pretende somente parecer aberta, mas na realidade continuar com sua insensata política de genocídio cultural do povo Tibetano.

Abaixo notícia publicada em Veja On Line:


China ataca os 'crimes monstruosos' de Dalai Lama

AFP


Em meio às tentativas de manter um diálogo sobre a situação do Tibete, a China acusou o Dalai Lama de cometer "crimes monstruosos". "Após o incidente de 14 de março em Lhasa, o Dalai não apenas se recusou a admitir seus crimes monstruosos como também continuou a perpetrar fraudes", afirmou um artigo publicado por um jornal estatal nesta segunda-feira. O ataque aconteceu um dia depois de um encontro entre representantes das duas partes, que estavam havia quase um ano sem diálogo.

O artigo, que não mencionou a reunião de domingo, disse que a "panelinha do Dalai" está tentando "confundir a opinião pública e incitar o ódio étnico". Na véspera, autoridades chinesas e dois enviados do líder espiritual tibetano se encontraram em um local secreto na cidade de Shenzen, sul do país. Nenhum avanço foi anunciado, mas um novo encontro foi marcado, embora ainda sem data definida, segundo a agência estatal de notícias chinesa Xinhua. As conversações entre a China e o Tibete começaram em 2002. No ano passado, elas foram suspensas pela China.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Sesshin em Florianópolis



Durante este fim de semana os praticantes de Florianópolis estarão em um retiro zen. Apenas meditação, ensinamentos e sutras. Domingo à noite retornaremos.

A imagem é do período Gandhara, influências gregas iniciaram a estatuária buddhista.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Há algum problema em tatuar temas religiosos no corpo?



Costumo dizer que as tatuagens têm o efeito de distinguir a pessoa, torná-la diferente dos outros em algo. Pode mesmo ser bela mas é mais uma armadilha do ego e da identidade que quer se reforçar. Fazemos isso constantemente com as roupas, com os conhecimentos, com os títulos... E tudo isso nos afasta da libertação.
Não importa o motivo da tatuagem, ela tem o mesmo efeito das jóias e de todos os adesivos que colamos a nós mesmos para nos distinguirmos e nos apreciarmos ainda mais como seres especiais, diferentes. Se buscamos nos libertar, para que criar ainda mais reforços egóicos?

Rev. Genshô

quarta-feira, 30 de abril de 2008

"Debate Público sobre a Questão Tibetana"


Prezados Irmãos no Dharma


O Colegiado Buddhista Brasileiro, contando com o apoio da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro e do Deputado Fernando Gabeira, estará realizando no dia 12 de Maio, às 10 horas, no Plenário da Câmara Municipal do Rio de Janeiro o "Debate Público sobre a Questão Tibetana" juntamente com lideranças budistas brasileiras, o qual será registrado nos anais e divulgado no Diário Oficial.

É um evento que liga os políticos brasileiros à causa do Dalai Lama, e uma oportunidade especial para nos manifestarmos e fazer diferença em favor do oprimido povo tibetano, reforçando a posição do Budismo Brasileiro em prol do exercício da não-violência e da paz, do diálogo entre povos e culturas, e o respeito aos direitos de todos os seres.

Sendo necessário o maior apoio possível ao evento, solicitamos a todos os que deste tomem conhecimento que o divulguem em todas as listas públicas e particulares, blogs e sites, convidando os budistas e simpatizantes com a causa tibetana a comparecerem ao Plenário da Câmara.

Debate Público sobre a Questão Tibetana
Dia 12 de Maio às 10 Horas
Plenário da Câmara Municipal do Rio de Janeiro - Palácio Pedro Ernesto - Praça Marechal Floriano, s/n, Cinelândia, Rio de Janeiro.


Em nome do Dharma,

Prof. Maurício Ghigonetto (Shaku Hondaku)
Presidente

Membros Fundadores

Rev. Wagner Bronzeri (Shaku Haku-Shin)
Site Oficial
http://www.honganji.dharmanet.com.br

Rev. Genshô
Escola Soto Zen
www.chalegre.com.br/zendo

Dhammacariya Ricardo Sasaki (Dhanapala)
Site Oficial
http://www.nalanda.org.br/

Prof. Claudio Miklos (Tam Huyen Van)
Site Oficial
http://tamhaovan.multiply.com

Conselho do CBB

Lama Chagdud Khadro
Rev. Rinchen Khyenrab
Rev. Heila Downey (Poep Sa Nim)
Ven. Uttaranyana Sayadaw
Rev. Shaku Sogyo
Rev. Dr.Ricardo Mário Gonçalves
Rev. Sinceridade
Rev. Coen Sensei

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Colegiado Buddhista Brasileiro
http://cbb.bodhimandala.com
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Sarve Bhavantu Mangalam - Que Todos os Seres Sejam Felizes

terça-feira, 29 de abril de 2008

Trilhas em Florianópolis



Grupo de praticantes de Florianópolis que fazem trilhas, neste caso a da Costa da Lagoa, é tempo de confraternização e contemplação.