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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Casamento zen budista na Ilha do Papagaio SC

No domingo dia 10 de julho de 2016 foi celebrado o casamento, no ritual zen budista, de Caroline e Luís Cláudio.

O oficiante foi monge Genshô, o cenário deslumbrante foi um bom coadjuvante para a cerimônia emotiva que o rito budista proporciona.

Pela primeira vez cenas de drone foram incluídas no vídeo. A cerimônia zen budista se caracteriza pela ênfase na emoção e na promessa, são os noivos que lêem um para o outro seu juramento pessoal. Neste, o mar como fundo, propicia excelentes metáforas sobre a vida, o tempo, a transitoriedade e o amor.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Casamento à beira do mar


Dia 9 de abril, na Praia Brava em Florianópolis, o casamento zen budista de Francine e João David. A cerimônia zen budista se caracteriza pela ênfase na emoção e na promessa, são os noivos que lêem um para o outro seu juramento pessoal. Neste em particular o mar como fundo propicia excelentes metáforas sobre a vida, o tempo, a transitoriedade e o amor profundo.
Mais sobre casamentos zen budistas em http://casarzen.blogspot.com.br/

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O budismo está vivo

Foto de Mauricio Hondaku

Pergunta: Estamos falando do Zen japonês, não?

Monge Genshô: Sim. Nós estamos falando em Zen, e Zen é uma a palavra japonesa. Existe zen em outros países mas com nomes locais, Ch’an,  Son, Thien. Mas isso, em relação a casamento só acontece no Japão porque, em 1872, houve um édito imperial que ordenou aos monges budistas de todas as ordens que casassem. Na realidade, a intenção do império japonês era enfraquecer o budismo, para fortalecer o Xintoísmo, que era uma religião nacional. Era um movimento nacionalista e militarista do Japão, que acabou redundando primeiro em vitórias como a que houve contra a Rússia, por exemplo, em 1905, na guerra russo-japonesa. Depois, na invasão da China, na Manchúria, e acabou culminando na sua aventura militar contra os Estados Unidos. Tornaram-se aliados do eixo, da Itália e da Alemanha, na 2ª Guerra Mundial, e acabaram com uma derrota fragorosa.

Antes deste período, durante 250 anos o Japão ficou isolado, pacífico. Não empreendeu nenhuma guerra, não se militarizou, não invadiu ninguém. Foi um grande período de prestígio do Zen, porque ele estava sob o governo de samurais, do Xogum. Embora eles fossem guerreiros, eles estavam impregnados da filosofia do Zen. E isso redundou num imenso pacifismo e num treinamento de toda a população japonesa num outro padrão de educação, porque o Japão estava longe de ter a educação que tem hoje, no período anterior. Antes desse período ele viveu guerras civis violentas, assaltantes nas estradas, roubos, era um país em convulsão constante. A unificação do Japão ocorre por volta de 1600 e inicia esse período, que é o período “Tokugawa” – período de domínio dos Xogum. Depois de 1868, vocês viram que o edito ordenando aos monges para que se casassem, de 1872, era uma tentativa de desmoralizar a instituição monástica budista, perante a população. Na verdade, é um desses tiros pela culatra. Não deu muito certo. É como se hoje o Papa resolvesse reformar o celibato católico e dissesse aos padres que poderiam se casar. Talvez nós tivéssemos uma grande revolução no catolicismo, através do surgimento de muitas vocações religiosas, não é?  E, talvez isso, em vez de ser uma fraqueza, como aconteceu com o Zen, acabasse sendo uma fortaleza. Poderia acontecer.

Na realidade, houve uma tentativa de desprestígio do budismo, através dessa ordem para os monges. Mas, agora nós temos aqui  exemplos. Eu sou casado, o monge Tokushi é casado, o postulante a monge Daitetsu San é casado. E aí o florescimento fica mais fácil, bem mais fácil. Essa é uma consideração, vamos dizer assim, organizacional. Mas, também mostra um fato, que eu estou repetindo sempre, de que o budismo é vivo. Ele não é uma coisa morta, congelada em ensinamentos de 2600 anos atrás. Sempre que alguém vem e me diz assim,  “ah, os quatro elementos, o ar, a terra, a água, o fogo, não é... e a vacuidade...”  Quando alguém diz isso, eu sempre penso: “isso ainda é atraso no budismo”. Porque nós já passamos há muito tempo desse tipo de concepção do universo. Pode ter uma vantagem simbólica para narrações, um sentido alquímico, mas nós temos a tabela periódica dos elementos, hoje. Podemos achar outras imagens. Eu nunca uso esse tipo de teoria de dois milênios atrás como forma de ensinar, porque acho que, na realidade, não ajuda mais. Não adianta nós falarmos em astrologia, ou alquimia, ou coisas assim. Isso não ajuda. É melhor nós olharmos o conhecimento moderno e adaptarmos ao budismo. E o budismo está vivo o suficiente para lidar com tudo.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Monges zen e casamento



Quadro de Eduardo Salinas
Pergunta: Monge, o senhor pode falar um pouco sobre o contexto da fala de Buda que diz sobre o abandono da família?

Monge Genshô: Ela perguntou sobre Shukke Tokudo, que é a ordenação de Monge. Então, Buda deixou sua família – mulher, filho – e foi pra floresta praticar. E, nos primeiros tempos, a tradição sempre foi os monges deixarem o lar e seguirem apenas o caminho monástico. Isso durou milênios na realidade. Os Monges Zen japoneses casam-se desde 1872, ou seja, é um acontecimento recente na história do Zen. Mas, como eu já expliquei numa palestra anterior que foi publicada, o vinaya indiano, que são as primeiras regras do tempo de Buda, foram abandonadas pelo Zen já por volta do ano 720 d.C.

Pai-Chang, na China, adaptou as regras para um outro contexto. Na Índia e no sul da Ásia, mendigar sua própria comida era uma coisa admissível. Mas, na China, isso não era admissível. Nos países frios, coisas assim, ter um contingente de pessoas vivendo de mendicância, não era uma boa ideia, de modo que Pai-Chang escreveu novas regras, e essas regras já têm 1400 anos para o zen. Essas regras enfatizam o trabalho. Pai-Chang disse: “Dia sem trabalho, dia sem comida”, de modo que os Monges foram morar em monastérios, cultivavam a terra, e produziam sua própria comida.

Assim, aparecem duas perspectivas diferentes. Uma perspectiva diz: “Ah, os monges deixaram de depender da sangha, e isso os tornou independentes”. Então, a distância entre o monge e a sangha aumentou, porque antes, se a sangha não sustentasse o monge, ele morria de fome, mas ele estava sempre disponível para ajudar a sangha em tudo, ele não tinha outras obrigações. Isso é uma crítica. A outra perspectiva é “ah, mas isso deu força ao Zen”, certa independência dos monastérios. Os monastérios conseguiram sobreviver bem às perseguições e tudo mais, porque podiam se isolar, podiam viver em comunidade, sem depender do mundo externo. Então, essa distância lhes deu força de sobrevivência, e isso levou o Zen a chegar ao ponto de ter 5 milhões de monges na China, numa época em que a China não tinha 50 milhões de habitantes.

Era tanta gente, que o Império resolveu acabar com essa brincadeira, porque entendeu que os homens iam para o monastério para ser monges e escapar do serviço militar. Então, aconteceram grandes perseguições e destruições. Três grandes perseguições ao budismo aconteceram dentro da China, por causa dessa questão. Mas, nessa época ainda, os monges viviam isolados, longe de suas famílias.

Nós estamos vivendo  os últimos dois séculos – o século passado e esse – que é uma outra época para o budismo, em que os monges zen japoneses são, em certa medida, leigos, porque casam, trabalham, etc, não dependem da sangha para viver. Mas, de outro lado, isso facilitou muito a geração de monges, e trouxe para uma classe sacerdotal no Zen, uma plêiade de leigos de alta qualidade, que daí então, com sua dedicação, conseguem fazer o budismo progredir. Isso deu ao Zen uma possibilidade muito maior de expansão no Ocidente.  Isso pode ser olhado tanto como decadência, como com adaptação e flexibilidade a novos tempos, porque os sacerdotes casados do Zen deram a este uma força diferente. O que está sendo atingido por isso é só o formato institucional. Se alguém quiser ser um monge celibatário hoje, ele pode fazer isso também. Já tivemos grandes exemplos no século XX mesmo, grandes monges celibatários, que passaram sua vida asceticamente somente trabalhando, vivendo na pobreza, sem casa, como Kodo Sawaki, o mestre sem lar e sem templo, muito conhecido no século XX e muito influente. Então, esse caminho ainda subsiste dentro do Zen.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Incorporações culturais no budismo


P: Nesse sentido então, o Zen como conhecemos hoje, tão direto e não tão místico, mais cético, mais pé no chão, assumiu essa forma na China? Pois o Hinduísmo é mais místico, com deidades, é mais esotérico.

Monge Genshô – Sim, é verdade, o Zen sofreu uma grande influência chinesa. Ele chegou à China perto do ano 600 d.C. com Bodhidharma, muito provavelmente vindo de uma das escolas primitivas do Budismo.

Na época do segundo concílio, 300 anos após a morte de Buda, já se contavam dezoito escolas, a maioria desapareceu. Uma escola que ainda permanece descendendo de alguma daquela época é a Escola Theravada, mas que também é uma escola com incorporações de vários tipos. O Zen, não por acaso, se parece bastante com a Escola Theravada, mas se caracteriza por ter um grande numero de incorporações culturais dos vários lugres por onde passou. Da Índia para a China, depois para o Japão e agora para o ocidente. Nós já temos incorporações culturais ocidentais. Isso que fazemos aqui já é uma incorporação. Pessoas sentadas ouvindo palestra do Dharma já é uma incorporação cultural. Batizados Budistas e casamentos Budistas também são incorporações, pois no Budismo original não existiam. Havia festas de casamento no oriente onde os monges eram convidados, mas iam para comer. Já o batizado de crianças é um fenômeno dos últimos cem anos, totalmente ocidental. Como as famílias querem que haja uma cerimonia para o bebê, criou-se uma “cerimônia do nome” que funciona como se fosse um batizado. Não tem a função de limpar os pecados originais, salvar de uma possível condenação ou evitar que a criança seja pagã, mas satisfaz a todos e deixa todos felizes, que é o que o Budismo deve fazer.


P: Quando há essa adaptação para culturas diferentes, não se perde a essência do propósito para se adequar às pessoas? Não seriam as pessoas que deveriam se adequar ao ensinamento?

Monge Genshô – O ensinamento em si permanece. Estamos falando de adaptações cosméticas. Rituais e cerimônias que originalmente no Budismo não existiam. Foram cerimônias que cada escola foi criando com a função de treinamento. Não vamos sentar à mesa e simplesmente comer, vamos fazê-lo de forma ordenada, com certa delicadeza e profundo respeito, etc. As tradições foram criadas ao longo do tempo pelos mestres, que as vão modificando e adaptando. Mas isso não pode ser feito de forma rápida e pedindo opiniões. Se não cada um diz uma coisa que desejaria ver nas cerimônias.

Uma pessoa vem à Sangha pela primeira vez e diz que não gostou da recitação em língua arcaica. Ele não entendeu nada. Para ter condições de fazer esse tipo de crítica ele teria que ser um praticante de muitos anos. Ele ainda não sabe, não descobriu a essência, está criticando uma recitação que é feita a dois mil anos da mesma forma, passando por diferentes línguas. O ritual foi sendo codificado ao longo de séculos, não podemos jogar fora algo que está sendo feito a mil e duzentos anos da mesma forma. É preciso haver respeito. Por isso as adaptações têm que ser feitas com grande cuidado e muito lentamente.

Há que se separar o que é cultural, o que é útil, o que é meio útil, o que é um meio hábil de ensinamento e o que é simplesmente uma forma que pode ser modificada. Por isso essas modificações só podem ser feitas por mestres autorizados. O pior defeito seria a pressa, ou o julgamento instantâneo de opiniões. Muitas coisas já fazemos em português, esse talvez seja o ponto mais fácil para ser mudado. Agora, mudar roupas, reverências, tradições de muitos séculos como o Rakusu, isso não é simples.

Um dia uma pessoa me disse que não gostava da argola do Rakusu. Essa argola é uma lembrança de um antigo adereço com o qual se prendiam os mantos. Por isso ela foi preservada. Saikawa Roshi disse que tem que ter a argola e não discutimos o que o mestre diz. Quando formos mestres, poderemos dar nossa opinião.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Casamento zen budista - Celso e Tatiana


Casaram-se em Florianópolis, à beira mar, Celso e Tatiana, na tradicional cerimônia zen budista.

As núpcias no ritual zen budista, tem como marca a emoção. Esta cerimônia se destina a pessoas que não desejam estar filiadas a uma fé, ou cumprir exigências ligadas a um sistema de crenças. Não há qualquer pré-requisito religioso. Apenas o pedido para que as pessoas redijam e façam em público o compromisso que desejam assumir para com seu cônjuge. O oficiante conduz uma cerimônia em que os nubentes se casam, não são casados por ele. Dentro do zen o casamento, marcado pela impermanência da própria vida, não é um sacramento, mas um ritual civil. Porém a beleza da emoção causada por uma participação tão ativa dos noivos e dos agradecimentos as famílias, troca de alianças, incenso perfumando o ar e flores, transforma tudo em uma lembrança inesquecível.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

sábado, 12 de março de 2011

Casamento zen budista - Karine e Denny



Karine e Denny casaram-se, dia 25 de fevereiro de 2011, em cerimônia realizada na cidade de Curitiba, ambos são firmes praticantes da Comunidade Zen Budista de Florianópolis, Karine trabalha atualmente como representante de vendas no Spa Daissen, braço do restaurante Daissen que subsidia a sede da comunidade em Santa Catarina.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Mari e José Ferraz



Comemorando 15 anos de relacionamento, Mari e José Ferraz fizeram em Florianópolis suas bodas e casamento budista, foi na Pousada dos Sonhos, em Jurerê, com mutos amigos e o mar por testemunha principal, Monge Tokushi foi um auxiliar da cerimônia pela primeira vez.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Casamento budista - Carolina e Walmir



Dia 26 de novembro casaram-se em Porto Alegre, Walmir e Carolina, em cerimônia zen budista oficiada por Monge Genshô, Walmir é praticante zen budista há vários anos e foi responsável pelo início de um grupo de meditação na zona sul de Porto Alegre, Monge Genshô era um leigo então e não frequentava regularmente uma comunidade, assim sua iniciativa foi determinante para que este blog e outras comunidades viessem a existir.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O casamento budista é um sacramento?


Sacramento é um ato de um sacerdote em nome de um Deus, algo feito por Deus então, já que entende-se o sacerdote como um intermediário entre a divindade e a humanidade, os monges ou reverendos budistas não são sacerdotes porque o budismo não considera a existência de deuses interferentes no universo.
Assim não é um sacramento o casamento budista e sim uma cerimônia espiritual/emotiva para o benefício dos noivos e das famílias, por isso não exigimos que os noivos sejam budistas, são eles que se casam, não somos nós que os casamos.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

As três Taças



Em um casamento budista os noivos tomam três goles, de cada uma de três taças, este ritual simboliza o partilhar plenamente dos momentos felizes e dos tristes, das perdas e dos ganhos, dos elogios e das críticas, da fama e do olvido.
A bebida é alcoólica no ritual do zen, um simbolismo de que naquele momento age-se com os sentimentos e não com a razão, mas de que apesar disto, o compromisso é sério e permanente, como o juramento que os noivos fazem um ao outro.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Casamento Zen Budista




Dia 7 de março, casaram-se em Ingleses,Florianópolis, mais dois jovens que optaram pela cerimônia zen budista. Rodrigo e Christine tem uma alegria especial que iluminou um casamento feito à beira do mar.

sábado, 21 de março de 2009

Bruna & José Carlos



Hoje, casam-se, em cerimônia zen budista, Bruna e José Carlos, dois odontólogos de Florianópolis, a festividade será na Mansão Styllu 's sobre a Lagoa da Conceição.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Mais um casamento budista



Cada vez mais casais procuram um casamento zen budista em Florianópolis, neste sábado foram Álvaro e Tamíris. Os motivos são os belos e emotivos votos entre os nubentes associadas a descomplicação da cerimônia, visto o casamento zen budista não ser um sacramento e sim uma bênção pública que não exige sequer que os noivos sejam praticantes zen budistas. Basta que desejem fazer seus votos um ao outro à frente de um monge ordenado por uma escola budista reconhecida.

sábado, 11 de agosto de 2007

Altar em frente ao mar

Altar buddhista, montado para o casamento de Fábio e Flávia, em frente a praia de Itapema SC.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Casamento budista

Fábio e Flávia, casam-se em Itapema, em uma cerimônia budista. A tônica emocional e de promessas mutuas faz do casamento budista um rito emotivo.