sábado, 30 de junho de 2007
Samsara e Nirvana
sexta-feira, 29 de junho de 2007
Existe diferença entre matar um animal para comer, ou colher uma alface?
Não, porque não possuem um sistema nervoso como outras partes do corpo. Assim existe diferença entre uma folha de alface e um ganso de foie grass, torturado para produzir um fígado delicioso. Assim, considerando a dor que seus atos causam você pode ver melhor as marcas cármicas que seus atos produzem.
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Medo de falar em público
quarta-feira, 27 de junho de 2007
Aja, não reaja
terça-feira, 26 de junho de 2007
Para ouvir o Dharma
“Eu era um jovem praticante de Karatê quando um monge zen budista veio fazer uma palestra em minha academia. Ele vinha regularmente ensinar a pequena Sangha constituída quase exclusivamente de praticantes de artes marciais. Um belo dia ele chegou em meio à tarde, e como havia um grupo de karatê em pleno treinamento, o professor o convidou a fazer uma palestra de improviso para este público novo. Foi providenciada uma sala vazia, apenas com tatames, e os alunos convidados. Já que um professor de zen budismo estava oportunamente à nossa disposição, os que desejassem deveriam ir à sala ao lado para ouvir.
Explicou, o professor, que o zen budismo havia influenciado profundamente as artes marciais, sendo a base filosófica atrás delas.
Aproximadamente 30 karatecas reuniram-se na sala onde o monge aguardava de pé. Disciplinadamente alinharam-se junto às paredes. O monge olhou para todos sem dizer palavra. Voltou-se para a parede, ajoelhou-se em seiza ( a posição ajoelhada e sentada sobre os calcanhares que se usa nas artes marciais porque permite um levantar instantâneo), todos viraram-se para as paredes, a um sinal dele, entendendo que desejava um momento de concentração, como estavam
acostumados a fazer por um minuto antes das aulas. Porém ele bateu seu pequeno sino portátil e informou: - VINTE minutos.
O grupo tratou de agüentar estoicamente.
Apenas os praticantes de zen, eu e mais três professores, sabiam o que era ficar imóvel tanto tempo em seiza. Dores fortes tomam os joelhos e os calcanhares, câimbras as coxas, se não forem flexíveis. Contei quatro desistências, levantaram-se e saíram pela porta simplesmente. O sino tocou, o monge voltou-se, e todos o acompanharam aliviados virados para o centro. Seu olhar percorreu vagarosamente sem uma palavra toda a sala, rosto por rosto. Sem nenhuma explicação voltou-se novamente para a parede, tocou o sino e declarou firmemente: - Mais VINTE minutos.
Sem saber quando terminaria aquela tortura, debandaram um a um a maioria dos presentes.
Ouvia o ruído do levantar, a fricção do quimono e os passos abafados.
Após, o toque do sino marcando o final. Viramos para o centro. Éramos seis. Eu, três faixas pretas e dois dos 30 alunos convidados. Sem observações o monge principiou a falar, deu uma maravilhosa aula, e ao final explicou: - Aqueles que se levantaram vieram aqui apenas por curiosidade, não desejavam realmente encontrar algo essencial, o Dharma não pode ser concedido assim, temos que nos esforçar para merece-lo.”
domingo, 24 de junho de 2007
sábado, 23 de junho de 2007
Ele não fazia milagres
1.3. “Faz alguns dias, Sunakkhatta veio até mim e depois de me cumprimentar sentou a um lado e disse: ‘Venerável senhor, eu estou deixando o Abençoado, eu não estou mais sob o seu mando.’ Então eu disse para ele: ‘Muito bem, Sunakkhatta, em algum momento eu lhe disse: “Venha, Sunakkhatta, coloque-se sob o meu mando”?’ ‘Não, venerável senhor.’ ‘Ou alguma vez você disse para mim: “Venerável senhor, eu estarei sob o seu mando”?’ ‘Não, venerável senhor.’ ‘Então, Sunakkhatta, se eu não disse isso para você e você não disse isso para mim – homem tolo, quem é você e do que você está abrindo mão? Considere, homem tolo, que o erro é todo seu.’
1.4. “’Bem, venerável senhor, você não realizou nenhum milagre. E, alguma vez eu lhe disse: “Coloque-se sob o meu mando, Sunakkhatta, que eu realizarei milagres para você”?’ ‘Não, venerável senhor.’ ‘Ou alguma vez você me disse: “Senhor, eu estarei sob o seu mando se você realizar milagres para mim”?’ ‘Não, venerável senhor.’ ‘Então parece, Sunakkhatta, que eu não fiz esse tipo de promessa e você não impôs essa condição. Em sendo esse o caso, homem tolo, quem é você e do que você está abrindo mão?
“’O que você pensa, Sunakkhatta? Quer milagres sejam ou não realizados, o propósito de eu ensinar o Dhamma é conduzir aquele que o pratica à completa destruição do sofrimento?’ ‘Assim é, venerável senhor.’ ‘Portanto, Sunakkhatta, quer milagres sejam ou não realizados, o propósito de eu ensinar o Dhamma é conduzir aquele que o pratica à completa destruição do sofrimento. Então, qual seria o propósito da realização de milagres? Considere, homem tolo, que o erro é todo seu.’
http://www.acessoao
sexta-feira, 22 de junho de 2007
O que são "os deuses" de quem vejo citações no budismo?
especial, cheio de méritos e vivendo felicidade durante muito tempo, porem na cosmogonia budista estes seres tambem decaem e morrem, sua felicidade também é produto de um bom carma mas carmas se esgotam...
Assim todos podemos nos manifestar como deuses, compreende? Porém esta forma mitológica de nos expressarmos não necessita em absoluto ser aceita, e muitos professores budistas, eu inclusive, gostam de usar estes exemplos no contexto humano, semi deuses como os executivos , poderosos e sempre em luta, deuses, os muito ricos para quem tudo é fácil e parecem aparentemente felizes. Ou seja você não precisa em absoluto aceitar qualquer tipo das mitologias budistas porque elas apenas tem a função de ajudar a esclarecer, e são diferentes em cada cultura onde o budismo se difundiu. Não detem uma realidade absoluta, aliás nem você nem eu nem o meu cão detem uma realidade absoluta, são todos meras ilusões, e os deuses também...
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Como transformar minha profissão em Dô?
quarta-feira, 20 de junho de 2007
Por que quem foi liberado não volta a se manifestar em outros agregados com outros desejos?
terça-feira, 19 de junho de 2007
Há iluminação como no budismo em todas as linhas religiosas?
Didáticamente apenas vamos dividir a realização em 3 níveis (há outras possibilidades, e mesmo a realização entre os bodisatvas é dividida em muitos mais)
1) O virtuoso: A pessoa age como um santo, é virtuosa, não desobedecendo preceitos ou mandamentos de sua religião. Mas mantem um objetivo de agradar a um deus ou alcançar a salvação da morte.
2) O compassivo: O mártir, o que se sacrifica inteiramente pelos outros, o que esquece de si.
Mas mantém a noção de que é um eu separado dos outros seres, morre os abençoando.
3) O Buda: Não tem mais um eu. Ele e os outros seres são um só. Extingue-se com a morte, pois não se manifestará mais. O budismo fala em muitos Budas, anteriores ao histórico e mesmo futuros.
A maioria das religiões pretende o primeiro ou o segundo nível de realização. Mesmo que tenham muita coisa em comum, somente o budismo fala do terceiro, com exceção de alguns dissidentes místicos de correntes raramente conhecidas do cristianismo apofático e da tradição sufi (islãmica) por exemplo.
Desta forma, quando falamos em iluminação no budismo não estamos falando da mesma coisa a que em geral as correntes religiosas se propõem alcançar.
segunda-feira, 18 de junho de 2007
O Zen é avêsso as regras de conduta?
2) Para a inclusão na comunidade dos praticantes zen é padrão assumir-se os primeiros cinco preceitos: Não matar, Não roubar, Não enganar, Ter conduta sexual que não cause sofrimento aos outros, Não usar substâncias que alterem a consciência.
Será que poderíamos dizer do zen que ele se omite quanto a isto?
domingo, 17 de junho de 2007
Oryoki - Refeição ritual
sábado, 16 de junho de 2007
Cartilha Buddhista
http://cbb.bodhimandala.com/cartilha/foundations.php?newsid=1&tipo=cartilha
Introdução
Este documento tem como objetivo fundamental oferecer uma síntese sobre as definições, conceitos e dúvidas mais comuns sobre o Buddhismo, além de apresentar igualmente uma síntese sobre as mais comuns definições filosóficas buddhistas presentes em todas as suas tradições reconhecidas. Os fundadores do CBB pretendem, com a divulgação deste material explicativo, contribuir para que o entendimento básico sobre a religião e o sistema de pensamento tradicional buddhistas possa ser mais difundido, evitando-se assim sérios equívocos e mal-entendidos sobre quais seriam as reais bases para o exercício do Caminho Buddhista.
A Cartilha Buddhista foi deliberada e discutida com cuidado e paciência por mais de um ano, entre 2005 e 2007. Consultas foram feitas aos textos e livros originais do cânone buddhista, além de autores buddhistas reconhecidos (ver a bibliografia sugerida ao final desta página).
Jamais foi intenção de seus idealizadores dar uma palavra final, dogmática, sobre como os ensinos e a natureza do Dharma de Buddha devam ser conduzidos e muito menos assumir a posição de autoridade única sobre as definições aqui apresentadas, mas tão-somente oferecer aos simpatizantes desconhecedores da doutrina búddhica uma visão clara, simples e essencial dos seus conceitos e metas, os quais determinam e sustentam o escopo prático do maravilhoso Dharma de Buddha. Com isso, o CBB espera contribuir para que pessoas desejosas de orientação sobre o buddhismo possam distinguir a pertinência das práticas que porventura possam estar participando como sendo derivadas originalmente (ou não) das palavras de Shakyamuni Buddha.
Os termos "buddhismo", "buddhista" e semelhantes foram reproduzidos nas versões que mantém as raízes consonantais do sânscrito latinizado (usando a grafia original "ddh" em vez de sua simplificação portuguesa "d"), conforme a praxe do Colegiado.
O Colegiado Buddhista Brasileiro espera que todos possam ser beneficiados com esta simples introdução aos conceitos buddhistas, e que nossas palavras e explicações possam ser compreendidas adequadamente por todos.
Em nome do Dharma,
Colegiado Buddhista Brasileiro
sexta-feira, 15 de junho de 2007
Primeiro Dokusan
"Tanta coisa...que dizer? Tenho vontade de contar-lhe minha inteira vida. De que alguém me escute com aquela atenção perfeita. O tempo parece parado enquanto ele me olha atentamente, calmo e concentrado no meu olhar. Sinto que todo os meus gestos, postura e respiração estão sob seu escrutínio, mas que nenhuma crítica surge em seu semblante de acolhimento. Falo que a experiência de sentar é magnífica, que estou descobrindo coisas. Ele sorri e diz: “Bom”. Me aconselha a ir mais fundo, não cogitar, não examinar e julgar. Procure sua verdadeira natureza, repete. Todo o tempo me olha profundamente, como quem fala com um filho querido. O mundo inteiro se resume aquela sala, a mesa, o diálogo de duas pessoas imensamente interessadas no que estão fazendo. Não faz mais perguntas e simplesmente espera que eu me despeça. Faço gasshô que ele responde, lentamente, sem parecer automático, concentrado plenamente. Acho que estou desperdiçando uma oportunidade importante, mas não sei usa-la melhor. Levanto-me e me prostro novamente sob seu olhar atento. Enquanto o faço me sinto emocionado, não sei porque. Levanto-me e saio da sala, e descendo as escadas meus olhos estão úmidos. O que sucedeu? A sua presença? O que estou atribuindo a ele? Seu olhar despretencioso? O sorriso acolhedor? Não sei, nada tem a ver com as palavras, é algo dentro de mim."
Trecho do livro "O Pico da montanha" ficção com tema do treinamento zen.quinta-feira, 14 de junho de 2007
O Homem Santo
"Boatos espalharam-se por toda a região acerca do sábio Homem Santo que vivia em uma pequena casa sobre a montanha. Um homem da vila decidiu fazer a longa e difícil jornada para visitá-lo. Quando chegou na casa, ele viu um simples velho dentro que o recebeu, abrindo a porta.
'Eu gostaria de ver o sábio Homem Santo,' disse ele ao outro. O velho sorriu e permitiu-lhe entrar.
Enquanto eles caminhavam ao longo da casa, o homem da vila olhava ansiosamente em torno, antecipando seu encontro místico e divino com um homem considerado um verdadeiro Santo. Mas antes que pudesse dar pela coisa, ele já havia percorrido a extensão da casa e levado para fora. Ele parou e voltou-se para o velho:
'Mas eu quero ver o Homem Santo!'
'Já o fizeste.' disse o velho. 'Todos que tu encontras em tua vida, mesmo se eles pareçam simples e insignificantes... veja cada um deles como um sábio Homem Santo. Se fizeres deste modo, então quaisquer que sejam os problemas que trouxeste aqui hoje, serão resolvidos.'
E fechou a porta."
Conto Zen
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Exemplo verdadeiro
terça-feira, 12 de junho de 2007
Preceito da fala correta
Thich Nhat Hanh
segunda-feira, 11 de junho de 2007
Um fio de linha vermelho difícil de tirar
e ainda
escuto os sons da rua
Uma criança me espera
tranqüila de que irei
confiança
Os dias me lembram
que o tempo não espera por mim
enquanto coleciono
anelos vermelhos
nos dedos
Será tarde um dia?
Não sei...
Apenas hoje
é fim de tarde.
Jisho.
(Monja Zen budista)
domingo, 10 de junho de 2007
Prostrações
sábado, 9 de junho de 2007
O homem
sexta-feira, 8 de junho de 2007
Estava escrito...
Neste caso não poderíamos mudar nada e também ninguém poderia ser acusado de culpa alguma. Seria a absoluta falta de liberdade de viver e de modificar o carma. Nada mais longe disto do que o budismo que foca na liberdade, no atingi-la além dos nossos automatismos.
quinta-feira, 7 de junho de 2007
Meditação funciona?
Isso aí só pode ser respondido com a experiência. Nós podemos dizer que a meditação tem algo de subjetivo. Uma pessoa que não meditou vai dizer que é auto-sugestão. Não adianta falar com quem não experimentou. A única coisa que você pode dizer é - experimente. Se você experimentar e sentar em zazen, sofrer, aí dá para falar sobre o assunto, senão não dá. Então a resposta não é tão simples porque pode parecer subjetiva para os outros.
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Carregando um grande Ego
Carregando um grande ego, o que você pode fazer?
O Dharma não pode ser conspurcado, isso é certo,
ainda que façamos coisas estúpidas,
O Dharma é indestrutível, antes de mais nada.
Nós destruímos a nós mesmos.
Taizan Maezume Roshi
terça-feira, 5 de junho de 2007
O Buda dentro de você
Jack Kornfield em
"Depois do êxtase, lave a roupa suja"
segunda-feira, 4 de junho de 2007
A árvore sem raiz
domingo, 3 de junho de 2007
Samyutta Nikaya XXXVIII.1 Nibbanapañha Sutta
“Amigo Sariputta, dizem, ‘Nibbana, Nibbana.’ O que é Nibbana ?”
“A destruição da cobiça, a destruição da raiva, a destruição da delusão; isso, amigo, é chamado de Nibbana.”
“Mas, amigo, há um caminho, há um meio para alcançar esse Nibbana?”
“Há um caminho, amigo, há um meio para alcançar esse Nibbana.”
“E qual, amigo, é esse caminho, qual é esse meio para alcançar esse Nibbana?”
“Amigo, é o Nobre Caminho Óctuplo; isto é, entendimento correto, pensamento correto, linguagem correta, ação correta, meio de vida correto, esforço correto, atenção plena correta, concentração correta. Esse é o caminho, amigo, esse é o meio para alcançar esse Nibbana.”
“Excelente é o caminho, amigo, excelente é o meio para alcançar esse Nibbana. E isso é o suficiente, amigo Sariputta, para a diligência.”
De: acessoaoinsight
sexta-feira, 1 de junho de 2007
Linhagem e zen
Por esta e outras razões não devemos ficar desconectados da linhagem dos mestres e patriarcas. É preciso estar vinculado à instituição e à orientação. Os que criticam as instituições olvidam que sem elas os ensinamentos teriam sido perdidos. E que sem linhagem todos os que tentaram caminhos independentes desapareceram na história. Clubes de meditação, sem raízes nos patriarcas, falecem como plantas raquíticas, perdidos muitas vezes em disputas internas por poder e liderança.