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sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Estava escrito
Pergunta: A pessoa deseja mudar seu destino através de sua vontade, mas às vezes a gente ouve falar que nascemos com um destino e assim será até morrer. A simples vontade é suficiente para mudar isso? Não falo só da iluminação, mas de tudo. Como fazer para que essa vontade modifique verdadeiramente sua situação?
Monge Genshô - Primeiro temos que compreender que destino não existe. Essa coisa de que “está escrito e assim será”, não existe. É frequente ouvir as pessoas dizerem quando alguém morre, que quando chega a hora não tem jeito ou então “foi Deus quem quis”, todas essas idéias são profundamente erradas. Se algo estivesse escrito e houvesse destino, não haveria responsabilidade alguma por parte das pessoas. Por exemplo, um criminoso poria a culpa no destino pelo seu crime e diria não ser possível evitar o ato cometido, pois já estava escrito. Não haveria culpa. Por outro lado também não haveria o mérito, por exemplo, alguém que faça algo muito bom, também estava escrito que ele faria isso, mérito zero. Não existiria nada de bom ou ruim, seríamos como autômatos seguindo uma peça já escrita por alguém, na verdade escrita muito mal, não é verdade? Pois este mundo está cheio de sofrimentos.
O que existe nas pessoas é carma, mas o que é carma? Carma são as energias de hábito e o acúmulo das consequências dos nossos atos pregressos, ou seja, aquilo que causamos. Eu tendo a agir em uma determinada situação de acordo com meu carma. Uma pessoa que seja muito brigona e que nada possa ser dito que ela já começa a se exaltar, o que é isso, destino? Não, é carma. Ela tem esse impulso e acredita que essa seja a maneira de resolver seus problemas, é possível mudar? Essa é tua pergunta. Claro, basta que mude sua mente. É fácil mudar a mente? Não, para mudar a mente precisa um treinamento, por exemplo, meditação. Para que praticamos meditação? Para perceber o que surge em nossa mente. Por isso não desperdicem todo o sofrimento de ficar sentados durante quarenta minutos de frente para a parede. Percebam o que surge em suas mentes, isso que surge é o retrato de seus condicionamentos mentais. Querem mudar suas vidas? Mudem suas mentes. Mudando suas mentes, seus sentimentos e ações mudarão, até mesmo o mundo muda, pois interpretamos o mundo de acordo com nossa mente. Como no exemplo do ciúme, porque uma pessoa sente ciúme e sofre? Por um condicionamento mental, porque dentro de sua mente existe a crença num “eu”, existe a crença de posse e desejos. É muito trabalhoso e difícil, mas toda mente pode ser mudada. Se alguém transformar totalmente sua mente e passar a ter sentimentos de alegria, compaixão, paciência e equanimidade, será um Buda. Terá condições e comportamento de um Buda.
A primeira idéia então, é que destino não existe, tudo é causa e consequência. Tudo tem um motivo ou uma causa anterior. Vocês estão bebendo chá porque alguém colocou água no fogo e fez chá, chás não surgem do nada. Na minha vida aconteceram grandes sofrimentos, mas quando olho para trás não enxergo culpados, eu fiz por onde me meter em situações das quais surgiram aqueles sofrimentos. Ninguém, além de mim, tem culpa. Temos que ter vontade de mudar nossas vidas e somos capazes de fazê-lo. Esse é o ensinamento do budismo, não existem Deuses lá fora ajudando os homens, se houvesse um Deus ajudando os homens na Terra seria necessário pedir? Se ele fosse um onipotente e se fosse bom, não haveria miséria ou sofrimento. Então mesmo que exista um Deus uma coisa é certa: ele não interfere no mundo. Só quem pode mudar nossas vidas somos nós mesmos. O budismo está baseado nesse tipo de raciocínios e não em crenças.
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segunda-feira, 17 de junho de 2013
O destino
Aluno - E o destino?
Monge Genshô – Então eu tenho um papel e esse papel eu não posso mudar? Se eu tiver um papel que diz o que vai acontecer e eu não possa mudar, então não adianta eu fazer nada, está tudo escrito, tanto faz olhar para os lados ao atravessar a rua, se meu destino for ser atropelado serei, se não for não serei... Esse é um fatalismo inaceitável. Eu posso mudar minha vida a qualquer instante, se eu quiser. Pode custar muito esforço, mas eu posso. Então tudo é possível. Aceitar que alguém tenha um papel que lhe foi atribuído e que não possa escapar dele, é acreditar em destino e ser fatalista. Isso é abrir mão da liberdade do homem. Nós temos, mesmo que limitada, uma certa liberdade. Quem impede qualquer um de vocês de levantar e sair agora? Quem impede ao monge Jushin de pegar seu rakusu entregar e dizer - “Eu não sou mais monge”? Ninguém.
As prisões são criadas por aquilo em que você acredita. Você crê numa determinada idéia, fica prisioneiro dela. Mas você pode mudar de idéia e não estará mais prisioneiro. Nós acreditamos na infelicidade. Você pode falar para uma pessoa que está deprimida, que é infeliz: “Você é infeliz mesmo, de verdade”? Eu tinha uma amiga que estava ficando cega, tinha um tumor na hipófise que estava comprimindo o nervo ótico. Ela é uma artista plástica, dependente dos olhos. Ela contou que chegou em casa, fechou os olhos e andou pela casa para sentir como seria ser cego. E achou aquilo terrível. Então numa operação, conseguiram tirar o tumor e o risco de cegueira desapareceu. Nesse momento a pessoa sente o que? Imensa felicidade, porque teve a perspectiva do que seria ficar cega, para uma pessoa para quem a visão era muito importante.
Então as pessoas muitas vezes são infelizes porque não percebem o quanto são felizes. O Michel pensou que tinha um câncer, mas, recebeu a notícia que era benigno. Depois da operação ficou esperando dez dias pelo resultado. Quando saiu o resultado ele escreveu - “Esse é o dia mais feliz da minha vida”. Certamente essa felicidade já se esvaiu, foi absorvida. Não existe mais a ameaça da morte. Então em vez de morrer em alguns poucos anos, tinha de repente a perspectiva de viver mais uns quarenta anos.
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Destino e livre arbítrio
Pergunta: Quanto é destino, quanto livre arbítrio?
Monge Gensho – De destino nada e de livre arbítrio é muito pouco. Essa história toda demonstra mais ou menos isso. Você está numa corrente de carma, é como se estivesse num rio arrastado pela corrente. Essa corrente é muito forte e você não consegue voltar a subir o rio novamente, não consegue ir para a margem; às vezes, acontece de surgir um remanso e você até poderia se deslocar para a margem e sair do rio. Há, como essas, poucas ocasiões em que isso é possível. Normalmente todos ficam na torrente e vão sendo arrastados por seu próprio carma sem conseguir escapar. Existem momentos em que você pode fazer escolhas que mudam sua vida, digamos que o rio se divida em determinado ponto, e que com um pouco de esforço você pode ir para um dos lados. É comum surgir o pensamento, “ah, se tivesse escolhido o outro caminho...” Aquele momento teria mudado a vida inteira. Mas normalmente você está no fluxo da própria vida e não consegue facilmente sair dele, você fez uma filha há alguns anos, não é? Agora ela teve um filho; você consegue escapar de ser avô? Mesmo que você quisesse, mesmo que tentasse, pensando, “não, não vou prestar atenção, não vou me ligar a esse neto, não colocarei nenhuma paixão nessa relação e irei morar no Butão”, ainda assim, você seria o avô. Você até poderia fazer isso, mas eu aposto que não faria.
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quarta-feira, 30 de maio de 2012
Mudando os sonhos e a mente
P. Esta questão karmica que foi colocada, podemos considerar como uma lei, mas não necessariamente poderia ser assim, esta é uma questão que me preocupa...
R. O budismo não se preocupa porque o karma é simplesmente um funcionamento universal, assim você caminha sobre as suas ações, você vai construindo a sua vida, construindo o seu caráter, as coisas que vão acontecendo, tudo o que acontece tem algum motivo. Nós estamos nesse mundo, alguém me fez uma pergunta: uma criança é atropelada por quê? Ela nasceu nesse mundo que é assim, ela tem karma para nascer nesse mundo onde coisas assim acontecem, embora doloroso ao longo de incontáveis vidas esse atropelamento não é nada, é no conjunto que nós poderíamos olhar o significado de como aquilo está indo, mas a gente não pode dizer que há um determinismo ou um destino, não é isto, nós podemos ir mudando nossas vidas à medida que nós vamos andando, primeiro a gente muda as ações, depois nós mudamos nossas palavras, mas continuamos pensando, um dia se nós praticarmos bem o pensamento não surge e aí nossos sonhos mudam, em vez de ter sonhos conflituosos nós temos sonhos dhármicos, se vocês querem saber como está a sua mente lá no fundo, olhem os seus sonhos, os sonhos também são kármicos, são manifestações da mente que nós alimentamos, pensem muitas coisas de lutas e vingança e você lutará nos seus sonhos, pense muitas vezes eu devia ter dito isso e você vai dizer nos seus sonhos aquelas coisas que você engoliu, tenha medos e você terá pesadelos com os seus medos, com seus receios, cultive sentimentos de compaixão e amorosos e você perdoará e abraçará as pessoas nos seus sonhos...
Os sonhos são alimentados pelos nossos pensamentos, pelo nosso inconsciente trabalhando, nós somos bons nas nossas mentes de acordo com os conteúdos que nós colocamos e expressamos, quando nós treinamos estes conteúdos nossa mente se comporta de acordo, às vezes as pessoas não entendem como é ruim dizer palavrões, mas é, uma prática de mantras ao contrário, em vez de dizer uma coisa bonita, desejo paz, amor, felicidades você diz quero que você sofra, quero que você vá para o inferno, ou referências a coisas sujas e desagradáveis, etc ...ou insulta a mãe dele e assim por diante e no fim se você se habitua a usar estas palavras, você as usa na sua vida comum como mantras, a cada momento, teve que dar uma freada no carro – palavrão, e depois você acha ruim que a sua mente seja daquele jeito, que haja tanto problema e insatisfação, infelicidade, agressão dentro da sua mente, mas se você treina aquilo todo o dia, você faz o contrário de um monge católico cada vez que encontra o outro – louvado seja nosso senhor Jesus Cristo, - para sempre seja louvado - mesmo que seja automático – para sempre seja louvado. Eu vi este hábito na Baviera as pessoas se encontram e dizem uma frase religiosa a que o outro responde, assim é o cumprimento, isso é muito bom, é construção de uma mente, nós vemos no Budismo Tibetano que usa muito mantra, repetindo milhões de vezes, repetindo o mantra, aquela frase...o que vai acontecer com o tempo?
É a mesma coisa conosco, vejam aqueles ghatas (versos) que a gente repete quando vai no banheiro: que todos os seres.. é muito difícil colocar toda a força ali, mas você está repetindo ao lavar as mãos: que todos os seres desenvolvam mãos hábeis e sutis para desenvolver o Dharma, você quer reforçar, imagine todos os seres, imagine mãos hábeis e sutis, fazendo estas práticas nós vamos mudando, então é bom cortar da nossa vida todas as coisas que conduzem para baixo e cultivar as que condizem para cultivar o bem, comemos para praticar o bem, para evitar o mal, para seguir o caminho do Buddha, claro, é prática do pequeno caminho, claro! É dualista, tem bem e tem mal, mas para o nosso nível está muito bom, está bom demais...
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Escolhemos uma vida?

Pergunta - E onde entra o que chamamos de intuição?
Monge Gensho – A intuição é, na realidade, um conjunto de coisas. Sentimentos, percepções do passado, um conjunto nebuloso dentro de sua mente que lhe dá uma sensação a respeito de algo. Se fossemos tabular as questões intuitivas, você veria que seus resultados são aleatórios. Algumas vezes dá certo, outras, dá errado. É mais de acordo com a lei das probabilidades mesmo. Aquilo que consideramos intuição também não é confiável. Estou dizendo que o coração não é confiável, a razão não é confiável, a intuição não é confiável, que é melhor deixar o fluxo da vida correr, observando e agindo como você puder. Mas é muito importante não tentar impor aos outros nossas crenças ou convicções, sentimentos, ou razões. Você não sabe.
Pergunta – Então, escolhemos uma vida, vivemos uma vida?
Monge Genshô – Na realidade, vivemos uma vida arrastados por condições cármicas, é o carma que nos conduz. Outro dia estava conversando com minha filha e disse, “poxa, sempre volto à questão de fazer algum empreendimento... tenho mais de sessenta anos e continuo me envolvendo em algum empreendimento”. Não consigo escapar desse carma. Isso ocorre desde os meus vinte anos, e hoje sou monge mas sempre tem algo nesse sentido; agora é o monastério, antes era o restaurante para subsidiar a sangha; tem sempre um empreendimento. E os empreendimentos naturalmente perturbam, porque há tarefas e muitas coisas envolvidas. Isso me faz lembrar o momento em que eu quis ser monge. Naquela época estava trabalhando como consultor e viajando demais – fazia mais de duzentas viagens de avião por ano. Sentia-me muito cansado e com dores nas costas. Um dia, parei no Rio de Janeiro e conversando com um monge Zen, reclamei da dor nas costas. Como ele fez acupuntura, me perguntou sobre o que eu andava fazendo, então respondi que fazia duzentas viagens de avião por ano. “Mas, afinal, o que você quer?” Foi a pergunta que ele me fez e que é, na verdade, um grande questionamento. Algum tempo depois, procurei Igarashi Roshi e disse-lhe que eu queria ser monge. Eu pensei que sendo monge estaria escapando da minha vida de empresário e consultor, consequentemente, das viagens. Ele então me perguntou, “por quê?”, ao que respondi “minha vida é tumultuada e acredito que o melhor caminho para mim seja o de ser monge”. Então ele me disse, “você está muito enganado, não vai solucionar nada. Eu sou monge e viajo de um lado para o outro, quero construir um mosteiro em um lugar, ajudar uma pessoa em outro, tenho que pegar avião, tenho que viajar, reunir dinheiro para fazer as coisas. Meus problemas são iguais aos seus”. Voltei para Porto Alegre e um amigo que trabalhava junto comigo conseguiu uma sala e me pediu que o ensinasse a fazer meditação. Depois de dois anos já tínhamos uma sede: fechamos uns boxes no estacionamento e fizemos um zendo. No terceiro ano Igarashi Roshi me ligou perguntando o que eu estava fazendo e disse que iria me visitar para me ordenar monge. O resultado é que além de continuar a fazer tudo o que eu já fazia, ainda tive que assumir mais o compromisso com uma sangha. Então eu penso que isso é carma mesmo, não tem jeito. Isso é freqüente, você julga que vai escapar da vida e pensa “ah, se eu saísse daqui e fosse para um monastério me livraria de todos os problemas da vida!” Não é assim, você conseguiria treinar determinadas coisas, mas sua vida continua com você. Eu tenho essa convicção: meu caminho é ter família, ser monge, trabalhar. Muito provavelmente morrerei assim.
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Existe Destino?
Não há destino, tudo é ação e consequência, no entanto marcas cármicas que vivemos em uma vida se manifestam em outra vida, com outra identidade, com suas consequências. Mas o que é importante é que você pode mudar seu karma, pode modifica-lo com as ações corretas. Boas ações produzem belas consequências cedo ou tarde.
Portanto desconsidere qualquer outra explicação e olhe para a frente. Se tomar as iniciativas corretas, se agir determinadamente, naturalmente os rumos da vida se alterarão.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Destino
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P: O que o que o Budismo acredita quando se fala em destino? O Budismo acredita em alguma força maior que nos protege em situações difíceis? Destino? Ou apenas um lance de sorte?
R: O budismo não é uma religião do acreditar, é o ensinamento do despertar. Se houvesse destino nossas decisões estariam prejudicadas pois o que quer que fizessemos o destino decidiria por nós, um absurdo lógico, se assim fosse nenhum criminoso seria responsável e sim o destino, nenhum ato bom teria mérito também.
Estatísticamente algumas pessoas sobrevivem em situações excepcionais, na verdade isto é mera matemática, em milhares de casos fatais em um terremoto um ou outro indivíduo se salva e crê que foi protegido. Dado tempo suficiente todos os eventos possíveis sucederão é simplesmente a lei das probabilidades, nada mágico está envolvido nisto.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Pode haver um mau destino?

Não há destino, Buda ensinou que tudo é ação e consequência, no entanto marcas cármicas que vivemos em uma vida se manifestam em outra com suas consequências. Mas o que é importante é que você pode mudar seu karma, pode modifica-lo com as ações corretas. Boas ações produzem belas consequências cedo ou tarde.
Portanto desconsidere qualquer outra explicação e olhe para a frente. Se tomar as iniciativas corretas, se agir determinadamente, naturalmente os rumos da vida se alterarão.
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Por que meu destino é infeliz?
Não há destino, tudo é ação e consequência, no entanto marcas cármicas obtidas em uma vida se manifestam em outra vida, com outra identidade e com suas consequências. Mas o que é importante é que você pode mudar o karma que gerou sua vida e identidade atuais, pode modifica-lo com as ações corretas. Boas ações produzem belas consequências cedo ou tarde.
Portanto desconsidere qualquer outra explicação e olhe para a frente. Se tomar as iniciativas corretas, se agir determinadamente, naturalmente os rumos da vida se alterarão.
Portanto desconsidere qualquer outra explicação e olhe para a frente. Se tomar as iniciativas corretas, se agir determinadamente, naturalmente os rumos da vida se alterarão.
sexta-feira, 8 de junho de 2007
Estava escrito...
Esta seria a doutrina da predestinação, ou do destino, neste caso nada mais seríamos que autômatos repetindo uma peça escrita por um autor onipotente.
Neste caso não poderíamos mudar nada e também ninguém poderia ser acusado de culpa alguma. Seria a absoluta falta de liberdade de viver e de modificar o carma. Nada mais longe disto do que o budismo que foca na liberdade, no atingi-la além dos nossos automatismos.
Neste caso não poderíamos mudar nada e também ninguém poderia ser acusado de culpa alguma. Seria a absoluta falta de liberdade de viver e de modificar o carma. Nada mais longe disto do que o budismo que foca na liberdade, no atingi-la além dos nossos automatismos.
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