terça-feira, 6 de abril de 2010

As regras que evitam os conflitos



Dentro de um mosteiro zen um noviço, ou monge não graduado, tem três palavras que deve usar sempre: sim (hai), desculpe, e obrigado. São as coisas que ele deve dizer quando é corrigido por um superior, este basta ser um monge mais antigo, no caso dos leigos os monges, e os de graduação superior para os ordenados. Jamais pode discutir ou se justificar, ou mesmo apontar que outro comete a mesma falta, sua postura deve ser de silêncio e obediência. O monge noviço ou um zagen (graduado mas ainda não um osho) não pode alimentar opiniões, ele deve ser "sunae" ou seja, não resistente, obediente, silente.
Desta forma, em um bom mosteiro zen não se vêem discussões, ou respostas as observações dos veteranos, um ambiente de calma em que os egos se calam é a regra geral.
Na foto, Shinko San (Osho)de manto amarelo, é ladeado por monges alguns graduados outros noviços, mas todos com seus mantos negros que manifestam a humildade dos que optaram pelo silêncio da prática monástica, a postura em sashu (da foto) é obrigatória quando se ouve um mais antigo falar.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Dentro do Hattô



Hattô em Yokoji, o hattô é o templo propriamente dito dentro de um mosteiro. Nele os monges realizam diversas cerimônias, na da foto andam lentamente recitando sutras.

sábado, 3 de abril de 2010

Jonins



Jonins, os que servem as refeições ritualmente dentro da sala de meditação, aguardam o sinal do Jisha, o hospedeiro oficial, para iniciar o serviço. Ao fundo o altar do Sodô com uma estátua de Manjusri, representado sentado tranquilamente sobre um leão.
Estes encargos são rotativos durante o treinamento, possuem grande numero de detalhes e exigem plena atenção para serem bem realizados, este um dos objetivos, desenvolver uma completa presença em tudo que se faz sem cogitar do passado nem do futuro, sem se ocupar com outros pensamentos além do estar aqui e agora.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Patricia Dai-En Bennage Roshi



Rev. Patricia Dai-En Bennage foi "vice abadessa" do angô oficial da SotoShu nos EUA,uma impressionante mestre zen, com palavras cheias de emoção e uma gentileza exemplar.
Ela achou o A Manual of Zen by D. T. Suzuki em 1958 e assim tornou-se uma estudante do zen. Residiu no Japão por 23 anos, primeiro treinou com o Mestre Rinzai, Omori Sogen Roshi. Posteriormente fez os votos da Soto Zen como monja e treinou no Mosteiro Soto Zen em Nagoya, Japão, recebendo a Transmissão e fazendo o Zuise, então entrou no treinamento senior para fazer o Shike ou ( programa para Roshi) , sendo certificada em 1990. Imediatamente depois, ela praticou com o Ven. Thich Nhat Hanh na França, recebendo os 14 Preceitos da Ordem do Interser. Ela foi a tradutora da Abadessa Shundo Aoyama Roshi's no livro Zen Seeds. Em, 2005, cerimônias assistidas por 36 sacerdotes Soto Zen do Japão, Europa e U.S., instalaram a Rev. Bennage como abadessa do Mt. Equity Zendo, Jihoji.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Monjas e Angô



Ryosen San e Fuukan San, duas exemplares monjas japonesas que foram auxiliares de treinamento no Angô Internacional. Elas permaneceram durante um mês ajudando os professores no ensino de cerimônias, em um angô oficial não existe comunicação com o exterior, exceto com licença, não se recebem notícias além de cartas escritas, não se sai do mosteiro senão em grupo e acompanhados pelos professores para uma tarefa específica.
Por esta razão ser um auxiliar é submeter-se as mesmas regras e ficar internado em reclusão, um testemunho da dedicação de pessoas como as da foto, dedicadas ao Dharma verdadeiramente.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Nova Sangha em Pelotas


Chafariz em praça central da cidade de Pelotas.

Com a assistência de Monja Isshin iniciou-se no dia 13 de março um grupo de prática zen em Pelotas RS, a iniciativa nasce ligada a Sanga Soto Zen Budista Águas da Compaixão de Porto Alegre.


Local:
Dojo Joseikan
Rua Dr. Cassiano, 270 – Pelotas/RS

Contato:
Rodrigo de Oliveira Cardozo
(53) 9144-5441

quinta-feira, 25 de março de 2010

Cozinha em Yokoji



Monges trabalham na cozinha em Yokoji, sem a toalha na cabeça, muito alto, Kogen San, galês de nascimento. Contou-me que quando chegou em Yokoji era muito gordo, com a cozinha vegetariana do mosteiro tornou-se esguio, muito alegre costumava tomar imensas chícaras de chá e oferece-las aos auxiliares que a escala de trabalho lhe encaminhava diariamente.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Taiko



O tambor taiko é usado para várias funções em um mosteiro zen budista. Anuncia a hora, acompanha certas cerimônias como a entrada do Jisha no início das refeições formais por exemplo.
Na foto uma aula de Taiko no angô da SotoShu, na extrema esquerda D. Benage Roshi, conhecida no Brasil pelos seus artigos publicados na revista Caminho Zen.

terça-feira, 23 de março de 2010

Relíquias de Buddha passam por Florianópolis





Um conjunto de relíquias budistas, sariras (restos de cremação com aspecto de pequenas pérolas) passou por Florianópolis, Lama Padma Santem fala em meio a autoridades e guardiões das relíquias na foto acima, estiveram presentes também praticantes zen budistas e monges.
O projeto das relíquias é apoiado pelo Dalai Lama e estas já percorreram 52 países, Monge Genshô e Lama Padma Samten deram bençãos individuais a alguns dos presentes segurando em suas mãos relíquias do próprio Shakyamuni Buddha.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Zazenkai de retorno



Parte dos praticantes de Florianópolis que vieram ouvir sobre o angô oficial de Certificação de Professores na sede da Comunidade Zen de Florianópolis.

Abaixo foto oficial de seu início na escada de acesso ao sodô (sala de meditação) do mosteiro de Yokoji. Cinco Roshis estão na primeira fila, atrás instrutores e vestidos de negro os alunos.

domingo, 21 de março de 2010

No templo em Yokoji



Monges fazem cerimônia no templo no mosteiro de Yokoji durante o angô de certificação da SotoShu.

Na foto abaixo um aspecto do ambiente externo:

sexta-feira, 19 de março de 2010

Akiba Roshi



Akiba Roshi é o Sookan (Superior Geral da Escola Soto Zen) para a América do Norte, fez um trabalho magnífico em especial nos EUA, o conheci ainda no Brasil quando conversamos sobre o convite que recebi para o Angô Internacional de Certificação da SotoShu que seria dirigido por ele no mosteiro de Yokoji.
Este sorriso e alegria é sua marca, além de uma profunda cultura que mostrou em suas aulas aos 14 monges que foram os alunos do programa. Permaneceu conosco durante 3 meses, no final deu quadros com sua caligrafia a cada um, como fui seu Jisha (monge auxiliar) várias vêzes e me corrigiu muitos movimentos, sabia algo sobre mim, sua caligrafia dizia : "nas montanhas não há calendário"

quinta-feira, 18 de março de 2010

Retorno



Clique na imagem para ampliar.

Confiar na postura


P: Há uma certa posição em que o zazen parece se tornar auto-sustentado, isto é, parece não ser necessário esforço para mantê-lo "pacífico", como um esforço sem esforço. Seria essa situação ilusória?

R: Não é ilusão, a primeira coisa é confiar na postura, procurar a posição corporal correta, a espinha ereta, a cabeça equilibrada, os olhos abertos, os joelhos pressionando o chão, a respiração abdominal e profunda, a mente sem convidar o passado nem imaginar o futuro, continuamente retornando ao momento presente cada vez que ela é movimentada por pensamentos. Depois de algum tempo um estado de estabilidade se instala e somos o universo inteiro ali sentado.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Voltar à Paz



P: Na maior parte das vezes que me sento, não fico verdadeiramente em zazen, fico remoendo problemas, medos e angústias.

Sabe, quando volto de um retiro, parece que consigo "tocar a face de Buda", contudo, conforme os dias vão passando a "cegueira" volta tão intensa quanto antes. Estar imerso num mundo de objetos, sensações, pensamentos e pressões (externas e internas) me impedem de manter a paz que encontro por ocasião de um seshim. Que fazer?


R: Creio que todos somos como você descreve, temos dificuldade em manter o que conseguimos nos retiros, mas para que zazen seja zazen é preciso esforço, ou seja a cada momento em que os pensamentos e emoções surgem é preciso retornar ao zazen, ou seja ao momento presente, se recuse a remoer os problemas, agarre-se a respiração.
Uma técnica possível é a do bambu, significa interromper a respiração a cada vez que um pensamento ou emoção surgem, como os nós do bambu a expiração fica entrecortada pelas interrupções conscientes. Isto ajuda a controlar o fluxo mental e retornar continuamente ao agora. Tente.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Termina o Angô em Yokoji, EUA


A Formação Sotoshu em Mosteiro encerrou-so hoje como o Ango 2009/2010 chegando ao seu final. Todos os monges estão retornando para suas respectivas casas e o Mosteiro Yokoji retorna ao horário normal de treinamento. O Angô foi um grande sucesso para todos os envolvidos!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Zazenkai de Retorno do Monge Genshô


(clique na imagem para ampliar)

A Comunidade Zen Budista de Florianópolis gostaria de convidá-lo a participar do Zazenkai de Retorno do Monge Genshô após a sua experiência no ANGÔ em YOKOJI (Angô é um período de treinamento intensivo, 3 meses, da Escola Soto Zen Shu do Japão), nos EUA, que será realizado na sede de sua comunidade em Florianópolis no dia 20 de março.

O Zazenkai é um retiro curto e está aberto a todas as pessoas, sendo ideal para iniciantes. A alimentação será vegetariana.

ZAZENKAI literalmente significa "vir junto para a meditação" é um retiro zen budista de menor intensidade e de duração mais curta do que um sesshin, sendo ideal para iniciantes. É uma reunião de praticantes leigos que praticam regularmente juntos. As práticas em si são pontuadas e guiadas através do uso de sinos e o badalo de madeira conhecido como Han.

Valores: 30,00 sócios - 40,00 contribuintes - 50,00 não-contribuintes

Inscrições: daissenrestaurantevegetariano@gmail.com ou 3225 8896 / 9971.1323

Apoio: Daissen Restaurante Vegetariano

Comunidade Zen Buddhista de Florianópolis (SC)
www.daissen.org.br