quarta-feira, 20 de maio de 2009

Cozinha e meditação




No domingo passado ocorreu o curso de sushi vegetariano ministrado pela sushiwoman Bia na cozinha do Daissen Restaurante Vegetariano, que fica embaixo da Comunidade Zen Budista de Florianópolis e a subsidia. Cozinha, tradicionalmente, é arte para o zen, nos mosteiros zen budistas o cozinheiro chefe é um mestre, chamado Tenzo, ele fica hierarquicamente logo abaixo do abade, como nos mosteiros não se pode matar nenhum ser, a cozinha é estritamente vegetariana e desenvolveu um estilo próprio bem elaborado. Continuamente, novas formas de cozinhar, diminuindo o sofrimento no mundo, são desenvolvidas, e, um bom exemplo, é o sushi vegetariano do qual vemos fotos acima.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Karma Vipaka - Os frutos da ação


Karma é “ação” em sânscrito, e “vipaka” é fruto, na verdade estamos falando de karma vipaka, frutos das ações, descartar o karma é admitir que existem consequências sem causa pregressa, e é este o ponto, se existem causas para você ser quem é ou se tudo que você é não passa de aparição espontânea sem causa pregressa.

Consciência, mentalidade-materialidade, os sentidos, contato, sensação (viññana, namarupa, salayatana, phassa, vedana) – Esses são vipaka, os frutos que resultam dos efeitos do karma. Estes se tornam alimento para as kilesa, (Ignorância-desejo-apego) contaminações que geram os impulsos para pensamento e ação deludidas, que se tornam causadores de mais karma alimentando a continuação das manifestações cármicas.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Carma e nascimento


P: E se quando morressemos tudo se extinguisse e nada restasse para uma nova manifestação cármica?

R: Se assim fosse teríamos que admitir a aniquilação completa de tudo que imprimimos no mundo e em nossas consciências, o término completo de tudo, um nihil perfeito de tudo que imprimimos à mente, nossos impulsos etc.. e isso não parece mais absurdo do que admitir que toda ação tem consequência? Que qualquer onda que faças na superfície do mar, atirando uma pedra, modifica a configuração das ondas para toda a eternidade? É só olhar em volta, não há ação sem consequências....e estas são o fruto do carma. E isto é a continuidade que nos faz ser diferentes um do outro. Dizer que nada passa, de uma vida a outra, é nihilismo, dizer que tudo permanece sempre igual é eternalismo, estes os dois extremos que o budismo nega. Nem tudo desaparece sem deixar nenhuma marca nem consequência, nem tudo fica sempre igual, se repetindo sem parar nunca, sempre estável. Nascemos com marcas cármicas, de vidas pregressas, não somos o mesmo eu porque este é construído a cada momento, mas somos essencialmente a mesma criatura de desejos e apegos que nos antecedeu, ou mudamos nossas marcas cármicas ou repetiremos em linhas gerais a vida anterior.

sábado, 16 de maio de 2009

Para uns, isto é só areia e pedras. Mas tem gente que enxerga o mundo



Quando monge noviço no templo Zuioji, em Niihama, Japão, o brasileiro Francisco Handa tinha a tarefa de cuidar diariamente de um jardim zen, um jardim de areia e pedras usado pelos monges para meditação. Ninguém pisava no jardim, a não ser os noviços na hora da limpeza. Ao seu redor, havia uma varanda com salas reservadas de onde os monges contemplavam a paisagem como na maioria dos jardins zen, aliás. Ao contrário da maioria dos trabalhos monásticos, para aprender a cuidar de um jardim zen não havia mestre. Então, como transformar um monte de pedras e areia numa paisagem que acalmasse os olhos e a mente? Vou fazer e você copia, era tudo o que dizia o monge já familiarizado com a tarefa. Então ele dava forma à areia. Com olhar atento, o noviço repetia o feito. Tínhamos que pegar um rastelo e andar fazendo um traço retinho. Se não ficasse bom, o jeito era repetir.Mas ninguém falava onde estava o erro, diz Handa, hoje na Comunidade Budista Soto Zenshu, em São Paulo. Perceber onde faltava harmonia fazia parte do aprendizado.

A única dica era seguir os contornos naturais do jardim. Assim, os desenhos começavam retos, acompanhando as margens, e só perdiam essa forma quando contornavam as pedras. A reta simboliza o pensamento correto, um caminho a ser seguido. ............. Embora seja chamado de jardim, o retângulo de areia e pedras representa o mundo. A areia e os pedriscos representam o mar. As pedras são rochas e ilhas. Portanto, os círculos ao redor das pedras seriam como ondas, que batem na rocha e voltam, batem e voltam, no mesmo movimento contínuo, cheio de altos e baixos, que é a vida. Entender e visualizar essa dinâmica de forças é essencial para conseguir a harmonia necessária para a contemplação.

Contemplação
...........
Paisagens com poucos elementos e cores confortam a mente. Diante de tão pouca informação, o pensamento pára de saltar de um assunto para o outro, como ocorre no dia-a-dia. O equilíbrio visual é o que permite nos concentrarmos. Por essa razão o kazansui está tão ligado à meditação, que nada mais é que a atenção total no momento presente. Assim como no zazen (meditar sentado) é preciso concentrar-se na respiração, na meditação sobre o jardim o foco está na paisagem. É meditar com os olhos. Ou simplesmente contemplar.

Impermanência
...................
Tem que ser devagar, não pode ter ansiedade. Relaxe, preste atenção na respiração e concentre-se totalmente na atividade.

Lembro-me então de quando perguntei ao monge Francisco Handa se arrumar um jardim zen era também um momento de meditação. Com simplicidade, ele me respondeu que não havia diferença entre lavar um banheiro e fazer um jardim. Tudo que se faz num templo é meditação. A mestra Sinceridade já terminava a segunda reta quando me detive no som quase uniforme dos pedriscos sendo puxados pelo rastelo. Sinal de uma velocidade constante que resulta em traços retos, penso eu.

Tento usar a tática na minha vez. Não funciona muito. Comento com a mestra. É preciso treinamento, diz. Tolerância é um dos três ensinamentos do budismo trabalhados na manutenção do jardim zen. Não é fácil. Às vezes, é preciso assumir que não deu certo e tentar de novo, sucessivas vezes, até alcançar um resultado harmônico. Uma harmonia não só visual, e sim da energia representada ali (o mar, as ilhas, lembra?).

............
Não bastasse tudo isso, aquele punhado de areia e pedras ensina ainda que nada é permanente, tudo é dinâmico, pois a cada vez que bate um vento ou se passa o rastelo o jardim é outro. Foi o que aprendi no mosteiro quando, absorta com o rastelo, me detenho ao perceber que vou atropelar o desenho que a Mestra acabara de fazer. Ela me olha e sorri. Passe por cima.Um faz, o outro desmancha e refaz. O jardim zen está sempre sendo construído.

Extratos do texto:
Cortesia de Michel Seikan
Fonte: Vida Simples

sexta-feira, 15 de maio de 2009

O budismo étnico e o budismo nascente



A flor do budismo chegou ao Brasil, com imigrantes japoneses, no início do século XX, este budismo ficou oculto dentro da comunidade de imigrantes e com o tempo estes, na tentativa de se integrarem, foram se convertendo as religiões da maioria dominante. Num segundo momento, nos anos 60, surgiram os primeiros praticantes ocidentais e missionários budistas que se voltaram para os brasileiros. Os novos budistas brasileiros estavam interessados nas doutrinas e na meditação, ao contrário dos japoneses que desejavam conservar tradições e ritos e não eram estudantes da doutrina em sua maioria.
No momento atual cai o numero de autodeclarados budistas no censo, isto se deve a morte dos budistas étnicos, não substituídos por seus descendentes que se assimilam à cultura dominante e suas confissões. Simultâneamente um grupo crescente de simpatizantes do budismo se expande, eles compram livros e alguns tornam-se praticantes de formas de budismo diversas, o Ibope informa que 17% dos brasileiros declara-se simpático ao budismo, numero altíssimo se comparado aos que se declaram budistas, menos de 1%.
Vemos então um movimento interessante, uma simpatia generalizada e crescente, de leitores de livros ou superficialmente informados pela mídia, pequenos grupos nascentes de praticantes de origem ocidental, e uma presença grande na cultura, sob a forma de expressões como: "você está ZEN", significando a serenidade dos meditadores e a prática de atividades e conceitos influenciados pelo pensamento budista.
Em um lugar como Florianópolis, onde temos uma comunidade zen budista, apenas um dos 385 participantes da lista de e-mails da comunidade é nipo descendente, o movimento que assistimos é o nascimento de um zen budismo marcadamente brasileiro, voltado ao estudo e a meditação. Enquanto cai o budismo de imigração pela absorção cultural e morte dos antigos, cresce um budismo altamente influente na cultura. Como o budismo não se dedica a conversões e não tem ritos de passagem para interessados, é extremamente lento que um frequentador de uma comunidade se diga "budista", a assunção de uma identidade tal nem é tentada nos centros zen budistas, e tardará a surgir nos censos, enquanto a influência cultural budista se espalha firmemente.
O cálculo da influência budista, desta forma, só pode ser feito de outra forma, e não sob a contagem de "conversos", objetivo a que se dedicam outras confissões e que é estranho ao budismo tradicional.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Um pássaro é verdadeiramente um pássaro...



Um pássaro é verdadeiramente um pássaro, um peixe é verdadeiramente um peixe...somente os homens não são verdadeiramente homens...

(Saikawa Roshi comentando o mundo de sonhos e ilusões que retiram os homens da consciência plena)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Shisshi (O Leão Lendário)



Komainu (Canino Guardião dos Templos) / Shishi (Leão Lendário) - Nas entradas dos templos japoneses são colocados um par de imagens de komainu. Komainu significa cão proveniente de Koma (os antigos assim chamavam a Península Coreana).
Dizem que, para ser mais preciso, deve-se chamar de Komainu a imagem com um chifre, e de shishi o outro o que não o possui chifre. Dizem que é também chamado de "Aun no shishi" (leão de "aun", ou seja, a primeira e a última vogal, ou o princípio e o fim, a inspiração e a expiração), estando um com a boca aberta e o outro não.

História - Na Índia, terra onde se originou o budismo, colocava-se duas imagens de leão em frente à imagem de Buda. Este costume foi transmitido ao Japão juntamente com o budismo. Até por volta do século 9, estas imagens tinham um aspecto adaptado à visão chinesa e nada parecido com os leões de hoje, e eram tidos como animais espirituais, guardiões dos templos com poderes para proteger o Buda e impor uma atmosfera solene.
Pensa-se que o leão, rei dos animais, tenha sido transformado em shishi na China. Posteriormente, uma das imagens passa a ser komainu. A maioria é confeccionada em pedra, mas dentre os mais antigos são comuns também os feitos de madeira.

O pedestal onde Buda se coloca é chamado de shishiza ou o assento de shishi, e o veículo de Monju Bosatsu (Mañjusri) também é um shishi (foto acima).

Texto do Jornal SP Shimbun (2002)

terça-feira, 12 de maio de 2009

Sempre sentamos no Soto Zen em frente a paredes?



Nem sempre...muitos monges no passado não tinham paredes disponíveis em suas peregrinações, Buddha, em sua iluminação, tinha o solo e as estrelas à sua frente, no momento de seu despertar via a estrela da manhã, uma boa confirmação do metodo de meditar zen de olhos abertos.
Um famoso mestre zen disse que um bom lugar era uma ponte com muitas pessoas passando, mas isso é para mestres, iniciantes precisam começar com o mínimo de estímulos. Em geral a natureza pode ser um bom lugar e grandemente inspirador.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Karatê e Zen em POA




Monja Isshin, que é praticante de artes marciais, tem facilidade em falar para os karatecas também. Aqui com um grupo de praticantes que nasceu com o mestre Takeo Suzuki no remoto ano de 1974, na Academia Kidokan em Porto Alegre. Todos fizeram um retiro de zen e karatê no fim de semana passado.

Igarashi Roshi, foto antiga em POA



Foto, de 1992, o hoje Igarashi Roshi ( residente no Japão após doença cardíaca), então Monge Ryotan Tokuda, aparece ladeado por Petrucio Chalegre, em cuja casa se hospedava em P. Alegre (hoje Monge Genshô) e Alfredo Aveline (hoje Lama Padma Samten do Budismo Mahayana Tibetano)ambos à época praticantes do zen budismo, nas origens do CEB.

sábado, 9 de maio de 2009

Nomes do Dharma


P: Como se dá a escolha dos nomes que os monges passam a usar após as ordenações, e os leigos depois de investiduras e votos?

R: No Zen, a ênfase na obtenção do nome é particular. Ela implica uma definição de aceitação do doador do nome como mestre do aluno nomeado. Dessa forma, é necessário que tanto mestre, quanto discípulo estejam certos de que devem aceitar um ao outro.

No Zen Budismo, o nome de praticante só é dado depois de um razoável tempo de prática. O aluno tem de fazer um objeto especial, (rakusu, foto acima), muito trabalhoso para costurar, uma peça que será carregada ao pescoço com inscrições feitas pelo mestre e com o seu nome de praticante.

Não basta pedir para ter um nome, é preciso que o professor entenda que o aluno está maduro para recebê-lo e assumir os compromissos de portador. É fácil receber uma recusa e a próxima oportunidade demora normalmente um ano em minha linhagem. Assumir um nome sem estar preparado pode ser simplesmente um mau caminho.

O monge não perde seu nome de praticante, que tem duas sílabas, e ganha mais um nome. Então, seu nome completo terá quatro sílabas. O Mestre Zen pensa muito sobre o nome que vai dar. Vi um mestre passar três dias pensando sobre o nome adequado para uma pessoa. O nome indica caminhos de realização e traça um rumo. A responsabilidade de dar e portar um nome no Dharma é muito grande.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Ordenações monásticas no Via Zen em POA



Coen Sensei ordenou recentemente mais duas noviças em Porto Alegre, elas aparecem na foto à esquerda da mestra. São, da esquerda para a direita, Shoden San e Kokai San, o Via Zen tem agora uma plêiade de noviços que dão força, com seu compromisso, à prática da comunidade e que agora se iniciam no monasticismo, é longo e trabalhoso o esforço, mas cheio de compensações espirituais.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A iluminação elimina o carma?


Yôkô San, caminha, à beira mar, em retiro zen em Florianópolis.


P: Por meio da iluminação o carma não é eliminado? Se um iluminado é vítima de Alzheimer continua sendo vítima do carma? Pela degeneração do sistema nervoso ele "perde a iluminação"?

R: Na iluminação completa não se gera mais carma, porque não há um eu ao qual ele possa aderir, no entanto o carma passado continua agindo, Buddha fala em sofrer efeitos de atos seus no passado. Assim essa iluminação do ser que fica doente ou morre não é perdida, mas os efeitos do carma não cessam.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Passamento

Recebemos, hoje à tarde, a notícia do falecimento da mãe de Saikawa Roshi, no Japão. Sabíamos da avançada idade e fragilidade da Sra. Saikawa. Ouvimos do Roshi, que lá está, a narrativa de que foi ela que o colocou no caminho do Dharma, contando-lhe histórias budistas na infância. Temos assim por ela uma dívida de gratidão sempiterna.

Sushi Vegetariano em Florianópolis




Curso ministrado pela sushiwoman Bia San no Daissen Restaurante Vegetariano, anexo a Comunidade Zen Budista de Florianópolis, ensina a incluir a especialidade da culinária japonesa no cardápio.

Nada de salmão, atum, polvo ou camarão. A proposta agora é apostar no sabor delicado de legumes e verduras ao dente, cogumelos, frutas e outras guloseimas. O sushi vegetariano, opção para quem não quer abrir mão do sabor exótico do sushi, é assunto do curso ministrado no domingo (17.05) no Daissen Restaurante Vegetariano com o apoio da Comunidade Zen Budista de Florianópolis.

Sushiwoman há oito anos, Bia San indica o sushi como uma opção leve, com poucas calorias e fonte de experimentações diversas. “Gosto de trabalhar com ingredientes que, em outros pratos, são secundários. No sushi, no entanto, ganham vida e se tornam estrelas, garantindo todo o sabor”, aponta e sugere as inusitadas combinações de sashimi de abóbora flambada com saquê e gengibre ou Nigiri de Hiratake Salmão.

A criatividade para combinar ingredientes distintos e a sensibilidade para equilibrar sabores delicados é o segredo do sushi vegetariano. Parece complicado, mas Bia San discorda. “Basta prezar pela harmonia entre os ingredientes. Além disso, o arroz permite criações diversas – seu sabor é delicado e valoriza o elemento principal escolhido”, analisa.

Harmonia e equilíbrio parecem ser as palavras chaves até mesmo do curso, que acontece no Restaurante Vegetariano Daissen - localizado no andar de baixo da Comunidade Zen Budista de Florianópolis. Praticante do zen budismo, Bia San estudou a culinária Zen Budista e vai utilizar os preceitos no curso.

Para Bia, o maior objetivo do Curso de Sushi Vegetariano é demonstrar que o sushi pode ser incluído no cardápio cotidiano. “Todos os ingredientes são fáceis de encontrar e já o conhecemos bem. São os pequenos detalhes que garantem um visual interessante – a estética é fundamental – e um sabor diferente. É só experimentar!” garante.

Breve história do sushi

O sushi nasceu de uma antiga técnica japonesa para conservar peixes. Para transportar o pescado entre as regiões, acondicionavam os filés salgados entre camadas de arroz cozido. Os japoneses sabiam que o arroz liberava o ácido acético e láctico que garantiria a qualidade por mais tempo. Assim o peixe fermentava naturalmente, adquirindo um sabor ácido. A técnica também era usada pelos pescadores em alto mar, criando-se assim o sushi prensado.

Por volta do século XIV, os japoneses passam a consumir não só o peixe como também o arroz, antes que este fermentasse. Surge assim o namanarizushi, que originou os tipos de sushi conhecidos na atualidade.
Mais aqui

QUANDO: Domingo, 17 de maio, a partir das 14h às 16h

ONDE: Daissen Restaurante Vegetariano, Praça Getúlio Vargas, 126, Centro

INVESTIMENTO: R$ 120,00 com desconto de 15% para clientes do Daissen

INFORMAÇÕES:

Daissen: 3225 8896

Bia San: 3206 7486 | 8416 7486

Assessoria de Imprensa: Patricia Ramos

terça-feira, 5 de maio de 2009

Oficiar casamentos




Oficiar casamentos é uma das mais belas tarefas para o monge budista. Há felicidade no ar, emoção genuína, e um sentimento de agradecimento entre as famílias. No ritual zen, os noivos entregam flores aos pais do seu consorte, e os abraçam agradecendo terem cuidado daquele que é seu amor desde pequeno.
Prometem apoiar um ao outro e declaram seus sentimentos em público, oferecem incenso em frente ao altar de Buddha, trocam alianças e ouvem os sutras. Muitas vêzes a emoção reinante transborda o casal envolvendo os presentes.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Monja Jishun


Na tarde de domingo, dia 3 de maio, a Sra. Haruko foi ordenada pelo Monge Jiten, Haruko San já vem ajudando um grupo de interessados a praticar meditação no Templo de Rolândia, no Paraná. Recebeu o nome monástico de Jishun. Na foto aparece com a típica cabeça raspada dos que optam por abdicar da vaidade e dedicar-se prioritariamente ao Dharma, com membros do templo e amigos.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O que fazer com as intrusões de pensamentos na meditação?


Em um retiro, em Florianópolis, uma praticante toca uma placa de metal em formato de nuvem, ela é usada no final de certos horários de meditação, e o ritmo usado no seu toque expressa a impermanência e o tempo limitado que temos para despertar.
Atrás o vasto céu deixa passar as nuvens sem ser alterado.

R: A intrusão de pensamento é o problema de todo mundo, a técnica é não lutar com isto, as sensações estão ali e são boa coisa, o julgamento sobre elas é que é o erro, basta sentar e sentir plenamente tudo em volta, mas sem fazer considerações, sem achar bom nem ruim, quanto aos pensamentos não segui-los, não elaborar, não fazer novas associações, deixar que venham e vão sozinhos, “o vasto céu azul não é perturbado pelas brancas nuvens que passam”, você deve se colocar como este céu.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Kannon Bosatsu


Kannon Bosatsu ou Kanzeon, aquela que ouve os lamentos do mundo.
Seu nome sânscrito é Avalokiteshvara em tibetano é dito Cherenzig, em chinês Guan Yin ou Kuan Yin, e simboliza a suprema compaixão de todos os budas. Muitas vêzes representada em forma feminina na China e Japão, Kannon personifica a pidedade compassiva.
Como, conta a lenda, chorou por ver que seus braços eram insuficientes para socorrer a todos, ganhou então mil braços, é esta a razão de ser representada com multiplos membros superiores, que formam uma aura a seu redor, tema recorrente em muitas das suas iconografias.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Jizo Bosatsu



Em sânscrito Ksitigarbha ou Kshitigarbha– o útero da Terra – é o bodisatva que representa a qualidade da paciência compassiva, é representado com um bastão, o qual às vezes tem penduradas campainhas com o fim de despertar os seres.

Ksitigarbha (Jizo) era na mitologia indiana uma divindade protetora da terra e na China passou a ser representada como bodisatva, com a cabeça raspada como um monge renunciante. Na sua mão esquerda carrega uma criança ou segura uma jóia que concede riqueza e saúde. Sua representação arquetípica, como protetor dos viajantes, colocado em oassagens perigosas, lembra as estátuas de São Cristóvão no cristianismo.

Alguns templos colocam na entrada de seus cemitérios seis imagens de Jizo Bosatsu. Cada uma delas carrega um instrumento diferente: o cajado, a pedra da cura, o rosário budista (juzu), incenso, flores ou tem as mãos palma com palma (gassho).