
domingo, 30 de setembro de 2007
Caminhada por Myanmar em Florianópolis

sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Caminhada Pacífica em Florianópolis

CAMINHADA PACÍFICA
Em solidariedade aos monges budistas de Myanmar
FLORIPA unida em prol da PAZ!
As Comunidades Budistas ao redor do mundo e em todo o Brasil estão formando uma corrente de não-violência e manifestação pacífica em prol dos monges birmaneses, que estão sofrendo forte repressão por posicionarem-se pacificamente contra as opressões da ditadura em seu país.
Florianópolis não ficará de fora deste movimento! Domingo, 30 de setembro, às 9h da manhã, sairemos da Catedral da Praça XV, centro da cidade, munidos de amor no coração e paz no caminhar, em um evento de solidariedade sem fins lucrativos. Nosso objetivo é reunir a população com cobertura da mídia, somando esforços com as manifestações que ocorrem ao redor do mundo em favor do fim da repressão violenta em Myanmar.
A divulgação desta Caminhada Pacífica está ocorrendo através das listas de e-mail. Passe adiante o convite para que possamos reunir o maior número de pessoas!
Outras manifestações ocorrerão em São Paulo e demais centros brasileiros. Esta é uma iniciativa do Colegiado Buddhista Brasileiro, entidade que reúne as linhagens tradicionais do budismo em nosso país, e das Comunidades Budistas de Florianópolis.
Convidamos todos os representantes das diferentes tradições religiosas e seus seguidores, para que venham compartilhar conosco da sua energia pacífica.
Traga seus amigos e familiares, muito amor no coração e paz no caminhar!
Você pode ajudar divulgando o evento para os mais diversos tipos de mídia, de forma que todos estejam cientes deste acontecimento.
“Temos que ser a transformação que queremos no mundo” – Mahatma Gandhi
Monges birmaneses
É correto os monges protestarem como na Birmânia?
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Monges agredidos e presos por soldados
27 de Setembro de 2007 | 08:38
As forças de segurança de Mianmar voltaram a atacar os monges budistas nesta quinta-feira. Os monges, que há dez dias protestam nas ruas pela queda da junta militar que governa o país, foram espancados por policiais e soldados. Testemunhas dizem que pelo menos uma pessoa morreu durante a repressão aos protestos na cidade de Rangoon, a principal área urbana da antiga Birmânia.
Há relatos de que os soldados quebraram janelas e portas, invadiram dormitórios e agrediram os monges enquanto eles dormiam. Alguns poucos fugiram, e centenas deles foram presos -- testemunhas viram caminhões militares levando os religiosos embora. Apesar dos ataques aos monastérios, os civis do país continuaram com os protestos -- o governo, enquanto isso, ameaçava abertamente a população.
A junta militar transmitiu avisos pelo rádio e pela TV, dizendo que os manifestantes devem ir para casa ou enfrentar "sérias ações". A advertência foi ignorada e milhares de pessoas se reuniram ao centro de Rangoon para desafiar o regime ditatorial. Os manifestantes xingavam os soldados e cantavam canções nacionalistas. A tropa reagiu ao protesto com tiros para o alto e com gás lacrimogêneo.
Fonte: Veja on-line
Repressão em Myanmar
É com grande preocupação que o Colegiado Buddhista Brasileiro vem a público comentar as ações que se desenrolam nos últimos dias na antiga Birmânia, atual Myanmar, onde milhares de monges budistas fazem um protesto pacífico contra a junta militar que governa o país.
Segundo fontes da imprensa os monges tomaram as ruas de Yangon, capital do país, entoando Sutras, dentre eles o Metta que exalta o amor e a compaixão dos seres humanos. O que começou com algumas dúzias de manifestantes tornou-se uma das maiores manifestações naquele país,
contudo, com uma característica ímpar: imbuídos de extrema compaixão, os monges estão pedindo para a população leiga que não os acompanhe, nem façam qualquer movimento contra o governo, para que tais leigos não sofram represálias do governo.
Soubemos por fontes da imprensa que a repressão do governo se iniciou hoje, em ações violentas contras os monges, sendo que os seis principais templos da capital birmanesa foram cercados por forças fiéis ao governo e vários monges foram presos e espancados.
O CBB apela a todos os budistas e simpatizantes de nossa religião e mesmo aos membros de todas as outras denominações reliosas que apóiem de alguma forma esses corajosos representantes do Dharma que puxaram para si a responsabilidade de protestar contra as atrocidades do governo para com a população. Esse apoio pode ser feito de várias maneiras, desde intervenções juntos aos poderes nacionais e internacionais até a simples e necessária oração para o povo birmanes, seus governantes e nossos irmãos monges, para que a questão seja
resolvida pelas vias não-violentas como pregou, Sidharta Gautama, o Buda.
Mesmo nesse momento de grande pressão e opressão, os monges birmaneses seguem fiéis aos ensinamentos do Tathagata, elevando sua compaixão e altruísmo às últimas consequências, que esperamos serem as mais serenas possíveis por parte do governo birmanes.
Vamos aguardar o desenrolar das ações, mas pedimos a todos que não se abstenham, nem virem seus rostos para longe, pois as vidas desses monges dependem da pressão internacional e para provocar essa pressão precisamos nos manifestar, seja por emails aos consulados americanos,
tailandes, chines e europeus, bem como, para o Itamaraty e veículos da imprensa.
O CBB possui em seu quadro de diretores e em seu conselho consultivo, representantes do budismo Theravada que através de seus contatos na Ásia tentarão nos manter informados do desenrolar dos acontecimentos.
Sarva Banthu Mangalam!!!!
Metta, Omitofo, Tashi Delek, Namo Amida Butsu, Gassho...
Mauricio Ghigonetto (Shaku Hondaku)
Presidente
CBB
( Demais diretores também subscrevem)
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Por que praticar se eu mesmo não continuarei aqui?
É a mesma coisa. Nossos eus se renovam a cada manifestação, e nada lembramos, mas somos a manifestação de carma do passado que, por operar, assume uma identidade, um eu renovado.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Testamos procedimentos em vermes em laboratório, qual o resultado cármico disto?
Adianto que o zen budismo não tem respostas gerais, e todas as ações precisam ser contextualizadas observando o bem maior para o maior numero de seres, e mesmo a hierarquia de consciência destes. O exemplo mais fácil é perguntar se um doente de tuberculose deve evitar tomar antibióticos por não desejar matar milhões de bacilos de Koch. Creio que isto esclarece a questão suficientemente, veja que carma começa com "intenção".
www.chalegre.com.br/zendo
domingo, 23 de setembro de 2007
A prática real
Na foto, já sem cabelos, ela janta com a Sangha, a seu lado Flávio Josshin, um pioneiro do zen em Santa Catarina.

sábado, 22 de setembro de 2007
Zendôs precisam ser perfeitamente silenciosos?
Portanto precisamos buscar um caminho do meio para não termos que lidar com mais obstáculos do que a maioria pode lidar, nem procurar que o zendô seja um lugar perfeito, nem permitir que por licensiosidade nossa ele se torne demasiado conturbado.
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
É possível levar a vida do Dharma no mundo comum?
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
O abandono de Sidharta
P: Sobre Sidharta, ele abandonou sua esposa e seu filho. Um pequeno ou grande sacrifício por parte dele? Quão grande deve ter sido o efeito deste abandono na vida da mulher e do filho e da mãe e do pai! Qual teria sido o efeito cármico de um ato destes ?
R: Grande sem dúvida. Veja ele não era um iluminado, nem temos porque tentar defender os atos de Buddha antes da iluminação, ele não era diferente de mim ou de você. Era um homem perturbado, cheio de dúvidas sobre o sofrimento, angustiado pela existência da morte. Que foi difícil sua decisão é de adivinhar, cortar seus laços e tentar encontrar as respostas...
Podes avaliar pela tua própria luta para cortar com o passado e encontrar teu próprio caminho. Difícil, dolorido, coisa que precisa de coragem e determinação. Do ponto de vista ético podemos citar Sto. Thomas de Aquino, nas dúvidas morais optar pelo maior bem para o maior numero de pessoas, não há dúvida de que este objetivo foi atingido no caso de Buddha.
Por outro lado Rahula, seu filho, foi mais tarde um dos grandes discípulos de Buda, um de seus mais próximos seguidores, sua mãe adotiva Prajnapati foi a iniciadora da ordem feminina e também grande discípula. A espôsa faleceu antes desta oportunidade. Ao que parece a família o seguiu. Assim podemos dizer que o mau carma de abandono de Sidharta parece ter sido resgatado pela sua atuação depois de se tornar o Buddha.
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Fui a uma missa, é certo?
Tudo é simples e espiritualmente profundo, somos nós que não enxergamos.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
MAITREYA
R: É um conceito cíclico muito citado em numerosos escritos budistas, como se o Dharma entrasse em decadência, ninguém mais obtivesse a iluminação fácil dos promeiros tempos, fosse ficando só o ensinamento e por fim até este fosse esquecido, os períodos são citados com grandes variações, de
centenas até a milhar de anos.
No Zen dizemos que isto é apenas didático e a iluminação está acessível a quem praticar corretamente aqui e agora. Mas nada impede que novos Budas venham a surgir se as condições para isto existirem.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Ouvi a voz de minha falecida mãe em pleno zazen...
sábado, 15 de setembro de 2007
Moriyama Roshi
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Há similaridades entre a relação com o mestre no Vajrayana e no zen?
Em geral as crenças individualistas de caminho próprio tem servido de extravio para muitos
ocidentais e orientais, o budismo não é democrático, nem a relação com o professor pode sê-la, ou há entrega ou não há transmissão.
Não se trata de investigação, pesquisa, de pegar o que gosto e descartar o que não gosto, trata-se de trilhar um caminho com uma mão amiga em quem confiamos, se perdermos a confiança precisamos de outro guia.
Na prática zen prostrações são a marca do treinamento do leigo também, os alunos que sentem obstaculos internos ao faze-las não podem progredir enquanto não superam este remédio para o orgulho pessoal. As similaridades do zen e do vajrayana nestes aspectos são bem marcantes.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Durma
No sétimo dia, o zazen avança até a madrugada. Saikawa Roshi recebe cada participante para uma entrevista individual em sua sala. Diante do mestre, é hora de tirar dúvidas sobre a prática. Ele vai responder, mas nem sempre da forma que esperamos ou gostaríamos. Um amigo contou que fez a seguinte pergunta:
Sinto sono durante o zazen, o que faço?
Durma , foi a resposta.
Segundo o professor Jisho, não estamos ali para ganhar nada. Ao contrário, vamos justamente para perder. Perder um pouco de nossa ignorância, nossa prepotência e nosso apego. Voltamos para casa, Sodô e eu. Sou tomado pela forte intuição de que algo mudou em mim.
(Final de texto publicado na revista Bons Fluidos, link abaixo)
Fonte: http://bonsfluidos.abril.uol.com.br/livre/edicoes/0101/06/06.shtml
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Monge, como me livrar da identidade que me aprisiona?
Este momento é realmente bom, um insight, porém ele é limitado, é evidente que o budismo é somente um método e um caminho de apoio, com Sangha, professor e etc... mas ele não passa disto e não serve para uma identidade "budista" de maneira alguma.
É realmente difícil enfrentar o fato de que estamos mergulhados nesta crença de individualidade e que sobre ela não devemos acrescentar mais coisa alguma, menos ainda adesivos de budista ou o que quer que seja a mais.
Mas nesses momentos devemos aproveitar a grande oportunidade do zazen, em especial não o largue, não cogite de nada nele, não se examine, apenas sente e deixe que tudo se aprofunde, faça isto mais intensamente agora. Lembre-se que a iluminação é uma grande espada, com ela você jogar o budismo fora, cortar a cabeça de seu mestre!
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
sábado, 8 de setembro de 2007
Igarashi Ryotan Roshi (Monge Tokuda)
Na foto Igarashi Ryotan Roshi em atividade na França, alguns anos atrás.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007
É sesshin ou seshin? Gasshô ou gashô?
Quando as línguas ocidentais (alfabéticas) encontraram as orientais (ideográficas e silábicas), tiveram que criar sistemas de transliteração. Vários sistemas foram criados e o mais aceito internacionalmente no caso da língua japonesa é o sistema Hepburn. No Brasil, já fizemos algumas tentativas de melhor adaptação, mas ainda fica confuso. Por exemplo, em português a palavra Zen poderia muito bem ser escrita com "m" no final, mas convenhamos que ficaria estranho escrever Zem ou Xim (Shin) ou Candizai-Bossatsu, embora eu já tenha visto muitas vezes a palavra Xaquiamuni. Acho que não precisamos chegar a tanto.
Mas vamos lá....
Uma das regras gramaticais japonesas diz que certas palavras compostas (aglutinadas, na verdade), quando formadas por vocábulos como Setsu+Shin, o "tsu" é escrito em tamanho menor e há uma espécie de pequena parada, onde o som da próxima sílaba aparece dobrado. Seria mais ou menos como escrever SE(tsu)SHIN e a pronúncia fica Sesshin (outra alternativa seria usar apóstrofe Se'shin). O mesmo acontece com Gatsu+shô = Gasshô.
Parece complicado ao se explicar, mas no dia-a-dia japonês, isso é o comum. Seria talvez como em português, quando dizemos "copo de água" = "copo d'água".
No Hannya Shingyô isso acontece com freqüência, em palavras como Ha-ra-mi(tsu)-ta = Haramitta, ou i(tsu) sai = issai e assim por diante. Mas são apenas purismos da fonética.
Em português não faz diferença, mas a pronúncia para o idioma japonês faz. Por exemplo apalavra "kite" (forma imperativa do verbo kiku, que significa ouvir) e a palavra "kitte" (sêlo), na expressão japonesa não podem ser confundidas, pois numa expressão como:
"kite kusasai" = Ouça, por favor. (ficaria assim) "kitte kudasai" (com uma paradinha entre o ki e o te) = (Um) sêlo, por favor.
Esses detalhes fonéticos criam situações quase de Koan:
"O monge Haku-shin entra numa agência do correio e pede: Sêlo, por favor. E o balconista responde:
Estou ouvindo..." (hehehe)
Não sei se deu para explicar, mas estou à disposição para qualquer outro esclarecimento que esteja ao meu alcance.
gasshô,
Rev. Wagner - Sh. Haku-Shin ..... ou será que vai ficar "racu-xin" ;)
(Resposta gentilmente dada pelo meu especial amigo, o erudito Rev. Wagner, do Budismo Shin)
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Qual a diferença entre a meditação zen e o "zen cristão"?
Indo mais longe, seria necessário , como S. João da Cruz, morrer para si mesmo, e assim, extinta a individualidade, não sermos mais nós quem vive , mas sim o Senhor que vive em nós, como falou S. Paulo, o apóstolo.
No caso de um praticante do zen a instrução seria: abandone tudo, e sente sem nenhum objetivo, não busque insights, tampouco a divindade, morra simplesmente para si mesmo e então o espaço se abrirá naturalmente.
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
No isolamento da não-mente o vazio deixa de ter sentido?
P: No mais profundo silêncio do íntimo - se somos ou não somos, se há vacuidade ou não vacuidade - isto não é apenas uma palavra? uma designação? O que está em jogo agora?
R: Perceber sua verdadeira natureza. Como no koan: Mostre-me sua face antes de seus pais terem nascido.
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Sonolência durante a meditação
Depois revise a postura, os joelhos empurram o chão? A coluna fica bem reta? Peça para alguém colocar um sarrafo encostado em suas costas, o cocxis e a cabeça devem toca-lo. Conserve os olhos abertos todo o tempo. Agarre-se ao agora. O espírito como um leão prestes a saltar.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Li que é diferente colher uma alface, sem sistema nervoso, e caçar. Como pensa o monge?
2) Sim, matamos animais para plantar, bactérias ao lavar as mãos, e nosso sistema imunológico mata continuamente ou pereceremos, e assim por diante.
3) Assim resta considerar que não vivemos sem matar, e não vivemos sem causar sofrimento, desta forma devemos evitar o melhor que pudermos matar e causar sofrimento mas a cada momento precisamos decidir se precisamos ou não faze-lo.
Caracteristicamente o budismo não tem uma resposta fechada, elas estão em aberto, você deve continuar decidindo, mata ou não os mosquitos da dengue com inseticida? Salva a plantação dos gafanhotos ou passa fome? Tira ou não os carrapatos do cachorro? A maioria é bem fácil, não tenho dúvidas em tirar os carrapatos.