quinta-feira, 3 de julho de 2008

Qual é o quinto preceito?




Na tradução de Robert Aitken Roshi, este anexou comentários a este preceito, um dos dez preceitos maiores, ou mais importantes no zen, que fala sobre não tomar ou dar drogas, (entendidas como substâncias que tiram a clareza mental e distorcem a percepção).
Comentários atribuídos à Bodhidharma e Dogen Zenji, respectivamente o primeiro Patriarca do Zen na China e o Primeiro no Japão:

5. Not Giving or Taking Drugs.
Bodhidharma: Self-nature is subtle and mysterious. In the realm of the intrinsically pure Dharma, not giving rise to delusions is called the Precept of Not Giving or Taking Drugs.
Dogen Zenji: Drugs are not brought in yet. Don't let them invade. That is the great light.

5. Não dar ou consumir drogas.
Bodhidharma: A auto-natureza é sutil e misteriosa. Na esfera do intrinsecamente puro Dharma, não dar origem a delusões é o preceito de não dar ou tomar drogas.
Dogen Zenji: Drogas não devem ser levadas. Não deixe que elas invadam. Essa é a grande luz.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

O que é Sangha?


É comum que no zen se estenda a denominação Sangha à toda comunidade de praticantes, nas próprias recitações diárias há um trecho do refúgio em que se diz: "tomo refúgio na Sangha, o lugar da harmonia" e em outras cita-se explicitamente a comunidade como tal. Porém na antiga tradição Theravada não é assim, sendo o entendimento bem mais estrito, mais estrito ainda que a Sangha monástica. Como me explica meu amigo o Prof. Ricardo Sasaki em seu e-mail em PVT que editei abaixo:


"...............................no Theravada, Sangha é a comunidade dos Arias, ou Nobres, Sotapanna, Sakadagami, Anagami e Arahant, é a esta Sangha que prestamos homenagem e tomamos refúgio e não neste ou naquele grupo de buddhistas ou praticantes. Quando queremos dizer a comunidade de monges, dizemos bhikkhusangha, mas é explicito que não é a esta sangha que tomamos refúgio nem é ela que figura nas três jóias. Só uma informação sobre o Theravada :)"

terça-feira, 1 de julho de 2008

Sesshin de julho em Florianópolis


Final de um sesshin em fev 2007

Este sesshin é um sesshin de iniciantes, mesmo pessoas com bem pouca prática tem participado com sucesso, pode-se variar de posição, ficar em pé à frente do zafu e mesmo usar cadeira, de modo que basta a determinação de ficar junto com os outros e participar durante um dia e meio. Já tivemos pessoas que apenas tinham feito uma única sessão antes do sesshin, e uma aluna com câncer terminal fez vários sesshins no ano de sua morte (2003), quando cansada demais deitava-se no zabuton, mas não abandonou a sala, Maria Helena é um símbolo para mim, pois se alguém fazendo quimioterapia, sem cabelos, e prestes a morrer, pode suportar um sesshin, por que nós os saudáveis cremos não poder aguentar?

PROGRAMAÇÃO DO SESSHIN – 18 À 20 DE JULHO

SEXTA-FEIRA

19:00 - Chegada e organização
19:40 - Janta e Instruções - Voto de silêncio
21:00 – Zazen 40' - Início do silêncio
21:40 - Preparação para dormir
22:00 - Apagar as luzes e dormir


SÁBADO

04:00 - Shinrei (Alvorada)
04:20 - Zazen 40' (meditação formal sentada)
05:00 - Kinhin 10' (meditação em movimento)
05:10 - Zazen 40' (meditação formal sentada)
05:50 - Choka (cerimônia matinal de recitação de Sutras)
06:30 - Refeição da manhã (café da manhã formal)
07:45 - Samu (trabalho comunitário)
08:30 – Zazen 40'
09:20 - Palestra do Dharma
10:30 - Zazen 40'
11:10 - Kinhin 10'
11:20 - Zazen 40'
12:00 - Refeição do meio-dia (almoço formal)
13:00 - Descanso, permitido banho rápido (deitados nos quartos em silêncio)
15:00 - Zazen 40'
15:50 - Palestra do Dharma
17:00 - Zazen 40'
17:40 - Kinhin 10'
17:50 - Zazen 40'
18:30 - Refeição leve da noite (informal)
20:00 - Zazen 40'
20:40 - Kinhin 10'
20:50 - Zazen 40'
21:30 - Chá e Exercícios de alongamento
22:00 - Apagar as luzes e dormir


DOMINGO

04:00 - Shinrei (Alvorada)
04:20 - Zazen 40' (meditação formal sentada)
05:00 - Kinhin 10' (meditação em movimento)
05:10 - Zazen 40' (meditação formal sentada)
05:50 - Choka (cerimônia matinal de recitação de Sutras)
06:30 - Refeição da manhã (café da manhã formal)
07:45 - Samu
08:30 - Zazen 40'
09:20 - Palestra do Dharma
10:30 - Zazen 40'
11:10 - Kinhin 10'
11:20 - Zazen 40'
12:00 - Refeição do meio-dia (almoço formal) –
13:30 - Organizando os pertences pessoais
14:00 – Zazen 40'
14:40 – Encerramento e confraternização

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Dia 1 e 2 de julho chineses e tibetanos conversarão


Premier Samdhong Rimpoche do Governo Tibetano no Exílio

Enviados do Dalai Lama chegam à China - 30 de Junho de 2008

Enviados do Dalai Lama chegaram à China na segunda-feira para se encontrar com o governo e discutir a questão do Tibete, informou o governo tibetano no exílio, em meio às pressões para que a China se abra ao diálogo às vésperas da Olimpíada.

"A Sua Santidade, o Dalai Lama, instruiu seus enviados a fazer qualquer esforço para obter progressos tangíveis e aliviar a difícil situação dos tibetanos que vivem em sua terra", informou um comunicado do governo no exílio, sediado em Dharamsala, no norte da Índia.

A chegada dos enviados do Dalai Lama coincide com a visita da secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, à China. Ela pressionou o ministro das Relações Exteriores chinês, Yang Jiechi, a avançar nas questões do Tibete e dos direitos humanos, dizendo que os norte-americanos se preocupam muito com esses assuntos.

O encontro acontece cerca de um mês antes dos Jogos Olímpicos em Pequim e em meio à grande preocupação do governo chinês acerca de sua imagem entre a comunidade internacional.

É a segunda vez que enviados do Dalai Lama se encontram com autoridades do governo chinês desde as revoltas e protestos contra o comando chinês no Tibete neste ano, o que levou a protestos internacionais que pressionam a China a dialogar com o líder espiritual exilado.
..........
Nota de M. Genshô: "Como sempre, o governo do Brasil, apesar de ambicionar posições políticas na ONU, manteve sua política de não se manifestar senão em apoio à China, colocando a ética sempre abaixo dos interesses meramente comerciais."

domingo, 29 de junho de 2008

Fogo ameaça o mais antigo mosteiro zen do ocidente.


By Eric Bailey and Steve Chawkins, Los Angeles Times Staff Writers
June 28, 2008 (adaptado por Monge Genshô)

Na Floresta Nacional de Los Padres em torno de Tassajara, no mais antigo convento dedicado ao Zen Budismo, os incêndios já consumiram mais de 80000 hectares nas últimas três semanas. Steph Wenderski, 30 anos, nativa de Minnesota que viveu no convento dois anos, admite ocasionais períodos de medo. Mas esses períodos, disse ela, invariavelmente deram lugar à serenidade.

"Você não tem muito tempo para pensar sobre aquilo que pode vir", disse ela.

As autoridades locais pediram que aqueles que ficarem para trás neste centro espiritual - uma série de prédios rústicos de madeira e pedra, em uma remoto vale a 14 milhas da rodovia em uma estrada de terra batida - que forneçam os nomes de seus dentistas para efeitos de identificação.

Em Tassajara, uma tripulação de monges protetores apresentaram a mesma fortaleza dos que protegem suas casas protegendo seu mosteiro do brilho laranja do aproximar das chamas.

"Não temos a intenção de deixar o mais antigo mosteiro budista no Hemisfério Ocidental queimar", declarou Greg Fain, que parece apressado ao partir de S Francisco, onde ele atua como tesoureiro do San Francisco Zen Center.

"Neste lugar está o meu coração", disse Fain, estreitando os olhos por detrás de aro preto dos óculos, sua cabeça raspada coberta por uma boina amarela de beisebol. "Cada vez que venho ao cume, meu coração se eleva."

O complexo se espraia em 160-acres ao longo da borda de Tassajara Creek, em vales estreitos preenchidos com amieiros, carvalhos e pinheiros.

O San Francisco Zen Center comprou a propriedade em 1967.Metade do ano funciona estritamente como um mosteiro, com monges fazendo a sequência das práticas tradicionais Zen importados do Japão por Suzuki Roshi, dedicando pelo menos 10 horas por dia para a meditação e recitações.

Nos meses de Verão, Tassajara abre ao público - Praticantes do Zen ou simplesmente pessoas à procura de solidão. Com refeições estritamente vegetarianas, um banho quente, casas aconchegante e cabanas, preços de hotelaria .

Quando da notícia da proximidade do fogo, 75 convidados e alguns estudantes foram para o local em uma caravana de veículos automóveis. Esses protetores começaram a preparar-se para o pior.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Quem foram os Buddhas não históricos?


Abaixo você pode ver a lista dos Budas lendários, os antecessores de Buddha,como recitada no zen, o último é o próprio Buddha histórico, Shakyamuni, o título que segue é Dai - Grande e Oshoo - Mestre, (a adoção deste título como nome próprio é uma apropriação de fundo comercial).
Butsu é Buddha em japonês. A função de serem recitados estes nomes é para tornar claro que existem muitos Buddhas e poderão existir outros, sendo Shakyamuni o de nossa era. Assim iniciam as recitações de todas as linhagens no zen:

Bibashibutsu Daioshoo
Shikibutsu Daioshoo
Bishafubutsu Daioshoo
Kurusonbutsu Daioshoo
Kunagonmunibutsu Daioshoo
Kashoobutsu Daioshoo
Shakamunibutsu Daioshoo
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quarta-feira, 25 de junho de 2008

O Zen ordena mulheres? Elas são iguais aos homens no budismo?


Monja Zen: Bhikshuni Nandabala

Bem, vamos comentar alguns fatos sobre a ordenação feminina:

1) Nos tempos de Buda, foram admitidas as mulheres na ordem e ordenadas monjas, sendo pacífico não haver distinção entre mulheres e homens na capacidade de alcançar a iluminação. Embora seja fácil achar passagens sexistas em textos, a tese budista da igualdade dos seres não encoraja esta posição.
ex:
"A primeira monja foi Prajāpati. Khemā era a monja com mais sabedoria. Entre as monjas com mais poderes sobrenaturais, Uppalavannā era a maior. Nas regras de disciplina, Patacāra era a maior. Dhammadinnā era a maior na exposição dos ensinamentos. Em poderes meditativos, Nandā Sāvikā era a maior. Sonā era a maior no esforço. Em clarividência, Sakulā era a maior. Bhaddā Kundalakesā foi a mais rápida a atingir a realização. Bhaddā Kapilāni era a maior na lembraça de vidas passadas. Nos grandes poderes sobrenaturais, Bhaddā Kaccāna era a maior. Entre as que atingiram o poder superior, Kisāgotamī era a maior. Sigālamāta era a maior em devoção." (Dharmanet)

2) Criou-se uma linhagem de ordenação feminina, sendo sua primeira matriarca a tia de Buda, sua mãe adotiva. Esta linhagem foi prosseguindo até o sec 13 quando a invasão muçulmana que praticamente extinguiu o budismo na Índia deixou a sucessão feminina interrompida. Não sobreviveram mulheres que pudessem prosseguir a linhagem. Muitas linhagens masculinas também se extinguiram com o tempo, mas sobreviveram suficientes para o prosseguimento do budismo de ordenação em linha contínua até Buda.

3) Dois comportamentos então sucederam: escolas que daí em diante só ordenaram homens nas linhagens masculinas, tais como as do sul da Ásia, ficando as mulheres sem esta possibilidade, e escolas que passaram a ordenar mulheres em linhagens e com mestres homens tal como sucede com o zen até hoje.

4) O motivo da predominância masculina no budismo deve ser encontrável nas mesmas origens do que sucede nas atividades humanas normais,.(composição musical, pintura, matemática, filosofia etc...) sendo que no momento presente, no ocidente já encontramos mais mulheres ensinando o zen e famosas como mestras do que homens.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Por quê dar prioridade à linhagem?


Mahakashyapa - o Primeiro Patriarca

Porque sem a transmissão e a linhagem tudo está perdido, por esta razão o extremo cuidado dentro do zen na transmissão, na entrega do manto a um monge visto merecedor de ser um sucessor daquela linhagem. Veja sobre quebra da linhagem feminina e nos problemas de ordenação decorrentes no Theravada, até hoje não solucionados, e esta é a tradição que mais valoriza os sutras como caminho, se fossem os textos tudo que precisamos esta questão seria desconsiderada.
O Kalama Sutra tem seu texto muitas vezes usado erradamente toma-lo como uma declaração de que cada um vai construir um budismo particular empírico é levar a intenção do sutra longe demais e desconecta-lo do restante dos sutras.

Tomando um texto (Bikkhu Bodhi) da própria tradição Theravada:(íntegra em http://www.acessoaoinsight.net/arquivo_textos_theravada/ensaio9.htm )

"Nesta edição do boletim periódico estamos combinando a coluna principal com a coluna 'Estudos de Suttas' para revermos um discurso do Buda que freqüentemente é mencionado, o Kalama Sutta. O discurso tem sido descrito como o 'alvará do Buda para o livre inquérito', e embora o discurso, com certeza, contraponha os ditames do dogmatismo e da fé cega com um vigoroso chamado para a livre investigação, é questionável se ele pode dar suporte a todas as idéias que lhe têm sido atribuídas. Com base em um único trecho, mencionado fora do seu contexto, o Buda é convertido num empirista pragmático que descarta toda doutrina e fé e cujo Dhamma é uma simples ferramenta para atingir a verdade dos livres pensadores, convidando cada um a aceitar e rejeitar qualquer coisa que queira."

Outro ponto importante no zen é a chamada transmissão "I shin dem shin" de uma mente/coração a outra, sem palavras, sobre ela publiquei um texto do rev. Wagner no site www.chalegre.com.br/zendo em "Textos" . Considerando mais ainda deveríamos atentar para a atitude dos discípulos em escolher Mahakashyapa como primeiro patriarca e o imenso cuidado de preservação da recitação das linhagens no zen, simplesmente nos mosteiros ela é recitada todos os dias, os monges normalmente a sabem de cor, são 90 nomes atualmente, em média.
Mais ainda, a tradição indica que somente um portador da realização pode reconhecer outro, esta é uma maneira de distinguir charlatões que frequentemente surgem se autonomeando novos mestres e dos quais a internet está cheia, mestres iluminados, Maitreyas, alguns delirantes a enganar incautos. Porém isto é secundário, o que importa é que perdida a transmissão e o mestrado precisaríamos de um novo Buda para reiniciar as linhagens e a transmissão, se tudo for deixado apenas a interpretação de textos não teremos mais a substância do budismo, mas um debate filosófico em que forças centrífugas estilhaçariam a tradição em miríades de opiniões e interpretações pessoais.
Para finalizar estes 2600 anos foram construídos sobre esta tradição de transmissão, pouco importam os nomes das tradições, o que importa para distinguir, se provem de Buda ou não, é a existência de transmissão, de linha de ordenação.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Impermanência


Saikawa Roshi trabalha na cozinha do Templo Busshinji. (Foto Seigen)

“É precisamente por serem impermanentes todas as formações que nasceu essa menina. É por serem impermanentes todas as formações que ela pode crescer. É por ser tudo impermanente que existe o encontro com a pessoa amada. É por ser tudo impermanente que brigamos e que temos um bom relacionamento. É por ser tudo impermanente que as flores e a vegetação florescem na primavera. É belo quando uma flor desabrocha e também é belo quando ela murcha. E mais do que qualquer outra coisa não é a mente que sente a impermanência a própria impermanência? Não é assim que você estava até agora? ...................... Ao esquecer o tópico anterior e sem prestar nenhuma atenção nisso pensa e deixa de pensar sem saber de onde surgem esses pensamentos. Assim sendo, comparado com isso não está aquela menina cheia de vida? Não é ela perfeitamente livre?”

“É assim na verdade. Por acaso não surge e desaparece sem conhecer repouso?”

“Assim sendo, não é a impermanência de todas as formações um sinônimo de estar vivo? Não será por acaso um sinônimo da liberdade? Quem pode dizer que não é um sinônimo da luz e da alegria? Quem sabe se não se trata de um sinônimo de estar perfeitamente liberado desde o início?”

Trecho de texto de Saikawa Roshi, tradução do Rev. Joaquim Monteiro do original japonês.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O zen budismo aprova a violência?

Este vídeo é uma resposta a um vídeo de ataque ao zen budismo postado no youtube por um pastor fundamentalista, o qual tem sido muito difundido, o vídeo do pastor pode ser visto aqui:

http://br.youtube.com/watch?v=AlMymtCsx9c&feature=related

A produção caseira foi realizada por Michel Cunha.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Batizado buddhista



Oribinalmente o budismo não tinha uma cerimônia tal como um batizado, mas devido aos pedidos dos ocidentais foi criada uma cerimônia de aposicão de um nome, nestas fotos uma menina, que recebeu o nome do Dharma de Alegria Compassiva, parece ter ficado muito feliz com o acontecimento...

terça-feira, 17 de junho de 2008

O buddhismo diz que a vida é sofrimento?


Sobre a palavra "sofrimento", ela, nos textos originais dos sutras budistas mais antigos, surge como " dukka", ora, esta palavra em Páli tem o significado mais corretamente traduzido pelo termo " insatisfatoriedade", visto que nem tudo na vida é sofrimento, mas qualquer felicidade é (assim como qualquer sofrimento) temporária, e assim insatisfatória, sempre cessará.
O termo "dukka" remete a raiz da palavra "eixo" e pretende significar o eixo descentrado de uma carroça, que a faz oscilar em ciclos, da mesma forma que a vida é cíclica sem que nada possa ser permanente e estável.
O fato desta tradução errônea ter gerado muita confusão, e mesmo a afirmação de que o budismo nega as felicidades inerentes ao viver, é mais uma das inumeras imprecisões que cercam o conhecimento acerca do Dharma.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Trilha Zen


Convite para visualizar o álbum de fotografias: Trilha Zen (7)

Trilha Zen (7) Trilha do Morro da Aranhas no Costão do Santinho, norte da Ilha de Sta. catarina.

Mensagem de TrilhaZen:

Gostaria de compartilhar com todos as fotos da trilha zen (7) - Trilha do Morro da Aranhas no Costão do Santinho, norte da Ilha de Sta. catarina.

Agradecemos a participação de todos.

Gasshô!
Organização Trilha Zen.
Copie e cole o link abaixo em seu navegador:
http://picasaweb.google.com/trilhazen/TrilhaZen7

domingo, 15 de junho de 2008

Uma vela pelo Tibete


Uma vela pelo Tibete é agora um sítio multilingue.
É este o endereço para o sítio português: http://www.candle4tibet.org/pt/
Gostaria de aproveitar para agradecer ao Rui Vieira pelo excelente trabalho em traduzi-lo.
Juntos faremos algo maravilhoso e especial.
Vamos criar um momento único, quando tantos milhões que de outro modo fariam muito pouco ou nada pelo Tibete ou qualquer outra causa, mas fariam algo espiritual. E fá-lo-iam.juntos
Os orgãos de informação, não duvido, em breve notarão a iniciativa, o que trará mais participantes, e mais cobertura da imprensa, e elevará a conciência da Causa Tibetana. É um círculo virtuoso.
Temos voluntários que farão acontecimentos de 'Uma vela pelo Tibete' em público , e tradutores traduzindo este site para 20 línguas. E o melhor ainda é que somos já meio milhão mesmo antes de começarmos.

Se ainda não se juntou a nós, por favor faça-o.
http://www.candle4tibet.org/pt
e se gostaria de organizar uma sessão de velas pública, por favor diga-nos info@candle4tibet.org

Por favor, passe este email para todas as pessoas que possa contactar
Junte-se à maior manifestação de sempre – pelo Tibete
quinta-feira 7 de Agosto, na noite antes do início dos Jogos Olímpicos.
Participe em 'Uma vela na minha janela - pelo Tibete'

http://www.candle4tibet.org/pt/

Acenda uma vela pelo Tibete na sua casa , no seu trabalho ou num lugar público.
Você não estará sozinho. Milhões de pessoas em todo o mundo estarão nesta mesma oração pela liberdade e esperança.
E as nossas velas serão vistas por milhões na televisão em todo o mundo no dia da abertura das olimpíadas. O Tibet não será esquecido.

Junte-se a http://www.candle4tibet.org/ pt hoje e convide todos os seus amigos.

Nós vamos conseguir. O mundo estará observando.

David (e-mail que deve ser distribuído a todas as pessoas possíveis)

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Comentário de Sharon Stone sobre 'carma' irrita China


Sharon Stone cometeu um erro, a saber, confundiu carma com causalidade, muito do que sucede no mundo decorre apenas da condição de sermos humanos, de estarmos aqui ou ali, numa cadeia inextrincável de conexões. Não é possível achar ligação para cada acontecimento com carma individual ou coletivo. Por sermos seres humanos estamos sujeitos a múltiplos acontecimentos naturais que não são castigo ou prêmio, mas meras decorrências de estarmos aqui. Carma em si mesmo, pessoal, é o que decorre de ação intencional e marca nossa mente levando a repetições de palavras e ações com suas consequências.

Já publicado no blog:

Carma e causalidade são a mesma coisa?

Não exatamente, a lei da causalidade aplica-se a tudo que sucede, é expressa na segunda Nobre Verdade, tudo tem causa. Carma é um conceito que se aplica a uma ação que tem intenção, um EU por trás dela.
O carma do qual está livre o homem iluminado é o da geração de um carma próprio, que se aplica a ele mesmo, e seria sem sentido dizer que suas ações não geram frutos cármicos no mundo, seria como se ele atirasse uma pedra na água e esta não gerasse mais ondas, o que é absurdo.
Em vários textos zen está expresso que o motivo é que não tendo um eu não há como haver uma geração de um carma próprio. Algo a que este possa aderir. Mas isto não significa que as ações de um iluminado não geram causalidade, consequências.
Vê-se curiosamente que o hábito de usar a palavra carma para todos os sentidos, tais como fruto (vipaka) ação (carma) e mesmo causalidade, vem já de muito tempo e causa confusões.
No Dharma,

Rev. Genshô


Subject: [ZenSul] Comentário de Sharon Stone sobre 'carma' irrita China



PEQUIM (Reuters) - A firma varejista de luxo Christian Dior tirou anúncios com Sharon Stone de lojas por toda a China, depois de a atriz sugerir que o terremoto em Sichuan foi fruto de 'carma negativo' provocado pela política de Pequim no Tibete. Pelo menos 68 mil pessoas morreram no terremoto que sacudiu o sudoeste da China em 12 de maio. O abalo aconteceu meses após distúrbios no Tibete que desencadearam manifestações de ultraje internacionais contra a maneira como Pequim trata a região de predominância budista, invadida por tropas comunistas chinesas em 1950.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

O Dharma desaparecerá e será um dia restaurado?


O Dharma desaparecerá e será um dia restaurado? É uma espécie de profecia?

R: É um conceito cíclico muito citado em numerosos escritos budistas, como se o Dharma entrasse em decadência, ninguém mais obtivesse a iluminação fácil dos promeiros tempos, fosse ficando só o ensinamento e por fim até este fosse esquecido, os períodos são citados com grandes variações, de centenas até a milhar de anos. No Zen dizemos que isto é apenas didático e a iluminação está acessível a quem praticar corretamente aqui e agora, esta condição não muda. Mas nada impede que novos Budas venham a surgir se as condições para isto existirem.

Seria bom desconsiderarmos estas coisas e nos voltarmos para uma prática dedicada de meditação e preceitos.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Mas o que é a Baika?




Utilizando o canto, acompanhado de dois instrumentos relativamente simples, a Baika não é um coral, tampouco se preocupa com afinação e qualidade de voz, pois isso vem com o tempo. O que interessa nessa prática, como em todas as práticas budistas, é a sinceridade do esforço.

Baika significa "ameixa", fazendo referência à flor da ameixeira que floresce no mais frio do inverno. Também é chamada de Goeika, originada das "Canções dos Peregrinos", devido aos caminhos de peregrinação, no Japão, que passam por vários mosteiros e templos
budistas. Muitos praticantes ainda fazem esse percurso a pé e, segundo a tradição de aproximadamente 1100 anos, a cada templo que se chega, há instrumentos à disposição para que seja entoado o hino daquele templo, antes de seguir a caminhada para o próximo.

A prática de Música Zen Budista permite a qualquer praticante entrar no mundo da expressão musical através da plena atenção e harmonização com o grupo. A abordagem do "treino" difere bastante daquilo que conhecemos como "ensaio" de música ocidental, seja
no contexto secular, seja no contexto religioso ocidental. É prática Zen. As músicas entoadas na Baika baseiam-se no canto de poemas budistas, homenagens a grandes mestres, ensinamentos Zen e outros, acompanhadas do som de um sininho e uma pequena chapinha de metal que é tocada com um martelinho.

No grupo formado na Sanga Águas da Compaixão, inicialmente, cantaremos as músicas em japonês, enquanto estamos aprendendo o espírito da prática. Esperamos que, com o tempo, possamos desenvolver a nossa própria prática de Baika brasileira, com as nossas próprias músicas e/ou poemas em português. No Japão essa prática é tão popular que há encontros regionais e nacionais. Esse último chega a lotar um estádio de futebol.

Futuramente, receberemos visitas de professores especiais de Baika, enviados ao Brasil pela sede japonesa da nossa tradição, para ministrar aulas nos vários grupos existentes no país - uma vez que esta prática está bastante difundida na colônia japonesa.

"Apresentações de goeika (ou Baika) são comuns nas celebrações de "Obon"; cerimônias marcando o nascimento, iluminação e parinirvana de Buda (Tanjo-e, Jodo-e e Nehan-e) e cerimônias em honra dos fundadores de templos.
Freqüentemente os poemas falam dos sofrimentos e prazeres da vida comum. Ao praticar o goeika, deve-se manter o coração
o mais livre possível das distrações, dos pensamentos e apegos." - Texto traduzido por Monja Isshin, do Rinnou Net - Official Site for
the joint council for Japanese Rinzai and Obaku Zen / What Is Zen? /
Music - http://zen.rinnou.net/whats_zen/music.html

Para conhecer mais e ouvir gravações de canções de Baika visite os seguintes sites:
http://zen.rinnou.net/whats_zen/data/en-yurai.mp3
http://global.sotozen-net.or.jp/por/baikaryu.html

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Grupo de Baika da Sanga Águas da Compaixão

É uma rara oportunidade de conhecer a música religiosa japonesa...

DIVULGAÇÃO

Mestre de Baika – música Zen Budista – orienta prática em Porto Alegre

A Monja Isshin Havens, orientadora espiritual da Comunidade Soto Zen Budista Águas da Compaixão, e da Sanga Aikikai da Associação RS Aikikai de Aikido, tem a felicidade de anunciar a visita do mestre japonês
Tetsuyû Yasuda Sensei, abade do Templo Shôinji em Chiba, no Japão, para ministrar aulas de Baika – música Zen Budista – aos praticantes do grupo, em Porto Alegre. O Mestre chegará à Capital no dia 13 de junho, sexta, e ficará até o dia 14 de junho, sábado, para realizar palestras e orientar a prática de Baika.

Tetsuyû Yasuda Sensei realizará demonstração pública e explanará sobre a Baika no dia 13 de junho, sexta, a partir das 19h30, no Espaço Dojinmon – Rua Portugal, 733 – Bairro Higienópolis. Para assistir à demonstração e palestra, abertas a todos os interessados, solicita-se a contribuição mínima de R$ 20,00 para o público externo.

A prática especial com Tetsuyû Yasuda Sensei deve ocorrer no dia 14, sábado, das 9h às 12h, também no Espaço Dojinmon, no mesmo endereço. As aulas estão abertas a todos, mesmo sem conhecimento prévio da prática. Sugerimos a doação de R$ 20,00 como contribuição mínima para a participação nas aulas.

Com atividades regulares orientadas pela Monja Isshin Havens, que recebeu treinamento formal na prática de Baika durante o período monástico no Japão, o Grupo de Baika da Sanga Águas da Compaixão encontra-se todo terceiro domingo do mês, das 14:30 às 16:30 hs, para realizar este tipo de prática Zen Budista e está aberto a todos, sem distinção ao credo religioso. É previsto a visita de um professor-mestre vindo do japão para ministrar aulas especiais todo ano.

Este é talvez o único grupo de Baika formado por integrantes não-japonesas no Brasil.

Para mais informações sobre o evento e sobre a prática regular de
Baika, pode-se contatar a Monja Isshin pelo fone: 51 9331-7476, ou por
correio eletrônico, através do endereço: isshinemail-contato@yahoo.com.