sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Mondo de Saikawa Roshi
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
Fotos do Rohatsu vindas da Colômbia
Mario, praticante da Colômbia, envia fotos que ele tirou do Rohatsu sesshin deste ano no Templo Busshinji em São Paulo.
Fotos do rohatsu: http://www.kodakgal
Cortesia de : Lucas Seigaku
domingo, 23 de dezembro de 2007
Testemunho sobre os 7 dias de Rohatsu
A importância de um sesshin
Perguntar-se sobre a importância de um sesshin, para aqueles que o fazem, fizeram ou farão, é uma das questões que soa desnecessária, até mesmo retórica. Um sesshin é importante; por que, de outra forma, as pessoas deslocariam-
Há várias coisas das quais sentimos a diferença somente depois que elas acabam. Engana-se quem acha que, findo um evento, findas as suas repercussões. Durante um sesshin podemos sentir e vivenciar várias coisas, todos nós o sabemos. É somente, porém, quando voltamos para casa, quando voltamos para a nossa rotina, que vemos coisas novas desenrolarem-
Uma das importâncias óbvias de um sesshin é o simples fato de que os praticantes reunidos ajudam a manter a prática uns dos outros. Podemos passar a admirar a coragem de Sidarta em sentar-se em zazen sozinho, sem professor, preceptor ou colegas, depois que vemos o quão fracos somos se não praticamos com outros. Não precisamos evocar forças ou energias: a simples pressão social de não abandonar uma sessão de zazen faz maravilhas – eu teria escapado muito, muito antes do terceiro dia.
Importante, também, praticar, neste caso, do lado de um roshi , e de pessoas que praticam o zazen por anos e décadas.
Importante ter a oportunidade – devido a um tempo planejado de prática intensiva – de aprofundar-se no zazen, de poder descobrir estados ainda não conhecidos, de poder ir um pouco mais longe que a prática cotidiana nos permite.
Tudo isto, enfim, importante. Valioso.
Mas há outra coisa importante que desejo deixar para falar aqui: importante é fazer um sesshin, com todas as suas importâncias – e desimportâncias – para ter esta experiência e voltar para as nossas vidas.
Como dizia antes, há coisas das quais o peso delas cai depois: seja fazer sentido depois, seja cair a ficha depois, seja simplesmente revestir-se de outras vivências, depois. Para ser sincero, não tinha muita certeza de porque eu fazia o tal sesshin – ah, por causa do rakussu, uma península de orgulho (o lado bom do orgulho, nos faz fazer coisas que não faríamos com pretensa humildade), para não decepcionar a mim mesmo e aos outros, por uma sede de saber, por um desejo inominável, para pura e simplesmente praticar. Ah, miríades de razões. Mas não tinha certeza e, acima de tudo, nos momentos mais desesperados, para a pergunta "por que você não vai embora?", eu só sabia dizer, depois de um certo tempo: "eu não sei". Prometia a mim mesmo que iria até o final do dia e então, somente de noite, iria ver se ia embora ou não. Cada dia acabava em si mesmo: cada dia um novo dia, nova prática. Cada novo momento. Apesar das várias coisas, apesar das dores e delícias, apesar do rakussu para terminar, apesar dos transeuntes noturnos de São Paulo, apesar do delicioso nabo amarelo, íamos somente indo, fazendo zazen na hora do zazen. Apesar dos diversos pensamentos e distrações.
É agora que, então, olhando para lá, para a semana passada, me pergunto: como foi possível? E não é que aconteceu? Aconteceu. Ao mesmo tempo que pode parecer um sonho, ter um toque de irreal, tem a realidade das coisas não-sonhadas.
O valioso de um sesshin é ter a experiência da prática viva, presente, como um marco. Esta prática constante, este breve período em que nos permitimos e permitimos aos outros que praticassem com mais afinco, ecoará dias e semanas e meses depois, nos lembrando da nossa prática. Mesmo que sentemos muito pouco, mesmo que esqueçamos temporariamente do zazen, mesmo que o ritmo de nossas vidas exija outras prioridades, a experiência está "lá", podemos (tentar) voltar a qualquer momento e nos servir dela.
Qual experiência?
Dogen usava uma expressão interessante para referir-se à prática: prática-esclarecimen
Zazen é negar nada e afirmar nada. Se tivesse eu feito um esforço para "livrar-me" de todos os impedimentos, de todas as distrações, de todos os "venenos" durante o sesshin, isto não seria zazen: isto seria eu fazendo esforço para livrar-me de impedimentos, distrações e "venenos". Na maior parte do tempo, era isto que fazia: lutando com a dor ou tentando agüenta-la, pensando em desistir e depois arrependendo-
"Nadem quanto queiram, os peixes não encontram um fim no mar; voem quanto queiram, os pássaros não encontram um fim no céu." Dogen Zenji.
Afinal, quando falamos de prática, sobre quem estamos falando?
Agora mesmo eu falo de importante e não-importante, de valioso, de prática e iluminação e vida, como se fossem coisas ou separadas ou excepcionais. É uma maneira de falar, uma maneira de passar algo – que eu espero que agrade a uns e sirva a todos.
(Lucas Brandão, após os sete dias de retiro em zazen no Templo Busshinji em SP)
sábado, 22 de dezembro de 2007
Meditação é um estado alterado de consciência?
Não chamaria meditação de estado alterado de consciência, o estado normal é que é alterado, perturbado pela mente conceitual e pensamentos, lembranças, preconceitos, expectativas etc...a atenção correta não gera auto conhecimento mas plenitude, clareza, não é propriamente observar a si mesmo, senão quem estaria observando?
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Fechamento de círculo em P. Alegre - 2007


É com humildade que compartilho contigo a emoção que eu e todos da Sanga sentimos quando o Celso nos contou a conexão entre o fundador de nosso novo espaço (Academia Dojinmon, fundada pelo mestre Muto Takeo Suzuki) e o começo do Zen em Porto Alegre. Parece que um círculo está se fechando e talvez um novo ciclo começando.
Sentimos acolhidos e abençoados por uma energia muito forte neste primeiro fim de semana lá. Veja as fotos:
http://aguasdacompaixao.wordpress.com/sobre-a-sanga/
http://aguasdacompaixao.wordpress.com/atividades/pratica-do-cerimonial/
Gassho,
Isshin
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Saikawa Roshi
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Workshop de Paisagem Bonsai (Penjing)
Prezados Amigos,
A Rede de Proteção à Vida apresentará em Janeiro um workshop de
criação e cultivo de uma obra de arte Bonsai (árvores plantadas em
vasos), na modalidade chamada Penjing (Paisagem Bonsai).
Os interessados irão aprender em dois dias (um fim de semana) a
criar, cultivar e manter um trabalho de arte viva, desenvolvendo uma
bela paisagem em miniatura.
A técnica utilizada foi desenvolvida pelo artista e professor Claudio
Miklos, baseada nos conceitos de cultivo Pen T'sai (Bonsai) chineses.
É uma técnica menos invasiva e radical de poda e cultivo, com grande
enfoque na beleza estética das plantas e árvores utilizadas, e
associando conceitos meditativos zen buddhistas.
Venha participar de um fim de semana na bela sede Niterói da rede de
proteção à vida, e vivenciar dois dias de arte e contemplação da
beleza e paz através da criação de uma paisagem em miniatura.
OS INTERESSADOS DEVEM ENVIAR UM E-MAIL PARA:
CONTATO@REDEDEPROTE
OU VISITAR O SITE - www.rededeprotecaoa
de contato.
Orientação: Claudio Miklos - Artista Plástico, Biólogo, Coordenador
de cursos de Arte e Paisagismo Zen Buddhista (Bonsai, Penjing,
Suiseki, Jardim Zen, Origami).
Duração: Dois dias inteiros em JANEIRO de 2008 (um fim de semana);
Local: Rede de Proteção à Vida - Sede Niterói - Piratininga - Rua Ary
Guanabara, Condomínio Boa Esperança, rua 6 casa 12.
Objetivo: Dar orientação técnica e prática para a criação, cultivo,
estética e manutenção de árvores Bonsai, na modalidade chamada
Penjing (paisagem Bonsai);
Investimento: R$ 190,00 (muda, terra e apostila básica incluídos);
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Religiões pessoais
A posição budista é: é necessário que haja muitas religiões porque as pessoas são diferentes. O problema é a falta de crítica. É bom que haja uma unidade filosófica para a gente ir melhor, hoje está acontecendo muito isto, uma pessoa pega um pedacinho de uma crença, de outra, de outra, e faz a sua religião pessoal... só que esta religião pessoal não tem coerência filosófica, você vai discutir ela não tem coerência, é contraditória Quando você pega uma religião bem estabelecida ela tem uma certa coerência e esta certa coerência ajuda, e é necessário para o cristianismo, para o budismo, o desenvolvimento de bons professores, bons mestres, rituais, coisas que são necessárias para aquele tipo de pessoa, quando você está sozinho você não faz isso, por isso é muito necessário ter grupo. Aqueles que são praticantes budistas aqui sabem perfeitamente a diferença que é praticar sozinho em casa, é completamente diferente e isso é válido em todas as religiões. Se em algum momento parecer que um budista está combatendo outras religiões não é uma posição budista. Mas religiões pessoais, sem coerência interna, devem ter expostas suas fragilidades para o bem de suas vítimas.
( Trecho de palestra no departamento de filosofia da UFSC, digitada, revisada e decupada por Jane Denkô)
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Concentração Correta (Samma Samadhi)
" A palavra sânscrita para concentração correta é samadhi. As noções de impermanência e não-eu são úteis, mas não são suficientes para libertá-lo, para dar a você uma visão correta. Assim a concentração é necessária. Samadhi prajna é a visão correta, o insight que está na base de todo pensamento correto, fala correta e ação correta. Mas para cultivar o prajna temos de praticar a concentração. Temos de viver em concentração para tocar profundamente as coisas em todos os momentos. Nós viveremos profundamente quando pudermos ver a natureza da impermanência, do não-eu e do interser na flor, e podemos fazer isso graças à prática da concentração. Sem samadhi, não há prajna, não há insight. A concentração é a porta que se abre para a realidade última. Ela nos dá a visão correta."
TNH
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Budismo nos Simpsons
No episódio dos Simpson “She of Little Faith”, Lisa entra em crise com sua fé e se converte ao Buddhismo, o Reverendo Lovejoy tenta dissuadi-la dizendo que ela não pode mais celebrar o Natal porque “Papai Noel não deixa presentes embaixo da Árvore Boddhi”.
Então Lisa visita o “Templo Buddhista de Springfield” onde Lenny, Carl e Richard Gere estão meditando e recebe um conselho excelente:
Gere: … Buddistas respeitam a diversidade de religiões, consideram válida toda religião baseada no amor e compaixão.
Lisa: … Como é… ?!Gere: … É verdade. Então porque você não volta para casa? Estou certo que sua família sente sua falta.
Lisa: … Eu posso mesmo celebrar o Natal?Gere: … Você pode celebrar qualquer data. E, não esqueça, meu aniversário é 31 de agosto -
Então, se você ainda estava preocupada, relaxe… Você pode comer panetone e peru de Natal e ainda manter-se buddhista :-).
Mas seja rápida pois ambos estão sujeitos a impermanência e pode não sobrar um pedaço para você.
Já as tortas e bolos podem levar à compreensão que não existe uma diferença inerente entre um objeto de apego e um objeto de aversão, só depende de quantas fatias você já comeu…
Adaptado de “Can Buddhists Celebrate Christmas?”sábado, 8 de dezembro de 2007
Mensagem do Rev. Monge Prof. Dr. Joaquim Monteiro.( Shaku Shoshin )
From: joaquim monteiro <satyasiddhi@yahoo.com.br>
Date: 29 Nov 2007 23:51
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Irmãos Gevieski
http://www.yogabudista.blogspot.com/

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Dalai Lama afirma que seu sucessor pode ser uma mulher.
06 de Dezembro de 2007 | 12:02 (Veja on Line)
O Dalai Lama – chefe espiritual do budismo tibetano – afirmou nesta quinta-feira, em Milão, na Itália, que seu sucessor pode ser uma mulher, lembrando que "homens e mulheres têm os mesmos direitos" para a religião. "Se uma mulher se revelar mais útil, o Lama [Buda] poderá muito bem encarnar sob essa forma", disse, segundo a agência de notícias AFP.
O Dalai Lama chegou nesta quarta-feira a Milão, procedente da Índia, para uma visita de dois dias. Não está prevista qualquer reunião oficial com os dirigentes do governo italiano do primeiro-ministro Romano Prodi.
O encontro com o papa Bento XVI, inicialmente anunciado por uma autoridade vaticana, foi cancelado. Segundo algumas fontes, a decisão do papa de não receber o Dalai Lama teria facilitado a ordenação, na terça-feira, em Cantão, na China, de um novo bispo da igreja oficial chinesa, monsenhor Joseph Gan Junqiu, com aprovação do Vaticano. Um encontro entre Bento XVI e o Dalai Lama não seria bem vista pelas autoridades chinesas.
O conflito entre Pequim e o Dalai Lama tem origem na invasão do Tibet pelos comunistas chineses em 1959. Desde então, o líder religioso se exilou na Índia e cobra autonomia do Tibet junto aos chineses. Recentemente, ele disse que, caso venha a morrer no exílio, elegerá seu sucessor fora do Tibet. Ele também falou da hipótese da possível eleição de um novo líder espiritual budista antes de sua morte.
O que pensar das críticas a professores budistas que apoiaram guerras?

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Zazenkai em Águas Mornas
Após décadas de proibição TNH pode voltar ao Vietnam
--- Sangha Plena Consciência - São Paulo
O tradicional retiro de 21 dias com nosso querido
mestre, que anualmente ocorre em junho na França, em
2008 será realizado em Hanoi - Vietnam, país de origem
do Thây.
O retiro ocorrerá de 4 a 20 de maio (durante o Vesak)
e terá como um dos principais temas para discussão do
dharma, "como a prática do budismo pode ser aplicada
na conservação do planeta"
Mais informações podem ser obtidas em
http://www.plumvillage.org/HTML/news/Joyfulgathering2008.html
Inspirando, expirando, estamos todos juntos, sempre.
Com um sorriso e um lótus para você, um grande abraço.
Paz, Amor e Alegria
Sangha Plena Consciência - São Paulo
Tradição Venerável Mestre Zen Thich Nhat Hanh (Thây)
sábado, 1 de dezembro de 2007
As Cinco Lembranças
“Eu pertenço à natureza das doenças; não há nenhum modo de escapar de sofrer
alguma doença.
“Eu pertenço à natureza da morte; não há nenhum modo de escapar da morte.
“Tudo aquilo que me é querido e todos que amo pertencem à natureza da
impermanência. Não há nenhum modo de evitar me separar deles algum dia.
"Minhas ações são meus únicos verdadeiros pertences. Eu não posso escapar às
conseqüências de minhas ações. Minhas ações são o solo sobre o qual eu piso."
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Onde estão os monges de Myanmar?
Num pequeno mosteiro birmanês, viviam 100 monges, sobraram 31; noutro, eram 1.800. Desapareceram 1.000. Por toda Mianmar, a dúvida persiste: onde estão os monges? O governo reconhece que, durante os protestos, fez 3.000 prisões de monges e de civis. Mas garante que só 90, os líderes, permanecem atrás das grades.
É difícil que qualquer um dos números seja verdade. Monges foram assassinados, ninguém sabe quantos. Muitos deixaram seus mosteiros com medo da violência policial e tomaram o rumo do interior. Vivem escondidos. Ainda há os que, tendo sido presos, foram obrigados a largar seus mantos para substituí-los por roupas civis.
Alguma coisa aconteceu: eles desapareceram (veja reportagem da revista Newsweek em inglês). A única informação que há por parte do governo, no entanto, é que não há nada de novo e a calma reina no país após a desordem. Os diplomatas estrangeiros não conseguem notícias.
Mianmar é um país profundamente religioso, o budismo é parte do dia-a-dia de todo birmanês e os monges são tratados com todo o respeito possível. Uma das leituras é que a tática do governo de reagir com particular brutalidade contra os monges funcionou. Se fazem isso com os homens santos, o que não fariam com civis?
O que reina é um medo profundo – e é só o medo que sustenta o governo no poder.
postagem original: Weblog de Pedro Doria
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Yoga e Zen para amputados

A vacuidade pode ser alcançada através dos chakras?
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Os Três Refúgios
Os Três Refúgios
Os três refúgios representam a fundação e a orientação de nossas vidas como seguidores do Caminho de Buda.
1. Eu tomo refúgio no Buda. Ao tomar refúgio no Buda, nós reconhecemos a Natureza Búdica de todos os seres. Embora haja diferentes níveis de autoridade administrativa e religiosa no Centro Zen, nós reconhecemos que todos nós somos, igualmente, a expressão da Natureza Búdica.
2. Eu tomo refúgio no Dharma. Ao tomar refúgio no Dharma, nós reconhecemos a sabedoria e a compaixão do modo de vida Budista. É através do Dharma que nós exprimimos e tornamos acessíveis os ensinamentos de Buda tal como nos foram transmitidos através da linhagem de nossos professores. O termo "Dharma" é freqüentemente traduzido como "Lei", e nesta perspectiva nós podemos ver os ensinamentos de Buda como diretrizes para nosso comportamento em todas as áreas de nossas vidas.
3. Eu tomo refúgio na Sangha. Ao tomar refúgio na Sangha, nós reconhecemos o importante papel que a vida comunitária do Centro Zen desempenha na nossa prática. A fim de que a Sangha seja um refúgio, nós aspiramos criar um ambiente inclusivo, com espaço para compreensão e aceitação de nossas diferenças. Ao mesmo tempo, nós trabalhamos para implementar a percepção de que a Sangha e seus membros não são entidades separadas. Uma comunicação aberta e permanente dentro da Sangha é essencial para que seja criado este refúgio. Quaisquer preocupações ou conflitos éticos devem ser integralmente ouvidos e apropriadamente discutidos.
Texto do Zen Center de Rochester (Tradução de Francisco Scherer; Revisão de Giovanni Kakugen)
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Perguntas, eu e meditação
R: Já houve uma escola budista que achava que todas as coisas são produtos da consciência (Cittamatra). Mas este pensamento que você expressou é típicamente auto centrado portanto ilusório, fruto de seu funcionamento mental, que afinal é o que causa a consciência.
O que significa dizer que sujeito e objeto se fundem durante a meditação?
R: Não há sujeitos nem objetos na meditação.
Que tipo de fusão ocorre durante a meditação?
R: Vc está praticando meditação? É inútil ficar respondendo estas coisas sem que haja prática. Praticando as perguntas mudam.
A meditação é capaz de destruir todos os tipos de sofrimentos?
R: Sim. A meditação corta o carma, porém isto não é rápido.
Eu me sinto muito sozinho por ser individual, por ter um eu, e costumo me sentir o centro do mundo. Costumo pensar que estou preso dentro do meu próprio mundo, dentro do mundo que apenas eu vejo. O que a meditação pode fazer quanto a isso?
R: Tente. Você verá. Este eu é completamente ilusório.
sábado, 24 de novembro de 2007
Palestra na UFSC
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Os preceitos tomados nas investiduras leigas
Os 16 Preceitos Buddhistas
1. Eu tomo refúgio no Buda.
2. Eu tomo refúgio no Dharma.
3. Eu tomo refúgio na Sangha.
As Três Resoluções Gerais
1. Eu decido evitar o mal.
2. Eu decido fazer o bem.
3. Eu decido libertar todos os seres sencientes.
Os Dez Preceitos Cardeais
1. Eu decido não matar, e sim cuidar de toda forma de vida.
2. Eu decido não tomar o que não é dado, e sim respeitar a propriedade alheia.
3. Eu decido não utilizar mal a minha sexualidade, e sim ser cuidadoso e responsável.
4.Eu decido não mentir, e sim falar a verdade.
5. Eu decido manter a minha mente clara, não abusar do álcool ou outros intoxicantes, e nem levar os outros a fazê-lo.
6. Eu decido não falar sobre as falhas de outros, mas sim ser compreensivo e solidário.
7. Eu decido não enaltecer a mim mesmo e desfazer os demais, mas sim superar as minhas próprias limitações.
8. Eu decido não sonegar ajuda espiritual ou material, mas concede-las gratuitamente quando necessário.
9. Eu decido não me entregar à raiva, mas sim praticar a paciência.
10. Eu decido não desrespeitar os Três Tesouros (Buda, Dharma e Sangha), mas sim nutri-los e apoia-los.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Palestra sobre meditação
Palestra aberta e gratuita na UFSC
Para os interessados em psicologia, meditação, neurociências e budismo
Meditação: o que é e como funciona?
Palestrantes: Prof. Dr. Emílio Takase (Dr. em Psicologia Experimental pela USP) e Monge Genshô (Diretor Geral do Colegiado Buddhista Brasileiro)
Data: 22 de novembro de 2007 (quinta-feira)
Às 19 horas no Auditório do CDS / UFSC (Universidade Federal de SC)
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Sentimentos e amizade são apegos?
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Zen recomendado na prática psicoterapêutica
Patients Do Better
With Psychotherapist
Who Practice Zen
Meditation,
Study Suggests
ScienceDaily (Nov. 18, 2007) ? An investigation by German researchers headed by Professor Nickel indicates the practicing Zen meditation by psychotherapists matters. All therapists direct their attention in some manner during psychotherapy. A special form of directing attention, 'mindfulness', is recommended.
This study aimed to examine whether, and to what extent, promoting mindfulness in psychotherapists in training (PiT) influences the treatment results of their patients. The therapeutic course and treatment results of 124 inpatients, who were treated for 9 weeks by 18 PiTs, were compared.
The PiTs were randomly assigned to 1 of 2 groups: (i) those practicing Zen meditation (MED; n = 9 or (ii) control group, which did not perform meditation (noMED; n = 9). The results of treatment (according to the intent-to-treat principle) were examined using the Session Questionnaire for General and Differen-tial Individual Psychotherapy (STEP), the Questionnaire of Changes in Experience and Behavior (VEV) and the Symptom Checklist (SCL-90-R).Compared to the noMED group (n = 61), the patients of PiTs from the MED group (n = 63) had significantly higher evaluations (according to the intent-to-treat principle) for individual therapy on 2 STEP scales, clarification and problem-solving perspectives.
Their evaluations were also significantly higher for the entire therapeutic result on the VEV. Furthermore, the MED group showed greater symptom reduction than the noMED group on the Global Severity Index and 8 SCL-90-R scales, including Somatization, Insecurity in Social Contact, Obsessiveness, Anxiety, Anger/Hostility, Phobic Anxiety, Paranoid Thinking and Psychoticism.
This study indicates that promoting mindfulness in PiTs could positively influence the therapeutic course and treatment results in their patients.
Journal reference: Grepmair, L. ; Mitterlehner, F. ; Loew, T. ; Bachler, E. ; Rother, W. ; Nickel, M. Promoting Mindfulness in Psychotherapists in Training Influences the Treatment Results of Their Patients: A Randomized, Double-Blind, Controlled Study Psychother Psychosom 2007;76:332-338
Adapted from materials provided by Psychotherapy and Psychosomatics.
domingo, 18 de novembro de 2007
Livro "Seguindo as Pegadas do Buda"
O livro, que está servindo de base para mais uma superprodução de Hollywood (para 2008), pode ser adquirido pelo site da editora: www.bodigaya.com.br
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Retiro
terça-feira, 13 de novembro de 2007
A mente inclui tudo

Shunryo Suzuki Roshi (1905-1971)
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Sobre as prisões
Quando nós viemos para o sesshin e sentamos, a palavra sesshin quer dizer reunir ou consertar a mente, reunir uma mente que está espalhada, reunir num lugar só. Achar o centro, onde estou, estas são as respostas importantíssimas.Quem eu sou realmente? Porque se você souber quem é realmente vai poder fazer até uma operação plástica sem ficar preso porque você já sabe quem é. Você pode ter um determinado bem porque sabe ah, eu preciso de um carro com tais características. E depois você pergunta para esta pessoa que sabe quem é: você está satisfeito com o seu carro? Sim eu estou satisfeito. Você não vai trocar por um novo? Não só quando começar a dar problemas eu vou pensar. É a mente saudável. Ambição sem fim é que é a mente infeliz porque basicamente ela não sabe quem é. Por não saber quem é fica procurando a si mesmo fora ou nas revistas que ditam os modelos de beleza ou nos objetos que trazem felicidades muito curtas, muito temporárias. Eu acho que esta é a resposta essencial para a pergunta que foi feita. Onde é que existe o equilíbrio? Existe o equilíbrio na resposta a pergunta: quem sou eu? Então saber o que fazer, como e de que maneira, sem estar preso num redemoinho.
Quem souber quem é pode entrar no cassino, jogar na roleta, perder e sair, sem estar preso ao jogo da roleta. Quem sabe quem realmente é pode ir ao jogo de futebol e vibrar com o gol e sair do campo nem triste nem alegre. Triste porque perdeu ou alegre porque ganhou. Simplesmente partilhou com amigos um bom tempo ali e torceu, mas depois não está triste nem alegre porque ele não é o time. Esta é a diferença. Isto é muito difícil. Porque você vai perguntar para a pessoa quem você é e ele é capaz de responder assim: eu sou flamengo. Não é mais ele. Ele é flamengo. Isto é que é importante. É claro que quando a pessoa pratica espiritualmente há uma tendência a se distanciar das situações aprisionantes. O budismo aponta para esta liberdade. Liberdade dos aprisionamentos e dos automatismos.
Trecho, palestra "O Passaporte", disponível em www.chalegre.com.br/zendo em Textos.
sábado, 10 de novembro de 2007
Praticando o zen como os monges nos mosteiros

Comunidade Zen Budista de Florianópolis
Convida
Coordenação: Monge Genshô
Valor: R$180,00 para membros efetivos da Sangha, R$240,00 para
membros colaboradores e R$300,00 para não contribuintes, estão
inclusos hospedagem e alimentação.
Local: Sede Baha-í – Estrada Geral da Cachoeira do Bom Jesus,
Cachoeira do Bom Jesus – Florianópolis – SC.
Favor informar por e-mail o depósito
DEPÓSITO EM CONTA CORRENTE
BANCO DO BRASIL – Instituto Educacional Todatsu
AG 4550-0
CC 5709-6
CNPJ 04.189.002/0001-
Contato: *Shumaia Sodô (48) *3225 6299/8405 5914.
*e-mail: *santosjuliana@
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Radicais destroem estátuas budistas no Paquistão
Quando o Taleban destruiu duas estátuas budistas no Afeganistão na primavera de 2001, houve um clamor de protesto internacional. Mas incidentes similares estão ocorrendo agora no noroeste do Paquistão, onde islâmicos radicais recentemente explodiram uma escultura do Buda em plena luz do dia
Yassin Musharbash
O fenômeno é novo e desconcertante. Até mesmo o governo paquistanês o descreve com uma "talebanização"
Isso ocorre especialmente na outrora pacífica região de Swat, na qual um líder militante islâmico chegou até a proclamar a criação de um "emirado". E, assim como no Afeganistão, o ódio dos islâmicos é direcionado em parte contra os traços da antiga civilização budista que existiu na região.
Extremistas muçulmanos inspirados pelo Taleban destruíram uma importante escultura budista de 40 metros de altura e cerca de 1.300 anos de idade na região noroeste do Vale de Swat, segundo Vishaka N. Desai, diretora da Asia Society, uma instituição internacional com sede nos Estados Unidos cujo objetivo é estreitar as relações e o entendimento entre os povos asiáticos e norte-americano.
Rohatsu Sesshin
deve-se executar as tarefas com afinco. Evitar conversar durante os intervalos.
Mesmo os praticantes de outras escolas podem participar, desde que se adaptem às normas da casa.
Como não temos acomodações apropriadas, os participantes retornam para as suas casas à noite.
O custo para este sesshin é de R$ 200.
O Templo Busshinji fica na Rua S. Joaquim, 286, Bairro da Liberdade, São Paulo. Inscrições no local.»
fonte:
http://sanghamargha
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Monges marcham pela paz na Índia

Um grupo de 30 monges budistas de diferentes países concluiu nesta quinta-feira (8) em Nova Délhi a caminhada que realizam pela paz mundial.
A marcha de 300 quilômetros começou no dia 28 de outubro na cidade de Punjab. No dia 14 de novembro, os monges devem inaugurar uma torre pela paz mundial no Parque Indraprastha, também em Nova Délhi.
Fonte: Globo
Nem ganhar nem perder
(Trecho de O Passaporte, palestra disponível em www.chalegre.com.br/zendo na secção Textos)
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
"Monge, sofri insultos, uma tristeza imensa me arrasa...."
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Aí por 2002...
sábado, 3 de novembro de 2007
Por quê "Aparecida Kannon"? Por quê este sincretismo?



Emerson escreveu na lista Chungtao:
"Gostaria de apontar para o fato de que as pessoas de alguma forma ligadas a esta cerimônia de Aparecida Kannon, seja porque fazem parte da comunidade que a organizou, seja porque foram lá participar (no caso, eu rsrsrs), ao serem questionadas sobre o significado de "Aparecida" (e eu fui um dos primeiros que questionei), têm se mostrado evasivas nas respostas.
A razão mais direta de não se responder diretamente a esta pergunta é que, como já foi dito, trata-se de uma proposta do Saikawa rôshi e obviamente ninguém pode responder por ele. Há outras razões e aqui eu gostaria de falar das minhas, pois também fico feliz de que ela possa voltar a ocorrer.
O fato é que, considerando as palavras do Handa-san, que é um monge diretamente ligado a este mestre e que também participou da cerimônia, nem mesmo eles, envolvidos diretamente na preparação e execução, receberam explicações detalhadas sobre esta questão.
Em outras ocasiões, inclusive em um retiro, já tive a oportunidade de estar ao lado do rôshi e, até onde permite ver minha compreensão embaçada, posso dizer que eu o reconheço como um verdadeiro mestre zen. Em outras palavras, acredito que qualquer "proposta" que
venha dele tenha nascido de sua compreensão peculiar.
Mas este é apenas o primeiro ponto.
Neste caso em particular, "compreensão" sobre exatamente o quê? Sobre a compaixão, eu responderia, que, segundo explicações dadas, é o objetivo desta "proposta".
Então temos um mestre zen japonês que, munido de sua "compreensão peculiar", decide fazer em terras tupiniquins uma cerimônia "para a compaixão e comunhão entre todas as pessoas", conforme foi anunciado, e então ordena a seus monges e ao "departamento
feminino" do templo que prepare tudo para a novaCerimônia a "Aparecida Kannon Bosatsu da PazUniversal". Quase isso. Quem olhou e reconheceu, pôde ver no álbum do Seigen o próprio rôshi varrendo o chão e mexendo as panelas. Aqui acho que começa o ponto essencial: esse é um ato de expressão de comunhão entre as pessoas levado à prática, não de discussão
sobre o tema.
Ao se buscar a comunhão temos que primeiro procurar o que temos em comum, não o que nos distingue. O ponto de contato entre Kannon Bosatsu e Nossa Senhora Aparecida é naturalmente a devoção que o povo japonês têm pela primeira e o brasileiro, pela segunda. Mas o
mais importante é que para quem estava servindo no dia, ou sendo servido, isso não fazia a menor diferença.
No fim percebei que é preciso algum coração e se largar mão de muita racionalidade para participar de um evento com este espírito, seja por conta de nossa convicção religiosa, seja por causa de nossos conceitos e idéias sobre as coisas do coração, como compaixão. Na prática, qual é a diferença se a compaixão é encarnada pela santa padroeira ou pelobodisatva? Ambos são conceitos religiosos, pois carecem de uma definição clara (ambos estão associados
aos seus respectivos epítetos) para existirem. E quem precisa de conceitos para comungar, se é verdade que a comunhão é assunto do coração e não do raciocínio?
Assim, não estou escrevendo estas palavras para justificar, seja para os outros ou para mim mesmo, minha participação, nem mesmo para justificar a existência própria do evento, mas para
desconstruí-las, para reconhecer que seria lamentável se eu continuasse necessitando de uma justificativa ou explicação, ou que todos os conceitos precisassem se encaixar perfeitamente na minha cabeça.
Digo desconstruir estas palavras porque só depois de concebê-las, paradoxalmente percebi que se continuasse precisando de justificativas para me aproximar de outras pessoas ou para pôr a compaixão em prática é que eu certamente deveria a começar a participar de cerimônias deste tipo, onde dar uma explicação seja tão difícil quanto dar a resposta a um koan, onde a
questão queimasse fundo todos os conceitos e sobrasse apenas a vivência. E, quem sabe, se continuar praticando assim talvez um dia, em vez de apenas me servir, consiga chegar ao nível de ser capaz de varrer o chão para a cerimônia."
Emerson
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
A nova abadessa
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Se eu jogar fora a minha vida, onde ela estará?
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Saikawa Roshi varre o templo

"Foi como descrito no e-mail que o monge Genshô nos encaminhou em inglês, algo muito simples e, talvez por isso, muito tocante.
Enquanto os monges -e os participantes que se dispusessem- recitavam o Enmei Jikku Kannon Kyô (uma espécie de ladainha a Kannon em "dez versos", "jikku"), as pessoas iam chegando, ofereciam incenso e pegavam um prato de comida - cereais e salada de repolho, além de um copo de refresco. Havia cadeiras nas calçadas e no alpendre do templo.
Todos os transeuntes eram convidados e muitos aderiam - indigentes, engravatados, estudantes, homens, mulheres, crianças. A estes era dado um papel com os dizeres:
"CERIMÔNIA DE APARECIDA KANNON BOSATSU DA PAZ UNIVERSAL"
A Aparecida Kannon Bosatsu da Paz Universal, eu (nome) ___________ presto homenagens e oro pedindo longa vida, felicidade e saúde; desta forma possamos divulgar e espalhar o bom ensinamento a todos os cantos do mundo, pedindo pela paz universal e desenvolvimento do Templo Busshinji."
(Kannon é a representação budista, em imagem, da compaixão, no budismo japonês usa-se uma forma feminina muito bela.)
No verso havia o "sutra" mencionado acima.Quem quisesse podia colocar o nome no papel e
devolvê-lo.
No mais, a atmosfera era muito acolhedora, ao som da recitação, e senti que era de fato um alimento para o corpo e para o coração. Para mim o sentido da cerimônia era apenas este mesmo: comunhão entre os seres humanos e, neste sentido, tenho a sensação de que cumpriu plenamente seu papel.
Para quem quiser ver fotos, o praticante do Busshinji, Bruno Mitih (Seigen), que é fotógrafo, fez uma ótima cobertura do evento e publicou várias imagens, inclusive dos bastidores, no seguinte álbum:
http://www.flickr.
Eu também tirei algumas fotos, no meu melhor estilo de não querer sair do lugar para fotografar rsrs, que coloquei aqui:
http://zamprogno.
Com as mãos em prece,
Emerson"
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Sangha e Pizza
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
China protesta por condecoração dos EUA ao Dalai Lama
( Extraído do noticiário. Postado pelo Rev. Wagner na lista Shin)
domingo, 28 de outubro de 2007
Saikawa Roshi escreve sobre NY
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(tradução Genshô)
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Evento do CBB no Busshinji - Como foi?
Ocorreu ontem à noite o evento do CBB - Colegiado Buddhista Brasileiro - no Bushinji de São Paulo. No geral, apreciei o evento, considerando que foi a primeira atividade pública do CBB (além de todas as outras atividades que ocorrem mais 'não-publicamente'

http://rsasaki.